ALE comercializa diesel com 2% do óleo em SP
Óleo de palma produzido no Pará e óleos de girassol e nabo forrageiro processados em Minas Gerais passam até cinco dias em caminhões-tanque para chegar a São Paulo e serem misturados ao óleo diesel fornecido na capital paulista. Mesmo com o alto custo do frete, a ALE Combustíveis decidiu bancar o fornecimento de diesel B2 (que contém 2% de biodiesel) em quatro postos da cidade.
"Nosso objetivo é desmistificar o biodiesel, mostrar que não se trata apenas de um programa do governo, mas que já existe produção e distribuição", disse o presidente do conselho de administração da ALE, Sérgio Cavalieri.
Com investimentos de R$ 1,5 milhão em armazenamento, logística e distribuição, a empresa mineira abre o mercado de biodiesel no estado que responde pelo maior consumo de diesel país. Em 2004 foram 9,2 bilhões de litros, dos 39 bilhões comercializados em todo Brasil.
O novo produto, apesar de ligeiramente mais caro que o óleo diesel convencional, deverá ser vendido ao mesmo preço de seu similar. Devido ao alto custo do transporte, o litro do biodiesel chega a São Paulo custando R$ 1,98, 34,7% acima do cobrado em Belém (PA).
O preço do combustível renovável também é 28% superior ao do litro de diesel mineral. O produto final, porém, não é afetado significativamente, já que a composição é de apenas 2% de biodiesel para cada litro do derivado de petróleo.
Segundo Cavalieri, no médio prazo o custo do biodiesel deverá cair. "Com o aumento da produção e a tendência de elevação do preço do petróleo, futuramente o biodiesel será muito competitivo, e possivelmente funcionará como um redutor do custo final do diesel".


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