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MS estuda projeto de óleo usado para biodiesel

O projeto prevê que mini-usinas de Biodiesel sejam instaladas pelo município e utilizem como matéria-prima o óleo de frituras que atualmente é descartado no meio ambiente sem tratamento.
Semades 4 min de leitura
A frota do município de Campo Grande pode utilizar como combustível o Biodiesel (B100) proveniente da sobra de óleos comestíveis. O projeto prevê que mini-usinas de Biodiesel sejam instaladas pelo município e utilizem como matéria-prima o óleo de frituras que atualmente é descartado no meio ambiente sem tratamento.

A Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e a Satur (Secretaria de Fomento ao Agronegócio, Indústria, Comércio, Turismo, Ciência e Tecnologia)  estuda projeto inédito para reciclagem de óleo comestível para produção de Biodiesel. O combustível deve ser usado na frota do município.

      A idéia foi apresentada ao prefeito da Capital, Nelsinho Trad (PMDB), nesta quinta-feira, dia 1, pelo deputado estadual Marcio Fernandes (PSDB) que idealizou o projeto e pretende implementá-lo em todos os municípios do Estado. O município encaminhou a proposta para a Secretaria de Meio Ambiente e a Satur (Secretaria Municipal de Fomento ao Agronegócio, Indústria, Comércio, Turismo Ciência e Tecnologia).

     O projeto prevê inicialmente a captação das gorduras e restos de frituras das repartições públicas, pontos comerciais (hospitais, creches, hotéis, restaurantes, bares e similares) universidades, condomínios que deverão possuir um depósito para que a cooperativa conveniada com a prefeitura faça a coleta do material.

     "Ontem, assim que eu recebi este projeto do Marcio Fernandes, já encaminhei aos técnicos da secretaria do meio ambiente e da Satur e estarei aguardando o retorno da análise", declarou, explicando que os técnicos da prefeitura estão analisando sua viabilidade e os impactos econômicos que trará.
 
     Segundo o prefeito o projeto é importante por seus aspectos ambientais, sociais e também econômicos, por reciclar o óleo de fritura, envolver a sociedade no processo e ainda reduzir o custo com a aquisição de óleo diesel por parte do município. "O projeto é importante para dar uma destinação ao óleo que muitas vezes acaba sendo descartado sem nenhum cuidado ambiental, permitindo uma destinação segura ao óleo comestível, além de permitir que haja geração de renda e economia para as famílias que estarão incluídas no programa", destaca.

     Para o Secretário de Meio Ambiente, Frederico Freitas, o projeto realmente tem um conceito de preservação bastante forte em dois aspectos, primeiro eliminando o uso de combustíveis de origem fóssil que emitem o dióxido de carbono e segundo evitando lançarmos no lençol freático da natureza o óleo saturado.

     Para o autor da proposta, o deputado Marcio Fernandes (PSDB) que apresentou recentemente outro projeto para a produção de matéria prima para o biodiesel que deve envolver 20 mil famílias de pequenos produtores do Estado, a utilização do óleo comestível dentro das grandes cidades do Estado pode apresentar grandes resultados, tanto a preservação do meio ambiente como geração de emprego e renda.

     "Será um sonho ver Campo Grande como a 1 capital ecologicamente correta do país. Segundo o parlamentar o biodiesel também reduz 98% da emissão de enxofre e em 53% de monóxido de carbono na atmosfera. Estudos técnicos revelam que cada litro de óleo de fritura usado que chega aos rios polui um milhão de litros dágua", disse Fernandes.

      Outro ponto destacado pelo deputado é a possibilidade de produzir o biodiesel também com as oleaginosas como pinhão manso, mamona e outras culturas; na mesma máquina que vai processar o óleo de fritura. "Os produtores locais também poderão vender sua produção direto para a prefeitura processar o biodiesel, é uma forma também de  gerar renda no cinturão verde da cidade", lembra o parlamentar.

     "Uma mini-usina tem capacidade para produzir até quatro mil litros de biodiesel por dia, um investimento aproximado de R$ 250 mil na compra do equipamento. Além dos empregos que irá gerar para sua manutenção e na coleta do óleo, sem contar a economia que trará às prefeituras que poderão usar este combustível barato na sua frota", conclui o deputado, acrescentando que atualmente, além da prefeitura de Campo Grande, o Corecon (Conselho Regional de Economia) está realizando o estudo de viabilidade econômica do projeto para que ele possa ser implementado nas demais prefeituras do Estado.
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