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Bahia: Programa de biodiesel reafirma prioridade à agricultura familiar

"A matriz energética da Bahia é composta por 73% de energia não- renovável. No Brasil, este índice é de 40%"
Jornal da Mídia 2 min de leitura
Representantes da Rede Baiana de Biocombustíveis (RBB) conheceram a proposta do Programa Baiano de Produção e Uso de Biodiesel. Entre as prioridades, foram destacados o fortalecimento da produção de matéria-prima, a inserção da agricultura familiar na cadeia produtiva, a qualificação de comunidades agrícolas e a ampliação da rede tecnológica e laboratorial. A reunião aconteceu na sede da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), responsável por coordenar o programa.

De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, o programa já está em operação, mas suas atividades estão sendo ordenadas num documento que servirá de base para a atuação do governo estadual nos próximos anos.

"Este é um tema que envolve diversos setores e o debate é justamente o caminho para a estruturação do programa de forma participativa. Nossa expectativa é que em meados deste mês ele seja apresentado ao governador e incorporado ao Plano Plurianual", explicou.

A histórica falta de investimentos da Bahia na diversificação da matriz energética foi destacada pela coordenadora do Programa Baiano de Produção e Uso de Biodiesel, Telma Andrade. "A matriz energética da Bahia é composta por 73% de energia não- renovável. No Brasil, este índice é de 40%", declarou.

Telma disse que o governo está somando ações para transformar esta realidade e tornar a Bahia um referencial na produção e uso de energias alternativas.

Mas ela afirmou que o desafio é grande. "Apesar da Bahia possuir diversas oleaginosas que servem como matéria-prima para o biodiesel, esta produção ainda não é satisfatória para atender à crescente demanda das indústrias que estão se instalando em solo baiano", disse.

Sementes e capacitação. O diretor da Superintendência de Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura (Seagri), Wilson Dias, explicou que o Governo do Estado pretende distribuir sementes de alta qualidade de oleaginosas, a exemplo do amendoim e mamona, para uma melhor produtividade, além de fomentar a inserção de outras culturas, como a do pinhão-manso e a do girassol.
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