A Brasil Ecodiesel, empresa criada em 2003 e que iniciou as atividades com plantio de mamona no Piauí, acaba de se tornar S.A. (sociedade anônima) após vender 50% de seu capital preferencial e 45% do seu capital votante para a Ecogreen Solution, sociedade de propósito específico (SPE) controlada 100% pelo fundo de viés ambiental Ecogreen, gerido pelo alemão Deutsche Bank.
Com o negócio, a SPE alemã, estabelecida nos EUA, passa a ser a maior sócia da empresa brasileira. Daniel Birmann, até então controlador da empresa com 75%, vendeu por R$ 7 milhões a maior parte de sua participação para o Deutsche e uma pequena fatia a pequenos acionistas, encolhendo sua parte para 12%.
Conforme informou ao Valor Nelson Silveira, presidente-executivo e sócio da Brasil Ecodiesel, o dinheiro recebido na transação foi contabilizado na empresa como capital, que com isso chegou a R$ 10 milhões. A nova composição societária da companhia, além de ter a Ecogreen Solution como maior acionista isolada, tem Nelson Silveira (pessoa física) com cerca de 20% e Birmann com 12%. Em seguida aparece Leo Hime (7%), e outros 11% estão pulverizados. Silveira acredita que no futuro a empresa abrirá capital em bolsa, mas admite que "ainda não é o momento, pois estamos nos consolidando".
Jório Dauster, ex-presidente da Vale, foi escolhido presidente do conselho de administração da Brasil Ecodiesel S.A.. Segundo adiantou Dauster, os alemães se sentiram atraídos pela possibilidade de produzir energia alternativa e menos poluente, o que poderá fortalecer a empresa, cuja meta é produzir 300 mil toneladas de biodiesel por ano a partir de 2008, quando entrará em vigor a mistura de 2% no diesel. A partir de 2013, a proporção da mistura poderá saltar para 5%. O mercado projetado de biodiesel para atender à demanda será de 800 mil a 1 milhão de litros por ano. "Queremos 40% desse mercado", disse Dauster.
Para tanto, a Brasil Ecodiesel planeja chegar até o fim deste ano com 100 mil famílias produzindo 100 mil toneladas de mamona em dez Estados. Mas tudo dependerá de fundos financeiros para a implantação da expansão e de uma sinalização clara de contratos de compra de biodiesel no país. A Brasil Ecodiesel já entrou com pedido de financiamento no BNDES. Mas, se não houver contratos de compra no mercado doméstico, a saída será exportar óleo de mamona, limitando a produção de mamona para biodiesel.
Para o consultor Adriano Pires, os preços do biodiesel, de soja ou de mamona, ainda estão acima do preço do diesel. Segundo seus cálculos, o litro do diesel S2000 está em R$ 1,138. O preço do produto com a mistura de 2% do biodiesel de mamona seria de R$ 1,158 - R$ 1,140 no caso da soja. No caso do diesel tipo S500, o preço atual é R$ 1,54 por litro. Com mistura de 2% de biodiesel de mamona, o valor sobe para R$ 1,173. E, com mistura a 2% de biodiesel de soja, para 1,155. "Acredito que a tendência do biodiesel será como a do álcool. Com o tempo haverá redução dos custos agrícolas e de produção, tornando o produto mais competitivo", afirma o consultor.
Para Pires, o melhor produto para o biodiesel é a soja, que exige cultura extensiva para reduzir o custo agrícola. "Não acredito que favorecer a cultura da mamona em pequenas propriedades fixe o homem ao campo", concluiu.
Com o negócio, a SPE alemã, estabelecida nos EUA, passa a ser a maior sócia da empresa brasileira. Daniel Birmann, até então controlador da empresa com 75%, vendeu por R$ 7 milhões a maior parte de sua participação para o Deutsche e uma pequena fatia a pequenos acionistas, encolhendo sua parte para 12%.
Conforme informou ao Valor Nelson Silveira, presidente-executivo e sócio da Brasil Ecodiesel, o dinheiro recebido na transação foi contabilizado na empresa como capital, que com isso chegou a R$ 10 milhões. A nova composição societária da companhia, além de ter a Ecogreen Solution como maior acionista isolada, tem Nelson Silveira (pessoa física) com cerca de 20% e Birmann com 12%. Em seguida aparece Leo Hime (7%), e outros 11% estão pulverizados. Silveira acredita que no futuro a empresa abrirá capital em bolsa, mas admite que "ainda não é o momento, pois estamos nos consolidando".
Jório Dauster, ex-presidente da Vale, foi escolhido presidente do conselho de administração da Brasil Ecodiesel S.A.. Segundo adiantou Dauster, os alemães se sentiram atraídos pela possibilidade de produzir energia alternativa e menos poluente, o que poderá fortalecer a empresa, cuja meta é produzir 300 mil toneladas de biodiesel por ano a partir de 2008, quando entrará em vigor a mistura de 2% no diesel. A partir de 2013, a proporção da mistura poderá saltar para 5%. O mercado projetado de biodiesel para atender à demanda será de 800 mil a 1 milhão de litros por ano. "Queremos 40% desse mercado", disse Dauster.
Para tanto, a Brasil Ecodiesel planeja chegar até o fim deste ano com 100 mil famílias produzindo 100 mil toneladas de mamona em dez Estados. Mas tudo dependerá de fundos financeiros para a implantação da expansão e de uma sinalização clara de contratos de compra de biodiesel no país. A Brasil Ecodiesel já entrou com pedido de financiamento no BNDES. Mas, se não houver contratos de compra no mercado doméstico, a saída será exportar óleo de mamona, limitando a produção de mamona para biodiesel.
Para o consultor Adriano Pires, os preços do biodiesel, de soja ou de mamona, ainda estão acima do preço do diesel. Segundo seus cálculos, o litro do diesel S2000 está em R$ 1,138. O preço do produto com a mistura de 2% do biodiesel de mamona seria de R$ 1,158 - R$ 1,140 no caso da soja. No caso do diesel tipo S500, o preço atual é R$ 1,54 por litro. Com mistura de 2% de biodiesel de mamona, o valor sobe para R$ 1,173. E, com mistura a 2% de biodiesel de soja, para 1,155. "Acredito que a tendência do biodiesel será como a do álcool. Com o tempo haverá redução dos custos agrícolas e de produção, tornando o produto mais competitivo", afirma o consultor.
Para Pires, o melhor produto para o biodiesel é a soja, que exige cultura extensiva para reduzir o custo agrícola. "Não acredito que favorecer a cultura da mamona em pequenas propriedades fixe o homem ao campo", concluiu.