Graças à entrada em operação de três novas usinas, empresa produziu
53,3 milhões de litros no terceiro trimestre de 2007. Multas recebidas
da Petrobras também contribuíram para o primeiro resultado positivo da
empresa.
A Brasil Ecodiesel, maior empresa de biodiesel do País, anunciou hoje (9) seus resultados do terceiro trimestre de 2007, período em que registrou produção de 53,3 milhões de litros – crescimento de 58,3% em relação ao período anterior – e lucro líquido de R$ 1,1 milhão. É o primeiro resultado positivo da companhia desde a fundação. No primeiro trimestre do ano, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 500 mil e, no segundo, de R$ 13,9 milhões. O bom resultado deve-se não só à entrada em operação de três novas usinas, totalizando seis plantas em funcionamento, como também ao recebimento de multas pagas pela Petrobras, que somaram R$ 16,16 milhões.
O início da produção das três usinas veio de encontro ao aumento da demanda por biodiesel, registrada a partir do segundo semestre. Segundo informou Ricardo Vianna, diretor de relações com investidores da Brasil Ecodiesel, em áudio-conferência com a imprensa, o crescimento da demanda deve-se ao fim dos problemas de retirada da produção das usinas por parte das distribuidoras, que agora já estariam adaptadas para adicionar o biodiesel ao diesel mineral e para fazer a distribuição ao consumidor final. “À medida em que você vai se aproximando da adição obrigatória, aquelas distribuidoras que não haviam feito investimentos na distribuição terminaram seus investimentos e se preparam para entrar no mercado em 2008. Com isso a demanda subiu bastante”, explicou.
Por causa do atraso das retiradas do biodiesel nas unidades da empresa, a Brasil Ecodiesel renegociou os contratos firmados com a Petrobras após os leilões da ANP. “Foi feito foi um aditivo aos contratos existentes em que se definiram novos cronogramas de retirada do produto e mecanismos mais claros de compensação por não retirada”, afirmou Vianna. “Todos esses mecanismos de compensação desde janeiro representaram algo em torno de R$ 16,16 milhões.” Segundo Vianna, a Petrobras deixou de retirar 100 milhões de litros de biodiesel até agosto de 2007.
No informativo dirigido ao mercado, a Brasil Ecodiesel afirma que, em setembro, “após um longo período de negociações” foram assinados oito termos aditivos aos contratos de venda de biodiesel. Segundo o texto, “os resultados do ano até o momento poderiam ser sensivelmente distintos caso mecanismos semelhantes já estivessem em vigor.” A empresa, no entanto, não dá mais detalhes sobre esses novos mecanismos.
De 2006 a outubro de 2007, a Brasil Ecodiesel entregou um volume de 175,5 milhões de litros e tem capacidade para produzir outros 170 milhões até o final do ano. “A idéia é entregar a capacidade total das fábricas”, disse Vianna. Os contratos firmados com a Petrobras previam a entrega de 496 milhões de litros até dezembro, mas segundo Vianna, novas regras publicadas pela ANP recentemente determinam que os volumes não entregues em 2007 deverão ser cancelados. “Isso para todos os produtores de biodiesel considerando o novo mercado de comercialização que foi definido agora para 2008.”
Vianna assegura que a empresa não sentiu o impacto da escalada de preço do óleo de soja por conta de contratos que já haviam sido assinados com produtores da matéria-prima. “Conseguimos manter um custo de aquisição de óleo de soja bastante próximo do segundo trimestre”, afirmou. Até agora, a empresa tem dado preferência na produção ao óleo de soja já adquirido no mercado, mas já investe em outras oleaginosas. “Estamos carregando estoques de grãos de mamona e de girassol e, dependo da estratégia adotada pela empresa no final de 2007 e começo de 2008, vamos utilizar outros tipos de matérias-primas.” Vianna informou que a empresa busca outro tipo de óleo menos suscetível a volatilidade de preços do que o óleo de soja e, por isso, está investindo na ampliação de sua rede integrada de agricultura familiar e ampliando as áreas de plantio próprio, que hoje alcançam 66 mil hectares, com cultivo de outros tipos de oleaginosas. O objetivo a longo prazo é ter o óleo de soja com participação restrita a 20% da produção.
Investimentos
Durante a áudio-conferência, Vianna falou também dos investimentos previstos para 2008. Em 2007, a empresa concluiu o programa de expansão das unidades de esterificação e esmagadoras e fará outras ampliações em 2008. No próximo ano também está prevista a construção de uma nova usina, em Dourados (MS). “Se realizado tudo ao mesmo tempo, nossa capacidade instalada se elevaria de 640 milhões para cerca de 1,430 bilhão de litros por ano”, calcula o executivo. Só os investimentos na ampliação de usinas já instaladas somam R$ 31 milhões.
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
A Brasil Ecodiesel, maior empresa de biodiesel do País, anunciou hoje (9) seus resultados do terceiro trimestre de 2007, período em que registrou produção de 53,3 milhões de litros – crescimento de 58,3% em relação ao período anterior – e lucro líquido de R$ 1,1 milhão. É o primeiro resultado positivo da companhia desde a fundação. No primeiro trimestre do ano, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 500 mil e, no segundo, de R$ 13,9 milhões. O bom resultado deve-se não só à entrada em operação de três novas usinas, totalizando seis plantas em funcionamento, como também ao recebimento de multas pagas pela Petrobras, que somaram R$ 16,16 milhões.
O início da produção das três usinas veio de encontro ao aumento da demanda por biodiesel, registrada a partir do segundo semestre. Segundo informou Ricardo Vianna, diretor de relações com investidores da Brasil Ecodiesel, em áudio-conferência com a imprensa, o crescimento da demanda deve-se ao fim dos problemas de retirada da produção das usinas por parte das distribuidoras, que agora já estariam adaptadas para adicionar o biodiesel ao diesel mineral e para fazer a distribuição ao consumidor final. “À medida em que você vai se aproximando da adição obrigatória, aquelas distribuidoras que não haviam feito investimentos na distribuição terminaram seus investimentos e se preparam para entrar no mercado em 2008. Com isso a demanda subiu bastante”, explicou.
Por causa do atraso das retiradas do biodiesel nas unidades da empresa, a Brasil Ecodiesel renegociou os contratos firmados com a Petrobras após os leilões da ANP. “Foi feito foi um aditivo aos contratos existentes em que se definiram novos cronogramas de retirada do produto e mecanismos mais claros de compensação por não retirada”, afirmou Vianna. “Todos esses mecanismos de compensação desde janeiro representaram algo em torno de R$ 16,16 milhões.” Segundo Vianna, a Petrobras deixou de retirar 100 milhões de litros de biodiesel até agosto de 2007.
No informativo dirigido ao mercado, a Brasil Ecodiesel afirma que, em setembro, “após um longo período de negociações” foram assinados oito termos aditivos aos contratos de venda de biodiesel. Segundo o texto, “os resultados do ano até o momento poderiam ser sensivelmente distintos caso mecanismos semelhantes já estivessem em vigor.” A empresa, no entanto, não dá mais detalhes sobre esses novos mecanismos.
De 2006 a outubro de 2007, a Brasil Ecodiesel entregou um volume de 175,5 milhões de litros e tem capacidade para produzir outros 170 milhões até o final do ano. “A idéia é entregar a capacidade total das fábricas”, disse Vianna. Os contratos firmados com a Petrobras previam a entrega de 496 milhões de litros até dezembro, mas segundo Vianna, novas regras publicadas pela ANP recentemente determinam que os volumes não entregues em 2007 deverão ser cancelados. “Isso para todos os produtores de biodiesel considerando o novo mercado de comercialização que foi definido agora para 2008.”
Vianna assegura que a empresa não sentiu o impacto da escalada de preço do óleo de soja por conta de contratos que já haviam sido assinados com produtores da matéria-prima. “Conseguimos manter um custo de aquisição de óleo de soja bastante próximo do segundo trimestre”, afirmou. Até agora, a empresa tem dado preferência na produção ao óleo de soja já adquirido no mercado, mas já investe em outras oleaginosas. “Estamos carregando estoques de grãos de mamona e de girassol e, dependo da estratégia adotada pela empresa no final de 2007 e começo de 2008, vamos utilizar outros tipos de matérias-primas.” Vianna informou que a empresa busca outro tipo de óleo menos suscetível a volatilidade de preços do que o óleo de soja e, por isso, está investindo na ampliação de sua rede integrada de agricultura familiar e ampliando as áreas de plantio próprio, que hoje alcançam 66 mil hectares, com cultivo de outros tipos de oleaginosas. O objetivo a longo prazo é ter o óleo de soja com participação restrita a 20% da produção.
Investimentos
Durante a áudio-conferência, Vianna falou também dos investimentos previstos para 2008. Em 2007, a empresa concluiu o programa de expansão das unidades de esterificação e esmagadoras e fará outras ampliações em 2008. No próximo ano também está prevista a construção de uma nova usina, em Dourados (MS). “Se realizado tudo ao mesmo tempo, nossa capacidade instalada se elevaria de 640 milhões para cerca de 1,430 bilhão de litros por ano”, calcula o executivo. Só os investimentos na ampliação de usinas já instaladas somam R$ 31 milhões.
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
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