O mercado aberto pelo incentivo à produção e energias limpas e renováveis pode resgatar culturas esquecidas como a do tungue no Rio Grande do Sul. O óleo de tungue, conhecido como "tung oil" ou "wood oil" ("óleo de madeira"), é utilizado principalmente na indústria de resinas e tintas, tendo como principal característica a secagem rápidas.
A planta, nativa da Ásia, foi cultivada nas décadas de 1950-60 na região de Serra gaúcha e foi, posteriormente, abandonada quando a indústria substituiu o óleo de tungue por derivados de petróleo. A Oleoplan, de Veranópolis, quer incentivar o renascimento do tungue para a produção de biodiesel.
A empresa já firmou convênio com o Colégio Agrícola de Veranópolis, que será responsável pela análise das sementes que ainda são usadas em um pequeno núcleo produtor, no município de Fagundes Varela. A instituição também deverá criar viveiros de mudas da planta.
Outro sinal positivo veio da Cooperbio, cooperativa de produtores familiares de Palmeira das Missões, região norte do Estado, que concordou em introduzir lavouras de tungue junto com seus cooperados. A Oleoplan ainda busca outras parcerias para reativar o tungue.
A planta seria para o Rio Grande do Sul o que o pinhão manso significa para o restante do País, uma alternativa de produção de biodiesel em pequenas propriedades. O tungue é cultivado, predominantemente, na China e significa "coração", nome inspirado no formato das folhas dessas plantas.
Energia renovável
Para o presidente da Oleoplan, Irineo Boff, o cenário que se descortina com a geração de energias renováveis é gigantesco. "Todo o óleo de soja produzido no mundo - 36 milhões de toneladas - poderiam substituir,como biodiesel, apenas 2% do diesel de petróleo que é consumido hoje", disse.
Em igualdade de condições tributárias, porém, o biodiesel custaria, hoje, no Brasil, entre 15% e 20% mais que o diesel de petróleo. "O potencial é grande, mas tudo dependerá das políticas que os países irão adotar. Se não houver barreiras técnicas e tarifárias, teremos um imenso mercado a explorar", disse Irineo Boff.
A planta, nativa da Ásia, foi cultivada nas décadas de 1950-60 na região de Serra gaúcha e foi, posteriormente, abandonada quando a indústria substituiu o óleo de tungue por derivados de petróleo. A Oleoplan, de Veranópolis, quer incentivar o renascimento do tungue para a produção de biodiesel.
A empresa já firmou convênio com o Colégio Agrícola de Veranópolis, que será responsável pela análise das sementes que ainda são usadas em um pequeno núcleo produtor, no município de Fagundes Varela. A instituição também deverá criar viveiros de mudas da planta.
Outro sinal positivo veio da Cooperbio, cooperativa de produtores familiares de Palmeira das Missões, região norte do Estado, que concordou em introduzir lavouras de tungue junto com seus cooperados. A Oleoplan ainda busca outras parcerias para reativar o tungue.
A planta seria para o Rio Grande do Sul o que o pinhão manso significa para o restante do País, uma alternativa de produção de biodiesel em pequenas propriedades. O tungue é cultivado, predominantemente, na China e significa "coração", nome inspirado no formato das folhas dessas plantas.
Energia renovável
Para o presidente da Oleoplan, Irineo Boff, o cenário que se descortina com a geração de energias renováveis é gigantesco. "Todo o óleo de soja produzido no mundo - 36 milhões de toneladas - poderiam substituir,como biodiesel, apenas 2% do diesel de petróleo que é consumido hoje", disse.
Em igualdade de condições tributárias, porém, o biodiesel custaria, hoje, no Brasil, entre 15% e 20% mais que o diesel de petróleo. "O potencial é grande, mas tudo dependerá das políticas que os países irão adotar. Se não houver barreiras técnicas e tarifárias, teremos um imenso mercado a explorar", disse Irineo Boff.