BiodieselBR
Publicidade

Brasil e Alemanha discutem parcerias

Os dois países estão iniciando um programa piloto para utilização de etanol e biodiesel. O Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2005, que reúne cerca de mil empresários no Centro de Convenções Edson Queiroz, em Fortaleza, a partir de hoje, concentra expectativas em torno do tema central "Investir para Crescer". O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, confirmado na abertura, desembarca na capital do Ceará com disposição para estimular as relações comerciais, os investimentos alemães no País e a internacionalização de empresas nacionais.
Gazeta Mercantil - Adriana Thomasi 4 min de leitura
Os dois países estão iniciando um programa piloto para utilização de etanol e biodiesel. O Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2005, que reúne cerca de mil empresários no Centro de Convenções Edson Queiroz, em Fortaleza, a partir de hoje, concentra expectativas em torno do tema central "Investir para Crescer". O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, confirmado na abertura, desembarca na capital do Ceará com disposição para estimular as relações comerciais, os investimentos alemães no País e a internacionalização de empresas nacionais.

Brasil e Alemanha estão iniciando um programa piloto para utilização de etanol e biodiesel misturado à gasolina e ao diesel, segundo informa também o MDIC e, durante o encontro, serão conhecidas as cidades (uma em cada país) que devem converter as frotas para a mistura, experiência sinalizadora para a assinatura de um acordo entre os dois países. O governo alemão aprovou a adição de 2% de biodiesel ao diesel, índice que poderá chegar a 5%, com chances de importação do produto.

Realizada pela primeira vez no Nordeste, a vigésima terceira edição do encontro segue até amanhã com sete workshops temáticos, além de quatro reuniões setoriais. O encontro fechado da Comissão Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica, com grupos de trabalho, contempla questões como financiamento e acesso a recursos externos para unidades industriais e para a produção agrícola, transferência de tecnologia e recursos para pesquisa na área de biodisel, e produtos orgânicos.

A pauta envolve ainda investimentos em infra-estrutura e energia, e prevê a discussão também de questões como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), linhas de transmissão, hidrelétricas, biomassa, logística, incluindo concessões rodoviárias, linhas ferroviárias e aeroportos, e as Parcerias Público-Privadas (PPPs). No último dia do encontro, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Bundesverband der Deutschen Industrie (BDI), da Alemanha, com realização da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), as delegações apresentam os resultados dos trabalhos sinalizando para ações implementadas pelos dois países nos próximos 12 meses.

A Alemanha importou do Brasil, em 2004, o equivalente a US$ 4,036 bilhões e exportou US$ 5,072 bilhões. Entre janeiro e maio deste ano foram US$ 2,431 bilhões e US$ 1,923 bilhão, respectivamente. Os alemães também passaram a comprar mais do Ceará, e a tendência é de evolução como acredita o presidente Fiec, Jorge Parente Frota Júnior. Ano passado, as exportações do estado para a Alemanha somaram US$ 16,818 milhões (Fob), crescimento de 17,6%.

Parente acredita na possibilidade de investimentos nos segmentos de geração de energias alternativas, indústria metal-mecânica, têxtil, granito e turismo. Hoje, o aporte alemão no Ceará está focado nas energias renováveis, especialmente a eólica. "As relações do Brasil com a Alemanha precisam de um novo impulso", diz o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, ao alertar para o grave problema de infra-estrutura do Brasil, que precisa atrair "dramaticamente" poupança para investimentos.

Segundo o dirigente, existem muitos projetos no País que podem interessar aos investidores alemães, em especial nas áreas de energia, fundamental ao País, logística de maneira geral, terminais portuários, comunicações, saneamento (com marco regulatório), agronegócio e turismo, com destaque para potencial do Nordeste. "Uma das razões de trazer o encontro para Fortaleza foi apresentar a diversidade do Brasil de maneira mais ampla", resume Monteiro Neto. O número de participação recorde de empresários 1009 inscritos, até sexta-feira passada, conforme o presidente da CNI, revela o interesse que o evento desperta.

Ontem à noite, como parte da programação, aconteceu a entrega do Prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2005, aos empresários Norberto Odebrecht, presidente de honra do grupo Odebrecht e Jürgen Harnisch, que até 2004 foi presidente do Conselho Administrativo da ThyssenKrupp Automotive AG., no Theatro José de Alencar.
Compartilhar: