A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresentou ontem o protótipo da máquina inventada por pesquisadores da instituição para a produção de biodiesel.
O equipamento exposto no Centro de Eventos do Pantanal tem capacidade de produzir 3,5 litros do biocombustível por hora, mas o reator original fabricado pelos pesquisadores da universidade produz cerca de 100 litros/hora.
“O conceito já foi criado, agora precisamos adequá-lo à necessidade de mercado”, afirmou o coordenador do Seminário do Biodiesel 2006, Paulo Teixeira.
A máquina consiste em misturar qualquer óleo vegetal... com etanol, e a queima é feita pelo reator, onde ocorre é exposto à radiação de microondas, ou seja, o aquecimento dos componentes químicos.
Para ser utilizado no motor de um veículo, o óleo ainda tem que passar pela etapa de purificação.
Para o assessor da Presidência da República, José Accarini, presente no evento da UFMT, iniciativa como da universidade e outras da classe produtiva na construção de usinas produtoras demonstram que o biocombustível já é uma unanimidade nacional.
“E investir no biodiesel não é uma aposta no escuro. O mundo precisa de energia, mas que de alimento, que já está saturado, o planeta produz mais alimento que a capacidade de consumo de sua população. Já a energia, as reservas de petróleo do mundo não duram mais que 40 anos, e do Brasil deve acabar em 20 anos, contudo a necessidade de energia não vai parar de crescer”, afirmou Accarini.
De acordo com a superintendente de Qualidade de Combustível da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Maria Antonieta, o Brasil responde por 44% do consumo de energia renovável no mundo. O índice dos países é de 13,6% já dos países de 1º mundo é de apenas 6%.
“Isso faz do Brasil o maior consumidor de energia renováveis incluindo recursos hídricos e de biomassa”, afirmou Maria Antonieta.
Entretanto, ainda precisam ser resolvidos alguns gargalos como o tributário e a logística de distribuição.
Segundo o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Marlon Arrael, o governo federal elaborou um desenho tributário que consiste em reduzir a alíquota do ICMS considerando a região, a mão-de-obra empregada na produção e a matéria-prima.
“A idéia do Programa Nacional de Biodiesel é manter o equilíbrio do mercado com justiça social fazendo que a agricultura familiar participe desse setor e não seja engolido pelos grandes investidores”, disse Arrael.
A logística, afirma Marlon Arrael, é outro complicador na introdução de um novo combustível na matriz energética.
“São 36 mil postos no país para serem atendidos. Como fazer para que o produto chegue nesses pontos de comercialização com qualidade ainda temos de estudar”, ressaltou.
Utilização do combustível é antecipada
O marco regulatório da inclusão do biodiesel na matriz energética do país foi antecipado. A aceleração no desenvolvimento desse setor fez o governo federal adiantar para janeiro de 2006 a adição de 2% no diesel, que estava previsto para 2007. Por isso, já existe alguns postos comercializando o produto.
E a inclusão de 5% no diesel (B5) está definido para 2008, a programação era de ocorrer somente em 2012. Já na mistura de 20% está definido para 2020. “Essa decisão do governo federal foi em virtude do adiantamento da maturação do setor ao longo desses três anos de discussão”, observou o coordenador de química da UFMT, Evandro Dall‘Oglio. Em Mato Grosso até o final desse ano deverá produzir 60 milhões de litros de biodiesel. Porém, a expectativa mais otimista, afirma o pesquisador, é de que somente em 2007 a produção deva se consolidar na prática como nova matriz energética no Estado.
Atualmente, existem duas unidades de usina em operação em Mato Grosso e cinco projetos em andamento.
Joana Dantas - Folha do Estado – Cuiabá/MT
O equipamento exposto no Centro de Eventos do Pantanal tem capacidade de produzir 3,5 litros do biocombustível por hora, mas o reator original fabricado pelos pesquisadores da universidade produz cerca de 100 litros/hora.
“O conceito já foi criado, agora precisamos adequá-lo à necessidade de mercado”, afirmou o coordenador do Seminário do Biodiesel 2006, Paulo Teixeira.
A máquina consiste em misturar qualquer óleo vegetal... com etanol, e a queima é feita pelo reator, onde ocorre é exposto à radiação de microondas, ou seja, o aquecimento dos componentes químicos.
Para ser utilizado no motor de um veículo, o óleo ainda tem que passar pela etapa de purificação.
Para o assessor da Presidência da República, José Accarini, presente no evento da UFMT, iniciativa como da universidade e outras da classe produtiva na construção de usinas produtoras demonstram que o biocombustível já é uma unanimidade nacional.
“E investir no biodiesel não é uma aposta no escuro. O mundo precisa de energia, mas que de alimento, que já está saturado, o planeta produz mais alimento que a capacidade de consumo de sua população. Já a energia, as reservas de petróleo do mundo não duram mais que 40 anos, e do Brasil deve acabar em 20 anos, contudo a necessidade de energia não vai parar de crescer”, afirmou Accarini.
De acordo com a superintendente de Qualidade de Combustível da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Maria Antonieta, o Brasil responde por 44% do consumo de energia renovável no mundo. O índice dos países é de 13,6% já dos países de 1º mundo é de apenas 6%.
“Isso faz do Brasil o maior consumidor de energia renováveis incluindo recursos hídricos e de biomassa”, afirmou Maria Antonieta.
Entretanto, ainda precisam ser resolvidos alguns gargalos como o tributário e a logística de distribuição.
Segundo o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Marlon Arrael, o governo federal elaborou um desenho tributário que consiste em reduzir a alíquota do ICMS considerando a região, a mão-de-obra empregada na produção e a matéria-prima.
“A idéia do Programa Nacional de Biodiesel é manter o equilíbrio do mercado com justiça social fazendo que a agricultura familiar participe desse setor e não seja engolido pelos grandes investidores”, disse Arrael.
A logística, afirma Marlon Arrael, é outro complicador na introdução de um novo combustível na matriz energética.
“São 36 mil postos no país para serem atendidos. Como fazer para que o produto chegue nesses pontos de comercialização com qualidade ainda temos de estudar”, ressaltou.
Utilização do combustível é antecipada
O marco regulatório da inclusão do biodiesel na matriz energética do país foi antecipado. A aceleração no desenvolvimento desse setor fez o governo federal adiantar para janeiro de 2006 a adição de 2% no diesel, que estava previsto para 2007. Por isso, já existe alguns postos comercializando o produto.
E a inclusão de 5% no diesel (B5) está definido para 2008, a programação era de ocorrer somente em 2012. Já na mistura de 20% está definido para 2020. “Essa decisão do governo federal foi em virtude do adiantamento da maturação do setor ao longo desses três anos de discussão”, observou o coordenador de química da UFMT, Evandro Dall‘Oglio. Em Mato Grosso até o final desse ano deverá produzir 60 milhões de litros de biodiesel. Porém, a expectativa mais otimista, afirma o pesquisador, é de que somente em 2007 a produção deva se consolidar na prática como nova matriz energética no Estado.
Atualmente, existem duas unidades de usina em operação em Mato Grosso e cinco projetos em andamento.
Joana Dantas - Folha do Estado – Cuiabá/MT