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Biodiesel cearense na mira dos alemães

Em plena crise energética, ocasionada pela alta do petróleo, rigorosas leis “verdes” sobre energia renovável e desativação de usinas nucleares, a Alemanha tem interesse em conhecer os projetos-pilotos de produção de biodiesel do Ceará. A oportunidade para troca de experiências será o XXIII Encontro Econômico Brasil-Alemanha, de 3 a 5 de julho, em Fortaleza, onde poderá ser conferida a eficiência dos ônibus movidos a biodiesel de mamona etílico e metílico a 20% (B20).
Diário do Nordeste – Samira de Castro 3 min de leitura
Em plena crise energética, ocasionada pela alta do petróleo, rigorosas leis “verdes” sobre energia renovável e desativação de usinas nucleares, a Alemanha tem interesse em conhecer os projetos-pilotos de produção de biodiesel do Ceará. A oportunidade para troca de experiências será o XXIII Encontro Econômico Brasil-Alemanha, de 3 a 5 de julho, em Fortaleza, onde poderá ser conferida a eficiência dos ônibus movidos a biodiesel de mamona etílico e metílico a 20% (B20).

A iniciativa é do Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec) e contempla projeto-piloto, com uma frota de 12 veículos e chances de evoluir para acordo de pesquisa entre os governos alemão, cearense e brasileiro. A experiência do Estado deve seguir por dois anos e pode ser expandida. Depende de entendimentos com instituições parceiras. Já em Dortmund (Alemanha) podem ser feitos testes em veículos com etanol puro brasileiro, informa Fernando Nunes, presidente do Nutec.

A utilização do biodiesel e possíveis parcerias serão discutidas pela Comissão Mista Brasil-Alemanha. Faz parte do Encontro, no dia 3, reunião técnica entre representantes dos dois países. Um protocolo de intenções entre governos e empresários já foi assinado.

De acordo com o presidente do Nutec, faltam acertar detalhes como o fornecimento de novos motores para a frota experimental e a fonte de recursos para custear o combustível. O Nutec tem biodiesel para atender a demanda, estimada em 182.500 litros em dois anos, e vai manter a equipe para monitoramento com reforço de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Os gastos estimados com o biodiesel somam R$ 657 mil. “Uma quantia pequena, esperamos que o governo federal banque esse custo”, afirma. A utilização do biodiesel, conduzida pelo Nutec e a parceira Tecnologias Bioenergéticas (Tecbio), empresa de desenvolvimento de projetos para usinas, vai render ainda acordo com a Prefeitura de Fortaleza para o uso de biodiesel de mamona a 5% em 10 ônibus da Companhia de Transportes Coletivo (CTC) e outras duas empresas privadas, a Via Máxima e Via Urbana.

O Nutec já comanda também planta-piloto, base de um novo projeto que entra em operação em setembro deste ano. A nova usina, que envolve recursos de R$ 100 mil, do Nutec, e outros R$ 400 mil, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), terá capacidade de produção de 2,5 mil litros/dia.

“O volume é suficiente para abastecer todos os testes agendados pelo governo da Alemanha e da Prefeitura, garante o engenheiro químico Expedito José de Sá Parente, diretor da Tecbio.
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