Solicitação de licença ambiental à Cetesb é o primeiro passo para a viabilização da unidade
A unidade produtora faz parte do cronograma que a distribuidora vem desenvolvendo nos últimos dois anos para a adição do óleo vegetal ao diesel de acordo com Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Nesse período foram investidos mais de R$ 20 milhões na adaptação de instalações e em logística para produção e distribuição do produto.
Solicitação de licença ambiental à Cetesb é o primeiro passo para a viabilização da unidade
A Petrobras Distribuidora se prepara para fabricar biodiesel em sua base distribuidora de Bauru, localizada na na Vila Monlevade. Os equipamentos serão fornecidos pela Antares SP Engenharia e Consultoria S/S Ltda, de São Bernardo do Campo, que publica hoje o aviso sobre o pedido de licença à Cetesb (Companhia de Tecnologia em Saneamento Ambiental) para o empreendimento.
Tanto a Petrobrás quanto a fornecedora dos equipamentos não deram maiores detalhes do projeto.
Mas o gerente regional da Cetesb, Alcides Tadeu Braga, disse ontem ao BOM DIA que a publicação é o primeiro passo para a instalação. “A partir daí analisaremos as questões legais e ambientais para depois emitir o laudo”, explica Braga.
A unidade produtora faz parte do cronograma que a distribuidora vem desenvolvendo nos últimos dois anos para a adição do óleo vegetal ao diesel de acordo com Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Nesse período foram investidos mais de R$ 20 milhões na adaptação de instalações e em logística para produção e distribuição do produto.
A legislação faculta a adição de 2% de óleo vegetal ao diesel até o final do ano, criando o B2. De 2007 a 2012, passa a ser obrigatório. A partir de 2013, será comercializado o B5, com 5% de óleo vegetal.
A estatal vem ampliando seus investimento na área do biodiesel por uma questão mercadológica, mas também porque a adição do óleo vegetal ao diesel atende a necessidades ambientais.
Embora esteja à venda no interior do país nessa sua primeira fase, o diesel com adição vegetal é mais necessário nas regiões metropolitanas, onde o ar está saturado pela fumaça que sai dos escapamentos. A simples redução de 2% no combustível fóssil traz benefícios nesta questão.
O biodiesel pode ser extraído da soja, palma, mamona, girassol e de outras oleaginosas. Também pode ser conseguido pelo processamento de gorduras animais, como o sebo de boi. Seu processamento o faz ecologicamente “limpo”.
Mas além das vantagens energéticas e ambientais que, sozinhas, já justificariam o programa, ainda existe o viés social. A legislação brasileira foi montada para incentivar o uso de matéria-prima produzida pela agricultura familiar. As empresas que se servirem das safras dos pequenos produtores terão vantagens na obtenção de financiamentos.
Jair Aceituno - Jornal Bom Dia
A unidade produtora faz parte do cronograma que a distribuidora vem desenvolvendo nos últimos dois anos para a adição do óleo vegetal ao diesel de acordo com Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Nesse período foram investidos mais de R$ 20 milhões na adaptação de instalações e em logística para produção e distribuição do produto.
Solicitação de licença ambiental à Cetesb é o primeiro passo para a viabilização da unidade
A Petrobras Distribuidora se prepara para fabricar biodiesel em sua base distribuidora de Bauru, localizada na na Vila Monlevade. Os equipamentos serão fornecidos pela Antares SP Engenharia e Consultoria S/S Ltda, de São Bernardo do Campo, que publica hoje o aviso sobre o pedido de licença à Cetesb (Companhia de Tecnologia em Saneamento Ambiental) para o empreendimento.
Tanto a Petrobrás quanto a fornecedora dos equipamentos não deram maiores detalhes do projeto.
Mas o gerente regional da Cetesb, Alcides Tadeu Braga, disse ontem ao BOM DIA que a publicação é o primeiro passo para a instalação. “A partir daí analisaremos as questões legais e ambientais para depois emitir o laudo”, explica Braga.
A unidade produtora faz parte do cronograma que a distribuidora vem desenvolvendo nos últimos dois anos para a adição do óleo vegetal ao diesel de acordo com Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Nesse período foram investidos mais de R$ 20 milhões na adaptação de instalações e em logística para produção e distribuição do produto.
À venda em 1,7 mil postos
Desde o ano passado, o biodiesel é vendido em postos da Petrobras. Começou por Belém (PA) e atualmente o produto já se encontra disponível em 1,7 mil endereços em vários Estados.A legislação faculta a adição de 2% de óleo vegetal ao diesel até o final do ano, criando o B2. De 2007 a 2012, passa a ser obrigatório. A partir de 2013, será comercializado o B5, com 5% de óleo vegetal.
A estatal vem ampliando seus investimento na área do biodiesel por uma questão mercadológica, mas também porque a adição do óleo vegetal ao diesel atende a necessidades ambientais.
Embora esteja à venda no interior do país nessa sua primeira fase, o diesel com adição vegetal é mais necessário nas regiões metropolitanas, onde o ar está saturado pela fumaça que sai dos escapamentos. A simples redução de 2% no combustível fóssil traz benefícios nesta questão.
Cidade ‘prepara o terreno’
Bauru já demonstra seu interesse pelo biodiesel. Tanto que prepara, para o dia 31, um seminário que discutirá a cadeia produtiva do combustível. Também faz levantamentos para definir qual o tipo de matéria prima é mais favorável às condições climáticas regionais.O biodiesel pode ser extraído da soja, palma, mamona, girassol e de outras oleaginosas. Também pode ser conseguido pelo processamento de gorduras animais, como o sebo de boi. Seu processamento o faz ecologicamente “limpo”.
Mas além das vantagens energéticas e ambientais que, sozinhas, já justificariam o programa, ainda existe o viés social. A legislação brasileira foi montada para incentivar o uso de matéria-prima produzida pela agricultura familiar. As empresas que se servirem das safras dos pequenos produtores terão vantagens na obtenção de financiamentos.
Jair Aceituno - Jornal Bom Dia
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