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Pólo levanta plantas industriais de biodiesel em operação

Com o objetivo de identificar os gargalos da produção bioenergética no país –– que inclui a produção do etanol e biodiesel –– e também revisar a política pública para a obtenção em larga escala dos combustíveis alternativos, o Pólo Nacional de Biocombustíveis realiza um levantamento para mapear as iniciativas governamentais e privadas e as plantas industriais de biodiesel já em operação.
Jonal de Piracicaba 3 min de leitura
Com o objetivo de identificar os gargalos da produção bioenergética no país –– que inclui a produção do etanol e biodiesel –– e também revisar a política pública para a obtenção em larga escala dos combustíveis alternativos, o Pólo Nacional de Biocombustíveis realiza um levantamento para mapear as iniciativas governamentais e privadas e as plantas industriais de biodiesel já em operação.

O projeto, que também visa identificar as matérias-primas utilizadas para a obtenção do biocombustíveis e a relação atual entre oferta e demanda, é realizado em parceria com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A informação é do coordenador do pólo, Weber do Amaral, que ontem esteve reunido na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) com os representantes das instituições envolvidas.

Segundo Amaral, as conclusões do levantamento serão apresentadas pelo ministro Roberto Rodrigues na Semana Luiz de Queiroz, que acontece de 12 a 16 de outubro. "Nosso objetivo é identificar as oportunidades de conhecimento e também os gargalos da produção energética no Brasil todo. Isso porque o governo deu estímulo à produção dos biocombustíveis sem a cadeia devidamente equacionada", afirma o coordenador do pólo. Depois de concluído o levantamento, na opinião de Amaral, será possível melhorar a assistência técnica prestada aos produtores das matérias-primas utilizadas e também rever alguns tópicos da política pública, como a carga tributária diferenciada entre os Estados –– assunto que é motivo de descontentamento entre os fabricantes de equipamentos para usinas de biodiesel e entre os grandes produtores.

"A tributação tem com tratamento diferenciado para algumas regiões do país e diferentes matérias-primas. A região Norte, com os agricultores familiares, possui isenção para a produção de palma e dendê. Mas, a tributação existe para as demais regiões e outras culturas", disse Tarcísio Angelo Mascarim, vice-presidente das empresas Dedini, que também esteve reunido com o grupo responsável pelo levantamento na tarde de ontem.

Na oportunidade, os envolvidos no levantamento fizeram uma visita à Dedini para conhecer de perto a tecnologia desenvolvida pela empresa para a produção em escala de biodiesel e etanol. O CTC (Centro Tecnológico Canavieiro) também recebeu o grupo e apresentou as novas tecnologias aplicadas à cultura da cana-de-açúcar. Hoje, os representantes do Mapa e da Embrapa vão à Pirassununga para avaliar o funcionamento de uma usina que produz etanol a partir da celulose.

INVESTIMENTOS –– Na semana de 29 de agosto a 2 de setembro, o Pólo Nacional de Biocombustíveis receberá a visita dos diretores do banco japonês JBIC (Japan Bank for International Cooperation). A intenção do banco é aplicar cerca de US$ 25 milhões no pólo.

De acordo com o coordenador do pólo, o investimento do Japão só é possível porque o país pretende aumentar a importação do álcool brasileiro para a adição em 3% à gasolina. "Eles estão investindo em segurança na qualidade do produto e também garantia de abastecimento", afirma Amaral. Para ele, os japoneses estão finalizando os estudos de viabilidade econômica. O resultado deve ser apresentado nos próximos dias aos integrantes do pólo.
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