A exploração do biodiesel deve beneficiar os pequenos lavradores, e não as grande usinas. É o que pensa o senador Alberto Silva (PMDB-PI), que há anos defende o uso desse tipo de combustível - que pode ser produzido, por exemplo, a partir de óleos vegetais. Em discurso nesta segunda-feira (4), ele defendeu essa posição e também destacou que uma grande usina de biodiesel, que estaria sendo construída no Piauí, estaria atuando de forma contrária a esses princípios.
- Os lavradores não podem ficar à mercê de grandes usineiros, que utilizam grandes porções de terra para seus empreendimentos. Isso já ocorreu na época do Programa Nacional do Álcool (Proálcool): quem cortava a cana eram os bóias-frias, que ganhavam uma miséria. Depois, quando veio a mecanização, nem esse trabalho lhes restou - argumentou Alberto Silva.
Escravidão
Segundo o senador, a capacidade de produção da usina que estaria sendo instalada no Piauí é de 90 mil litros por dia. Alberto Silva afirmou que os contratos oferecidos pela empresa aos pequenos lavradores propõem o pagamento de 45 centavos por quilo de mamona, quando a produção individual for de 500 quilos por hectare. Esse preço subiria, "em doses homeopáticas", conforme a produção aumentasse: se esta alcançasse 900 quilos, o rendimento iria a 70 centavos por quilo.
- Isso é solução para o trabalhador? É uma agressão. Se é para ser assim, é melhor o agricultor cultivar mandioca, milho e feijão, como já vinha fazendo. Se há recursos para construir essa usina, que não seja à custa da escravidão dos plantadores de mamona - declarou.
Usina nas mãos dos lavradores
Para que o biodiesel seja uma forma de oferecer "trabalho digno ao homem do campo", Alberto Silva destacou que "é necessário organização". Ele disse que os lavradores devem formar associações e, por meio destas, montar suas próprias usinas de beneficiamento (para transformação da baga da mamona, por exemplo, em óleo) e também as de biodiesel.
- No Piauí, já discutimos com o Banco do Nordeste sobre a possibilidade de empréstimos, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que viabilizem a construção dessas usinas para os agricultores - frisou.
O senador acrescentou que as usinas podem, inclusive, ser administradas por Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), e que em seu estado há um projeto nesses moldes.
Segundo Alberto Silva, um pequeno lavrador pode obter uma renda mensal entre R$ 700 e R$ 800 com o plantio "consorciado" da mamona, umas das matérias-primas do biodiesel, e do feijão. Outras sugestão do parlamentar: aproveitar o pé de mamona para transformá-lo em adubo orgânico, fornecendo um complemento de renda para o agricultor. Ele ressaltou que existem pesquisas e tecnologia que permitem que isso seja feito "dentro da usina do lavrador".
- Os lavradores não podem ficar à mercê de grandes usineiros, que utilizam grandes porções de terra para seus empreendimentos. Isso já ocorreu na época do Programa Nacional do Álcool (Proálcool): quem cortava a cana eram os bóias-frias, que ganhavam uma miséria. Depois, quando veio a mecanização, nem esse trabalho lhes restou - argumentou Alberto Silva.
Escravidão
Segundo o senador, a capacidade de produção da usina que estaria sendo instalada no Piauí é de 90 mil litros por dia. Alberto Silva afirmou que os contratos oferecidos pela empresa aos pequenos lavradores propõem o pagamento de 45 centavos por quilo de mamona, quando a produção individual for de 500 quilos por hectare. Esse preço subiria, "em doses homeopáticas", conforme a produção aumentasse: se esta alcançasse 900 quilos, o rendimento iria a 70 centavos por quilo.
- Isso é solução para o trabalhador? É uma agressão. Se é para ser assim, é melhor o agricultor cultivar mandioca, milho e feijão, como já vinha fazendo. Se há recursos para construir essa usina, que não seja à custa da escravidão dos plantadores de mamona - declarou.
Usina nas mãos dos lavradores
Para que o biodiesel seja uma forma de oferecer "trabalho digno ao homem do campo", Alberto Silva destacou que "é necessário organização". Ele disse que os lavradores devem formar associações e, por meio destas, montar suas próprias usinas de beneficiamento (para transformação da baga da mamona, por exemplo, em óleo) e também as de biodiesel.
- No Piauí, já discutimos com o Banco do Nordeste sobre a possibilidade de empréstimos, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que viabilizem a construção dessas usinas para os agricultores - frisou.
O senador acrescentou que as usinas podem, inclusive, ser administradas por Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), e que em seu estado há um projeto nesses moldes.
Segundo Alberto Silva, um pequeno lavrador pode obter uma renda mensal entre R$ 700 e R$ 800 com o plantio "consorciado" da mamona, umas das matérias-primas do biodiesel, e do feijão. Outras sugestão do parlamentar: aproveitar o pé de mamona para transformá-lo em adubo orgânico, fornecendo um complemento de renda para o agricultor. Ele ressaltou que existem pesquisas e tecnologia que permitem que isso seja feito "dentro da usina do lavrador".