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Biodiesel

Bush quer conter consumo de combustíveis


Folha de S. Paulo - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Presidente pede que americanos poupem gasolina e diz que irá recorrer a reserva estratégica de petróleo para segurar preços

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse ontem que irá tomar medidas para evitar que as interrupções na produção das plataformas e refinarias do país afetem os preços dos combustíveis. Bush afirmou que acompanha de perto os esforços para que os oleodutos e as refinarias do país voltem a funcionar à plena capacidade e está disposto a recorrer, se for preciso, à reserva estratégica de petróleo do país.

"É importante que nosso povo saiba que entendemos a situação e que estamos dispostos a usar a reserva estratégica para diminuir qualquer déficit de petróleo que possa afetar nossos consumidores", afirmou Bush.

O presidente americano anunciou que deve viajar hoje à região da costa do Texas para verificar as operações de recuperação do Estado após a passagem do furacão Rita e fará um pedido aos americanos para que passem a economizar mais combustível com esquema de revezamento e caronas (o chamado "carpooling") e o uso do transporte público.

Bush disse ainda que é preciso construir mais refinarias -as mais recentes são de 1970- e reiterou seu pedido para que sejam construídas usinas nucleares.

Em agosto e no início deste mês, a gasolina chegou a custar US$ 3 por galão (3,785 litros) devido à interrupção da produção das plataformas no golfo do México, fechadas devido à passagem do furacão Katrina.

Ontem o preço do barril de petróleo registrou alta no fechamento na Bolsa Mercantil de Nova York e em Londres. O otimismo inicial devido aos aparentemente reduzidos efeitos do furacão Rita sobre as refinarias no Texas, diminui à medida que se faz o levantamento dos prejuízos reais na região do Sul dos EUA.

O barril para entrega em novembro encerrou o dia cotado a US$ 65,82, alta de 2,54%, na Bolsa de Nova York. Em Londres, o barril fechou em US$ 63,93, com alta de 2,39%.