Os produtores gaúchos estão atentos às possibilidades que o biodiesel pode trazer ao setor primário do Estado. A matriz produtiva tem alto potencial e inclui culturas como a soja, a canola, o girassol e a mamona. A gordura animal também se insere nesse contexto e representa a cadeia das carnes, mais um segmento tradicional da economia estadual, destaca o engenheiro químico David Turik Chazan, coordenador executivo do Programa Gaúcho de Biodiesel (Probiodiesel). “É uma opção que amplia a fronteira agrícola para as commodities tradicionais, cria novas perspectivas para produtos que ainda são pouco cultivados e proporciona altos ganhos ambientais por substituir o derivado de petróleo”, ressalta o especialista.
O Probiodiesel existe desde 2003 e no ano passado recebeu R$ 400 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para estudar processos tecnológicos de produção de mamona no Sul do Estado. O programa também já recebeu adesão da Carris, que colocará à disposição veículos para testes com o biodiesel.
As oportunidades que a tecnologia oferece vêm atraindo o interesse das indústrias para o Estado. A expectativa é de que até o começo de 2006 uma unidade fabril seja instalada na região de Passo Fundo, onde foi identificada a necessidade do plantio de 58 mil hectares de soja e canola. “O importante é que os produtores estão percebendo a chance de contar com uma nova fonte de renda num momento em que predominam os reflexos da frustração na safra e de preços abaixo dos custos de produção”, salienta Valdecir Zonin, assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag). Ele lembra que trabalhos envolvendo principalmente cooperativas e prefeituras estão realizando experiências com a energia no Estado. Uma empresa de médio a grande porte produz entre 30 e 60 mil litros de biodiesel diariamente. O aproveitamento da matéria-prima varia de acordo com a fonte. A soja, por exemplo, tem 17% de óleo em sua composição.
A demanda pela energia limpa vem crescendo com o Programa Brasileiro de Biodiesel, que prevê a mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel produzido do petróleo. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a mistura significará para o País uma economia anual de US$ 160 milhões com a importação de petróleo. Em 2013, o percentual de adição passará para 5%. Com esse índice, o Brasil contabilizará um consumo de 2,6 bilhões de litros anualmente. Nesta quinta-feira, a tecnologia será debatida no Seminário Biodiesel - Combustível Verde, que acontece na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre, numa promoção da Secretaria da Ciência e Tecnologia, da Associação Riograndense dos Estagiários na França e do Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais do Estado. No evento serão apresentadas experiências de diferentes elos da cadeia produtiva, com ênfase nos aspectos tecnológicos, industriais e de mercado. A CaixaRS ainda vai mostrar modalidades de financiamento para a atividade. A inscrição no seminário é gratuita e pode ser feita pela internet no site www.studyo30.com.br/biodiesel. Informações pelo telefone (51) 3287.2030 e pelo e-mail probiodieselrs @ cientec. rs.gov.br.
O Probiodiesel existe desde 2003 e no ano passado recebeu R$ 400 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para estudar processos tecnológicos de produção de mamona no Sul do Estado. O programa também já recebeu adesão da Carris, que colocará à disposição veículos para testes com o biodiesel.
As oportunidades que a tecnologia oferece vêm atraindo o interesse das indústrias para o Estado. A expectativa é de que até o começo de 2006 uma unidade fabril seja instalada na região de Passo Fundo, onde foi identificada a necessidade do plantio de 58 mil hectares de soja e canola. “O importante é que os produtores estão percebendo a chance de contar com uma nova fonte de renda num momento em que predominam os reflexos da frustração na safra e de preços abaixo dos custos de produção”, salienta Valdecir Zonin, assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag). Ele lembra que trabalhos envolvendo principalmente cooperativas e prefeituras estão realizando experiências com a energia no Estado. Uma empresa de médio a grande porte produz entre 30 e 60 mil litros de biodiesel diariamente. O aproveitamento da matéria-prima varia de acordo com a fonte. A soja, por exemplo, tem 17% de óleo em sua composição.
A demanda pela energia limpa vem crescendo com o Programa Brasileiro de Biodiesel, que prevê a mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel produzido do petróleo. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a mistura significará para o País uma economia anual de US$ 160 milhões com a importação de petróleo. Em 2013, o percentual de adição passará para 5%. Com esse índice, o Brasil contabilizará um consumo de 2,6 bilhões de litros anualmente. Nesta quinta-feira, a tecnologia será debatida no Seminário Biodiesel - Combustível Verde, que acontece na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre, numa promoção da Secretaria da Ciência e Tecnologia, da Associação Riograndense dos Estagiários na França e do Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais do Estado. No evento serão apresentadas experiências de diferentes elos da cadeia produtiva, com ênfase nos aspectos tecnológicos, industriais e de mercado. A CaixaRS ainda vai mostrar modalidades de financiamento para a atividade. A inscrição no seminário é gratuita e pode ser feita pela internet no site www.studyo30.com.br/biodiesel. Informações pelo telefone (51) 3287.2030 e pelo e-mail probiodieselrs @ cientec. rs.gov.br.