Uma bicicleta curiosa poderá ganhar em breve as ruas das grandes
cidades brasileiras. Batizada de Bio-Bike, a bicicleta foi desenvolvida
especialmente para a coleta e reciclagem de óleo de cozinha destinado à
fabricação de biodiesel.
Uma bicicleta curiosa poderá ganhar em breve as ruas das grandes cidades brasileiras. Batizada de Bio-Bike, a bicicleta foi desenvolvida especialmente para a coleta e reciclagem de óleo de cozinha destinado à fabricação de biodiesel. Com duas rodas dianteiras e uma traseira, a bicicleta vem com um tanque de 50 litros, equipado com sistema de pré-filtragem, e tem um custo estimado entre R$ 600 e R$ 800.
A bicicleta foi patenteada pela Amazônia Eco Biodiesel, fabricante de equipamentos para usinas de biodiesel com sede em Tangará da Serra (MT). A empresa mostrará a invenção pela primeira vez na Feira Internacional do Meio Ambiente Industrial, que acontece em São Paulo nos dias 24, 25 e 26 de outubro.
A Bio-Bike, no entanto, já chama a atenção antes mesmo de ser apresentada. Há 20 dias, a empresa levou à Prefeitura de Cuiabá um projeto-piloto para utilizar 55 Bio-Bikes na coleta do óleo de cozinha usado em residências e no comércio da capital. “Muito se falava na coleta do óleo, um material extremamente poluente, mas não se sabia como isso seria feito", afirma Mauro Batista, diretor comercial da Amazônia Eco Biodiesel. “Esse óleo que era jogado fora agora vai ter valor comercial, gerar emprego e renda.”
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Para cobrir uma cidade como Cuiabá, que tem 542 mil habitantes, Batista calcula que serão necessárias 100 Bio-Bikes, número suficiente para chegar aos cerca de 140 mil domicílios da capital. O projeto prevê também o uso de caminhões para percorrer os bairros recolhendo o óleo das bicicletas e levá-lo a uma usina de biodiesel.
A cidade pretende usar o biodiesel fabricado com o óleo de cozinha em veículos da Prefeitura e estuda uma forma de recompensar as famílias ou donos de comércio que aderirem ao projeto. Uma possibilidade é criar um vale Bio-IPTU que dará direito a abatimento do imposto na época do pagamento.
Além de reciclar o óleo, a idéia é criar empregos para coletores nas cidades onde a Bio-Bike for adotada. Segundo Batista, um coletor que percorra 12 quilômetros por dia com a bicicleta pode colher 100 litros de óleo, volume que rende até R$ 1.000 no final do mês. Em Cuiabá, de acordo com Batista, o óleo de cozinha é vendido a R$ 0,40 o litro.
Outras capitais como Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG) já demonstraram interesse no produto, segundo a Amazônia Eco Biodiesel. Além de atender Prefeituras, a empresa também quer comercializar a Bio-Bike para outros interessados.
Mais informações: (66) 9604-7389, com Mauro Batista
por Raquel Marçal
Uma bicicleta curiosa poderá ganhar em breve as ruas das grandes cidades brasileiras. Batizada de Bio-Bike, a bicicleta foi desenvolvida especialmente para a coleta e reciclagem de óleo de cozinha destinado à fabricação de biodiesel. Com duas rodas dianteiras e uma traseira, a bicicleta vem com um tanque de 50 litros, equipado com sistema de pré-filtragem, e tem um custo estimado entre R$ 600 e R$ 800.
A bicicleta foi patenteada pela Amazônia Eco Biodiesel, fabricante de equipamentos para usinas de biodiesel com sede em Tangará da Serra (MT). A empresa mostrará a invenção pela primeira vez na Feira Internacional do Meio Ambiente Industrial, que acontece em São Paulo nos dias 24, 25 e 26 de outubro.
A Bio-Bike, no entanto, já chama a atenção antes mesmo de ser apresentada. Há 20 dias, a empresa levou à Prefeitura de Cuiabá um projeto-piloto para utilizar 55 Bio-Bikes na coleta do óleo de cozinha usado em residências e no comércio da capital. “Muito se falava na coleta do óleo, um material extremamente poluente, mas não se sabia como isso seria feito", afirma Mauro Batista, diretor comercial da Amazônia Eco Biodiesel. “Esse óleo que era jogado fora agora vai ter valor comercial, gerar emprego e renda.”
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Para cobrir uma cidade como Cuiabá, que tem 542 mil habitantes, Batista calcula que serão necessárias 100 Bio-Bikes, número suficiente para chegar aos cerca de 140 mil domicílios da capital. O projeto prevê também o uso de caminhões para percorrer os bairros recolhendo o óleo das bicicletas e levá-lo a uma usina de biodiesel.
A cidade pretende usar o biodiesel fabricado com o óleo de cozinha em veículos da Prefeitura e estuda uma forma de recompensar as famílias ou donos de comércio que aderirem ao projeto. Uma possibilidade é criar um vale Bio-IPTU que dará direito a abatimento do imposto na época do pagamento.
Além de reciclar o óleo, a idéia é criar empregos para coletores nas cidades onde a Bio-Bike for adotada. Segundo Batista, um coletor que percorra 12 quilômetros por dia com a bicicleta pode colher 100 litros de óleo, volume que rende até R$ 1.000 no final do mês. Em Cuiabá, de acordo com Batista, o óleo de cozinha é vendido a R$ 0,40 o litro.
Outras capitais como Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG) já demonstraram interesse no produto, segundo a Amazônia Eco Biodiesel. Além de atender Prefeituras, a empresa também quer comercializar a Bio-Bike para outros interessados.
Mais informações: (66) 9604-7389, com Mauro Batista
por Raquel Marçal