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Uso de biocombustíveis mais que duplicará até 2040

RelatorioExxon 030215Segundo relatório elaborado pela ExxonMobil, a demanda do setor de transportes por biocombustíveis vai mais do que dobrar até 2040.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Os biocombustíveis estão entre as fontes de energia que mais devem crescer no mundo até 2040. Essa é uma das tendências de longo prazo apontadas na mais recente edição do relatório produzido pela Exxon Mobil – gigante norte-americana do ramo petrolífero – sobre a demanda global de energia. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram tendências de demanda e abastecimento de 20 tipos de energia distintos em 100 países e 15 setores econômicos distintos.

RelatorioExxon 030215
Os biocombustíveis estão entre as fontes de energia que mais devem crescer no mundo até 2040. Essa é uma das tendências de longo prazo apontadas na mais recente edição do relatório produzido pela Exxon Mobil – gigante norte-americana do ramo petrolífero – sobre a demanda global de energia. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram tendências de demanda e abastecimento de 20 tipos de energia distintos em 100 países e 15 setores econômicos distintos.

De acordo com o documento, intitulado “Perspectivas para Energia 2015: Uma Visão para 2040”, o uso de energia renovável – inclui-se, aqui, além dos biocombustíveis, as energias solar e eólica – deverá crescer cerca de 6% ao ano até 2040. Quando chegar nesta época, as fontes de energia provenientes do sol, vento e biomassa representarão 4% da demanda global de energia total. 

Transportes
No que concerne aos biocombustíveis, a participação dessa fonte de energia no setor de transportes deve saltar de 3% para 5% no intervalo de três décadas. Segundo o relatório da Exxon Mobil, o consumo global de biocombustíveis no setor de transportes que, em 2010, ficou em 3 quadrilhões de BTU (unidade de energia adotada como padrão nos Estados Unidos e Reino Unido), passará a ser de 7 quadrilhões de BTU em 2040.

Esse movimento de demanda crescente por biocombustíveis no setor de transportes será mais fortemente visto em países não pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla original), tais como o Brasil, China ou Indonésia. Nessas localidades do planeta, o consumo que, em 2010, girava em torno de 1 quadrilhão de BTU se multiplicará por quatro em 2040.

Nos países membros da OECD – entre eles, França, Alemanha e Estados Unidos –, a demanda por biocombustíveis também crescerá. Contudo, de forma mais discreta. O consumo de biocombustíveis pelo setor de transportes nesses países saltará dos 2 quadrilhões de BTU registrados em 2010 para 3 quadrilhões de BTU em 2025, mantendo-se nesse patamar até 2040. 

Contudo, nos países nesse grupo de países, a participação dos biocombustíveis na matriz do setor de transportes será um pouco superior à média global, com uma fatia de 6% ao final do período [veja tabela]. 

Tabela Exxon_030215_copy

Além dos biocombustíveis, o gás natural também deverá aumentar sua participação no setor de transportes – indo de 1% em 2010 para 5% em 2040. 

Juntos, gás e biocombustíveis, vão deslocar uma parte da demanda dos combustíveis baseados em petróleo cuja participação no mercado cairá de 95% para 88% nas próximas três décadas. 

GEEs
O documento diz ainda que essa mudança em direção ao uso de combustíveis de baixo carbono nas próximas décadas, associada a ganhos de eficiência de energia, levarão a uma redução gradual das emissões de dióxido de carbono que são produzidas em função do consumo de energia.

De acordo com os analistas da Exxon, a redução das emissões até 2040 será liderada por países da OECD, favorecida por uma menor procura de energia e a transição para o uso de combustíveis de baixo carbono. Apesar de em 2040 essas nações terem populações cerca de 40% maiores e economias significativamente mais robustas, o estudo da petrolífera prevê que as emissões de dióxido de carbono relacionadas ao uso de energia nesses países estejam aproximadamente 10% abaixo dos níveis de 1980.

A íntegra do estudo pode ser acessada clicando aqui.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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