Estudo da UFMG aponta que região tem mão-de-obra e insumos necessários para a implantação de usinas
Os Vales do Jequitinhonha e Mucuri são regiões viáveis para a implantação de usinas de biodiesel. Estudos feitos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) comprovam que a região possui condições favoráveis tanto para mão-de-obra quanto para fornecimento de matéria-prima. Ainda que o levantamento esteja pronto ainda faltam projetos da iniciativa privada para os locais. "A parte da universidade foi feita, acontece que não existem recursos financeiros. É só uma idéia (um estudo de viabilidade da UFMG).
A proposta tem como beneficiar de 15 mil a 20 mil famílias, o que foi dito é que haveria interesse do governo, mas ainda não temos sinalização de recursos para bancar o projeto", afirma a próreitora de extensão da UFMG, Ângela Dalbem. De acordo com ela, a parte de capacitação de agricultores precisa de investimento em torno de R$ 2,5 milhões.
Ela informou ainda que os estudos feitos são públicos e estão disponíveis para quem estiver interessado em desenvolver a atividade na região. Conforme o deputado federal Leonardo Monteiro (PT), que sugeriu o estudo para a UFMG, o projeto foi desenvolvido a partir de uma demanda de vários prefeitos da região para desenvolver uma atividade que pudesse gerar renda para a população local. Segundo ele, estão previstos investimentos de R$ 35 milhões para a planta inicial da usina.
Consórcio
A expectativa dele é que uma usina esteja concluída até o final de 2008 ou início de 2009. Ainda conforme Monteiro, no lançamento do programa ficou definido que será feito um consórcio intermunicipal entre os órgãos do governo envolvidos com o objetivo de estimular o desenvolvimento da região. A UFMG, por sua vez, cuidará das orientações técnicas necessárias.
A estimativa é que a usina tenha capacidade para produzir 30 milhões de litros de biodiesel por ano. "A região tem grande potencial por ter a mamona como planta nativa e contar com muita mão-de-obra. Várias pessoas saem do Vale do Jequitinhonha para trabalhar em culturas de cana, agora nós daremos a oportunidade do agricultor gerar renda a partir da oleaginosa", afirma o deputado.
Ele observa ainda que o investimento privado está sendo avaliado por empreendedoras, sendo que parte do montante inicial (R$ 35 milhões) poderá ser financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo o deputado, o banco pode financiar até 80% do valor. Conforme a UFMG, na primeira etapa do projeto, será preciso investimento de R$ 15 milhões para iniciar a produção de oleaginosas. Já a adequação de vias e rodovias para escoar a produção, entre outros aspectos logísticos, serão precisos outros R$ 20 milhões de financiamento em projetos de infra-estrutura a serem captados em órgãos governamentais.
Jornal O Tempo - MG
Os Vales do Jequitinhonha e Mucuri são regiões viáveis para a implantação de usinas de biodiesel. Estudos feitos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) comprovam que a região possui condições favoráveis tanto para mão-de-obra quanto para fornecimento de matéria-prima. Ainda que o levantamento esteja pronto ainda faltam projetos da iniciativa privada para os locais. "A parte da universidade foi feita, acontece que não existem recursos financeiros. É só uma idéia (um estudo de viabilidade da UFMG).
A proposta tem como beneficiar de 15 mil a 20 mil famílias, o que foi dito é que haveria interesse do governo, mas ainda não temos sinalização de recursos para bancar o projeto", afirma a próreitora de extensão da UFMG, Ângela Dalbem. De acordo com ela, a parte de capacitação de agricultores precisa de investimento em torno de R$ 2,5 milhões.
Ela informou ainda que os estudos feitos são públicos e estão disponíveis para quem estiver interessado em desenvolver a atividade na região. Conforme o deputado federal Leonardo Monteiro (PT), que sugeriu o estudo para a UFMG, o projeto foi desenvolvido a partir de uma demanda de vários prefeitos da região para desenvolver uma atividade que pudesse gerar renda para a população local. Segundo ele, estão previstos investimentos de R$ 35 milhões para a planta inicial da usina.
Consórcio
A expectativa dele é que uma usina esteja concluída até o final de 2008 ou início de 2009. Ainda conforme Monteiro, no lançamento do programa ficou definido que será feito um consórcio intermunicipal entre os órgãos do governo envolvidos com o objetivo de estimular o desenvolvimento da região. A UFMG, por sua vez, cuidará das orientações técnicas necessárias.
A estimativa é que a usina tenha capacidade para produzir 30 milhões de litros de biodiesel por ano. "A região tem grande potencial por ter a mamona como planta nativa e contar com muita mão-de-obra. Várias pessoas saem do Vale do Jequitinhonha para trabalhar em culturas de cana, agora nós daremos a oportunidade do agricultor gerar renda a partir da oleaginosa", afirma o deputado.
Ele observa ainda que o investimento privado está sendo avaliado por empreendedoras, sendo que parte do montante inicial (R$ 35 milhões) poderá ser financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo o deputado, o banco pode financiar até 80% do valor. Conforme a UFMG, na primeira etapa do projeto, será preciso investimento de R$ 15 milhões para iniciar a produção de oleaginosas. Já a adequação de vias e rodovias para escoar a produção, entre outros aspectos logísticos, serão precisos outros R$ 20 milhões de financiamento em projetos de infra-estrutura a serem captados em órgãos governamentais.
Jornal O Tempo - MG