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JBIC orienta documento sobre acordo bilateral

A Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) sediou ontem a quinta rodada de discussões sobre o acordo bilateral Brasil-Japão, para o desenvolvimento do Programa Brasileiro de Agricultura Energética.
Jornal de Piracicaba 3 min de leitura
A Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) sediou ontem a quinta rodada de discussões sobre o acordo bilateral Brasil-Japão, para o desenvolvimento do Programa Brasileiro de Agricultura Energética.

Na ocasião, foi avaliada mais uma versão do documento que cita todas as formas de aplicações dos US$ 680 milhões, montante que será destinado por meio de financiamentos de pesquisas para a produção de biocombustíveis renováveis –– etanol e biodiesel. Deste total, cerca de US$ 25 milhões devem ser destinados ao Pólo Nacional de Biocombustíveis, instalado em Piracicaba.

O documento criado pelo grupo japonês foi encaminhado ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues. De acordo com o coordenador do Pólo, Weber do Amaral, o ministério, em breve, deve realizar reuniões com o órgão para discutir os pontos sugeridos pelos japoneses e, posteriormente, validar o acordo através de documentos oficiais.

"Os integrantes do JBIC (Banco Japonês de Cooperação Internacional), no documento entregue ao pólo, enumeraram as oportunidades e os problemas da produção energética no Brasil. Também deram sugestões para melhorar o sistema de produção", conta Amaral.

Entre as limitações, o grupo japonês cita a falta de incentivos governamentais à produção do biodiesel, como a tributação diferenciada entre os Estados e também a ausência de garantia de produção dos biocombustíveis frente à demanda mundial.

Por outro lado, segundo o coordenador do pólo, integrantes do JBIC enfatizaram a necessidade da criação de novas unidades integradas de produção dos combustíveis alternativos em diferentes regiões do país, o que facilitaria o transporte e diminuiria os custos de produção.

O projeto também atende os projetos relacionados à obtenção de biocombustíveis com diferentes matérias-primas e reúne pequenos e médios produtores rurais, organizados em associações ou cooperativas, interessados em fornecer tais matérias-primas destinadas à produção de combustíveis alternativos.

Em 2003, o governo japonês regulamentou a lei que autoriza a adição de até 3% de álcool à gasolina e deve importar 1,8 bilhão de litros/ano de álcool carburante para suprir a demanda interna. Por isso, os investimentos disponibilizados ao Brasil, para pesquisas e, sobretudo, para a garantia de produção com a importação do álcool brasileiro.

PÓLO –– Recebidos por Amaral, os representantes do JBIC (Japan Bank for International Cooperation) visitaram novamente a estrutura que se desenha no cenário da agricultura energética e do papel do pólo nesse contexto, elencado como um dos principais tópicos do Programa Nacional de Energia Renovável.

Os recursos previstos para o pólo, cerca de US$ 25 milhões, serão usados para a coordenação de pesquisas, correta comunicação com a sociedade, capacitação, políticas públicas e estudos na área de logística e infra-estrutura.

"Esse encontro faz parte ainda da primeira etapa do acordo. Somente após a assinatura do acordo poderemos direcionar melhor as pesquisas e os investimentos", afirmou Amaral.
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