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Produção mundial de biodiesel pode chegar a 13 bilhões de litros

O ritmo de implantação das usinas de biodiesel no mundo é mais agressivo do que o das usinas de produção de etanol em seu início, na década de 70. Devido a isso, a tendência é de que...
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A produção de biodiesel está crescendo de forma acelerada em todo o mundo. O principal motivo para esse fenômeno é o preço alto do petróleo, insistentemente próximo da linha de US$ 70,00/ barril de 159 litros, tanto em Londres quanto na Bolsa de NY.  De acordo com os últimos estudos da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), já é viável e competitivo produzir biodiesel com cotações...

...o ritmo de implantação das usinas de biodiesel no mundo é mais agressivo do que o das usinas de produção de etanol em seu início, na década de 70. Devido a isso, a tendência é de que...

...no biodiesel, a produção será um pouco mais dispersa do que...

A produção de biodiesel está crescendo de forma acelerada em todo o mundo. O principal motivo para esse fenômeno é o preço alto do petróleo, insistentemente próximo da linha de US$ 70,00/ barril de 159 litros, tanto em Londres quanto na Bolsa de NY.  De acordo com os últimos estudos da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), já é viável e competitivo produzir biodiesel com cotações de petróleo acima de US$ 58 a US$ 60,00 /barril no mercado internacional, em relação ao seu principal concorrente, o diesel, desde que existam algumas flexibilizações tributárias, ao menos iniciais, que facilitem a implantação das usinas. A avaliação faz parte da publicação "Bioenergia", de SAFRAS & Mercado.

     Devido a isso, tanto nos Estados Unidos como na Europa, estão surgindo dezenas de novos plantas industriais visando a produção do biocombustível. A previsão é de que a produção de biodiesel possa chegar a 13 bilhões de litros em 2007.

     O ritmo de implantação das usinas de biodiesel no mundo é mais agressivo do que o das usinas de produção de etanol em seu início, na década de 70. Devido a isso, a tendência é de que a consolidação de um mercado internacional de biodiesel seja muito mais rápida do que o de etanol. A Bolsa de Chicago pretende estabelecer a comercialização de contratos futuros de biodiesel ainda neste ano, aproveitando a sinergia com o mercado de grãos, de onde se extrai a grande maioria da produção dos óleos vegetais necessária para a produção do biocombustível nos EUA. Nesse quesito, a CBOT (Bolsa de Mercadorias de Chicago)dá indícios de que está saindo mesmo na frente da NYBOT em bioenergia. A CBOT já tem os contratos futuros de álcool de melhor liquidez do mundo, mesmo tendo lançado o mercado depois da NYBOT. Isso se explica pelo fato que o álcool produzido nos EUA é quase todo produzido a partir do milho, e a CBOT domina o mercado de milho no mundo. Como a soja e outras oleaginosas possuem seus contratos cotados em Chicago é normal que esta Bolsa acabe também por virar referência em contratos futuros do mercado de bioenergia.

     Espera-se que a produção de etanol, em 2006, chegue à linha de 50 bilhões de litros neste ano, com produção praticamente concentrada em dois países: EUA e Brasil, com cerca de 40% da produção mundial cada um.

     No biodiesel, a produção será um pouco mais dispersa do que no etanol. O principal produtor mundial de biodiesel é a Europa, que neste ano de 2007 deve apresentar um potencial instalado de 6 bilhões de litros/ano, mas com produção efetiva entre 5 a 5,5 bilhões de litros, enquanto que para 2007, estima-se que o potencial instalado salte para 7,5 bilhões de litros e com produção efetiva entre 6,5 a 7 bilhões de litros. O principal país produtor na União Européia é a Alemanha, com o óleo retirado da Colza, principalmente. Na França, o segundo maior produtor europeu, a produção de biodiesel advém de diversas culturas, com destaque para a canola e o nabo.  Os Estados Unidos atualmente produzem cerca de 1 bilhão de litros/ano, mas o potencial produtivo somado das fábricas em construção naquele país indica a possibilidade de produção de 4 bilhões de litros/ano em 2007.

     Na Europa, devido aos fortes incentivos e redução tributária, o biodiesel é vendido em forma pura na bomba em postos, e com preços quase sempre inferiores aos do diesel mineral. A produção nos EUA já alcançou uma escala tal em alguns estados, que o biodiesel também já é mais barato do que o diesel. No Brasil, a produção atual está na casa dos 200 milhões de litros, mas diversas fábricas estão sendo construídas, e, se forem instaladas efetivamente todos os projetos que tramitam em Brasília, o potencial pode ser de 1,8 a 2 bilhões de litros/ano até o final de 2007 e entrada de 2008. Além do Brasil, Europa e EUA, também começam  a ser planejadas a entrada de fábricas européias na África e India.
 
Safras (DP)  
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