BiodieselBR
Publicidade

Bancos centrais prevêem que preços do petróleo continuarão altos

Os preços internacionais do petróleo devem continuar perto do atual nível recorde de 60 dólares o barril por alguns anos, enfraquecendo ainda mais a economia mundial, previram neste domingo os bancos centrais mais poderosos do mundo.
Reuters - Stella Dawson e Natsuko Waki 2 min de leitura
Os preços internacionais do petróleo devem continuar perto do atual nível recorde de 60 dólares o barril por alguns anos, enfraquecendo ainda mais a economia mundial, previram neste domingo os bancos centrais mais poderosos do mundo.

O crescimento econômico global está esfriando em parte por causa do preço do petróleo, que aumentou 60 por cento neste ano, embora bancos centrais reunidos durante conferência do BIS (sigla em inglês para Banco de Compensações Internacionais) digam que, no geral, a economia permanece sólida e a inflação, contida.

No entanto, o petróleo e a volatilidade no mercado de energia está claramente preocupando os bancos centrais, que tiveram uma sessão especial na conferência para discutir como lidar com esses riscos.

"No curto prazo, esperamos que o preço do petróleo continue em torno de 60 dólares o barril", disse o vice-presidente do banco central do Irã, M.J. Mojarrad.

"Mas se fatores de suprimento, demanda e conjuntura internacional forem administrados, as expectativas para o preço podem voltar a 40 dólares o barril", afirmou ele à Reuters.

Os bancos centrais gostariam que os principais produtores e consumidores de petróleo se encontrassem para discutir como eliminar os obstáculos políticos para aumentar o suprimento do Irã e do Iraque, que restringem a demanda em regiões de forte crescimento como a China e os Estados Unidos, disse o representante iraniano.

Contudo, eles não vêem soluções rápidas para o problema do petróleo caro.

"Há um consenso geral que nós vamos ter preços altos pelo menos pelos próximos dois ou três anos", afirmou Martin Redrado, presidente do banco central da Argentina.

Isso significa riscos para um crescimento sustentável e robusto de uma economia mundial que, segundo se espera, deve crescer 4 por cente neste ano, depois de alcançar o seu melhor resultado das últimas três décadas em 2004.

"É obviamente algo que tem um impacto" tanto no crescimento quanto na inflação, disse o presidente do banco central europeu, Klaus Liebscher.
Compartilhar: