Começa a entrar água no biodiesel do programa do governo federal. Ontem, em seu segundo leilão, a ANP comprou 170 mil metros cúbicos de biodiesel. O problema é que a maioria das empresas (Agropalma, Soyminas, Ponte Di Ferro) ainda não entregou o óleo do leilão de 2005.
No primeiro leilão foram comprados apenas 70 milhões de litros, neste segundo leilão, 170 milhões. Está sendo planejado para daqui um mês outro leilão para compra de até 400 milhões de litros.
A capacidade anual de produção estimada pela ANP no Brasil é de menos de 86 milhões de litros.
Até agora, só a Brasil Biodiesel cumpriu sua parte.
Outro Lado
A ANP esclarece, a propósito de nota sobre biodiesel, que só realiza os leilões. A compra do produto foi feita pela Petrobrás e pela Refinaria Alberto Pasqualini.
E que o prazo de entrega do volume adquirido no primeiro leilão,
realizado em novembro passado, conforme estipulado no edital, vai até
31 de dezembro de 2006.
Sergio Galdieri, da Ponte di Ferro, conta que sua empresa, assim como a Fertibom, não venderam biodiesel no leilão de novembro.
E discorda que o programa esteja fazendo água. Tanto que, no leilão de
quinta-feira, todos os 170 milhões de litros foram arrematados.