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Petróleo fecha em queda após Europa concordar em utilizar reservas de diesel

Reuters 3 min de leitura

Os futuros do petróleo encerraram em queda depois que os líderes europeus concordaram com o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de liberar reservas de diesel para reduzir os preços e diminuir as importações de combustível dos EUA.

O Brent fechou com queda de 0,06%, a US$ 102,25 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) encerrou com retração de US$ 1,76, ou 1,90%, a US$ 91,11 o barril. Na semana, o Brent registrou alta de 0,11%, enquanto o WTI caiu 1,6%.

Os países da União Europeia ⁠concordaram com uma proposta francesa de liberar estoques adicionais de diesel, informou à Reuters uma ⁠fonte a par dos detalhes da discussão.

“A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu diesel, que está em estoque em grande volume”, escreveu Trump em uma postagem no Truth Social.

Anteriormente, Trump havia dito que ‌estava considerando proibir as exportações de diesel ‌dos EUA.

“A Europa está se sentindo bastante vulnerável”, disse o analista sênior do Price Futures Group, Phil Flynn. “A Europa seria uma das regiões que mais sofreria se impuséssemos uma proibição à exportação de diesel”, completa.

Proposta francesa

Os governos da UE ‌agiram após discutirem a proposta da França para que os países europeus liberassem 50 milhões de barris de diesel e para que os membros da Agência Internacional de Energia liberassem 50 milhões de barris de petróleo, disseram à Reuters três fontes a par das discussões.

De acordo com a proposta, a Europa liberaria parte dos volumes de diesel em um período de 20 dias, disseram duas das fontes.

O presidente francês, Emmanuel Macron, presidiu uma videoconferência com os líderes do G7 na sexta-feira, 2, informou o Palácio do Eliseu. Não ficou ‌claro imediatamente se os países do G7 haviam concordado com a proposta da França sobre os volumes de combustível a serem liberados.

“Isso destaca que a principal pressão no mercado de energia não é mais a disponibilidade de petróleo, com a recuperação dos fluxos do Oriente Médio, mas sim o abastecimento de produtos refinados, ‌limitado pela redução da capacidade e da produção das refinarias no Oriente Médio e na Rússia”, disse o chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, Ole Hansen.

O sócio da Again Capital, John Kilduff, ‌listou outras questões que estão moldando o ‌mercado de petróleo. “A troca de retórica entre os EUA e os iranianos; as eleições de meio de mandato. Que tipo de ⁠precipício isso representa para o presidente?”, questiona.

Ele ainda acrescenta: “O que realmente está fazendo os iranianos voltarem a negociar é a pressão sobre sua economia?”.

Na quinta-feira, os preços fecharam em alta depois que a Reuters informou que as refinarias chinesas haviam suspendido as exportações de derivados de petróleo para outubro a fim de preservar os estoques domésticos.

Também apoiando os preços, o Wall Street Journal informou que os EUA estavam enviando um terceiro porta-aviões e até 10 mil soldados a mais para o Oriente Médio, enquanto Trump avaliava retomar os ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato.

O economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics, Hamad Hussain, disse que uma nova liberação de estoques de petróleo “poderia ser suficiente para ajudar a levar o mercado geral de volta a um ligeiro superávit, caso a recente recuperação nos ⁠fluxos provenientes do Oriente Médio se mantenha”.

Erwin Seba, Anushree Mukherjee e Jeslyn Lerh - Reuters
Com reportagem adicional de Helen Clark

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