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MST critica produção bioenergética

MST acusa o modelo de produção bioenergética do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de se sustentar na ''apropriação de territórios, de bens naturais, de força de trabalho''.
Vermelho.org.br 2 min de leitura
Manifesto divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) acusa o modelo de produção bioenergética do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de se sustentar na ''apropriação de territórios, de bens naturais, de força de trabalho''.

Também acusa os Estados Unidos de quererem firmar uma parceria bioenergética com o Brasil, a ser formalizada na visita do presidente George W. Bush ao País, para enfraquecer as relações brasileiras com Venezuela e Bolívia, países exportadores de combustíveis fósseis.

Segundo o manifesto, as bases da produção de biodiesel são grandes propriedades de monoculturas, principalmente de cana-de-açúcar, o que desfavorece a produção de alimentos e coloca em risco a soberania alimentar brasileira. ''Não podemos manter os tanques cheios e as barrigas vazias'', diz o texto.

O documento é resultado de um seminário sobre a exploração da indústria da cana na América Latina promovido pela Via Campesina, no quais estiveram presentes representantes do Brasil, Bolívia, Costa Rica, Colômbia, Guatemala e República Dominicana, realizado em São Paulo nos dias 26 e 27 de fevereiro.

O manifesto critica especialmente a cultura da cana, que serviu historicamente "para a manutenção do colonialismo e estruturação das classes dominantes".

"Aproveitando-se da legítima preocupação da opinião pública internacional com o aquecimento global, grandes empresas agrícolas, de biotecnologia, petroleiras e automotivas percebem que os biocombustível representam uma fonte importante de acumulação de capital. A biomassa é apresentada falsamente como nova matriz energética, cujo princípio é a energia renovável", critica.

com agências
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