Na hora de planejar a utilização do biodiesel é preciso dispor deste produto e são os empresários rurais que garantem o abastecimento de colza, soja e girassol.
A realidade dos fatos obriga a conhecer perfeitamente a questão na hora de opinar ou planejar estratégias bioenergéticas para o futuro, na União Européia em geral e na Espanha em particular. A Europa tem a obrigação política de fomentar a utilização dos biocombustíveis como uma das fórmulas para cumprir o Protocolo de Kyoto e também para ser menos dependente do petróleo.
Mas na hora de planejar a utilização, pelo consumidor, do biodiesel e do bioetanol, é preciso dispor destes produtos. O que nos leva à seguinte pergunta: O que falta para poder produzir biocombustíveis na Espanha?
Nós conhecemos bem essa realidade e por isso "estamos dedicando o mesmo esforço tanto à planificação técnica de nossas fábricas, nos processos técnicos de desenvolvimento, como à execução de futuros acordos estratégicos com os agro-empresários". São estes empresários que garantem o abastecimento de colza, soja e girassol, pelo menos, nos próximos dez anos.
Os terrenos dedicados a cultivos que estão destinados à produção de biodiesel, não entrarão em competição com os cultivos dedicados à alimentação humana e, ao final, como subprodutos após a fabricação do biodiesel, obteremos proteína, que servirá de apoio à pecuária.
As empresas de biocombustíveis que não contarem com certo controle da matéria-prima estarão condenadas à dependência exterior, o que acarreta falta de liberdade, e, portanto, de garantia futura.
Agora, construída a base desta nova filosofia energética, é preciso que os consumidores cheguem a uma cumplicidade similar com os fabricantes de automóveis, para que as montadoras ofereçam uma ampla garantia para os consumidores que utilizam os biocombustíveis em suas atividades diárias.
Ángel Rico Escribano - Green Fuel Corporación
Fonte: elEconomista.es
A realidade dos fatos obriga a conhecer perfeitamente a questão na hora de opinar ou planejar estratégias bioenergéticas para o futuro, na União Européia em geral e na Espanha em particular. A Europa tem a obrigação política de fomentar a utilização dos biocombustíveis como uma das fórmulas para cumprir o Protocolo de Kyoto e também para ser menos dependente do petróleo.
Mas na hora de planejar a utilização, pelo consumidor, do biodiesel e do bioetanol, é preciso dispor destes produtos. O que nos leva à seguinte pergunta: O que falta para poder produzir biocombustíveis na Espanha?
Controlar a matéria-prima
Primeiro, controlar a matéria-prima: colza, soja e girassol para o biodiesel. Porque se não cumprirmos este requisito, acabaremos importando os biocombustíveis. E para controlar a matéria-prima é preciso contar com a cumplicidade dos empresários rurais. Sem essa cumplicidade não será possível realizar nenhum planejamento a curto e médio prazo. E não haverá biodiesel espanhol.Nós conhecemos bem essa realidade e por isso "estamos dedicando o mesmo esforço tanto à planificação técnica de nossas fábricas, nos processos técnicos de desenvolvimento, como à execução de futuros acordos estratégicos com os agro-empresários". São estes empresários que garantem o abastecimento de colza, soja e girassol, pelo menos, nos próximos dez anos.
Desenvolvimento rural
A eclosão dos biocombustíveis poderia provocar um importante desenvolvimento nas zonas rurais, evitando a saída do homem do campo. Por isso precisamos de uma injeção econômica nessas zonas, e uma contribuição importante à pesquisa e desenvolvimento dos cultivos e variedades no médio prazo.Os terrenos dedicados a cultivos que estão destinados à produção de biodiesel, não entrarão em competição com os cultivos dedicados à alimentação humana e, ao final, como subprodutos após a fabricação do biodiesel, obteremos proteína, que servirá de apoio à pecuária.
As empresas de biocombustíveis que não contarem com certo controle da matéria-prima estarão condenadas à dependência exterior, o que acarreta falta de liberdade, e, portanto, de garantia futura.
Agora, construída a base desta nova filosofia energética, é preciso que os consumidores cheguem a uma cumplicidade similar com os fabricantes de automóveis, para que as montadoras ofereçam uma ampla garantia para os consumidores que utilizam os biocombustíveis em suas atividades diárias.
Ángel Rico Escribano - Green Fuel Corporación
Fonte: elEconomista.es