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Grupo de 19 países fecha compromisso sobre biocombustíveis na COP 23

Países alinhados com a Plataforma do Biofuturo querem duplicar a participação da bioenergia na matriz mundial dentro dos próximos 10 anos.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O Brasil e outros 18 países que fazem parte da Plataforma do Biofuturo a apoiar “o desenvolvimento e consumo de biocombustíveis e bioprodutos sustentáveis”. O compromisso faz parte de uma declaração conjunta divulgada durante a 23ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 23) que aconteceu ao longo das duas últimas semanas – 06 a 17 de novembro – em Bonn, na Alemanha.

O Brasil e outros 18 países que fazem parte da Plataforma do Biofuturo a apoiar “o desenvolvimento e consumo de biocombustíveis e bioprodutos sustentáveis”. O compromisso faz parte de uma declaração conjunta divulgada durante a 23ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 23) que aconteceu ao longo das duas últimas semanas – 06 a 17 de novembro – em Bonn, na Alemanha.

Chamado “Aumentando a escala da bioeconomia de baixo carbono: um desafio urgente e vital”, o documento foi publicado nessa última quinta-feira (16) e delineia uma visão comum a respeito da necessidade de colocar a biomassa renovável novamente no centro do palco da economia global. “Num passado não muito distante, o mundo dependia quase inteiramente de recursos renováveis, como a biomassa, para alimentação, energia e abrigo. Queremos imaginar um futuro onde isso seja verdade mais uma vez”, diz o texto.

A declaração é resultado de 9 meses de negociações entre os países signatários – representando metade da população e 37% da economia global – e representa o primeiro compromisso internacional relevante que tem seu foco principal em biocombustíveis e bioeconomia. “A tecnologia e a consciência sobre a necessidade de soluções baseadas em biomassa estão, finalmente, se somando”, comemorou o ministro do meio ambiente do Brasil, José Sarney Filho, uma das lideranças da iniciativa.

O grupo é formado por: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Filipinas, Finlândia, França, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Paraguai, Reino Unido, Suécia e Uruguai.

Bioeconomia

Segundo o texto, a bioenergia e os biocombustíveis serão fundamentais para atingirmos a meta de restringir o aquecimento global abaixo do teto de 2ºC além dos níveis médios pré-industriais que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) considera ser o limiar seguro para o clima planetário. Projeções da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) seria necessário duplicar a parcela das bioenergias na matriz mundial para alcançar a meta.

No ramo de transportes, o papel da biomassa pode ser até maior. “Os biocombustíveis terão que triplicar [sua participação atual] até 2030”, afirmou o diretor executivo da IEA, Fatih Birol.

E a bioenergia não é o único alvo do grupo até 2050 seria possível que metade das demandas globais por produtos químicos e materiais fossem atendidos a partir de biomassa renovável. Por meio de melhores práticas agrícolas, aproveitamento de biomassa residual e políticas adequadas, seria possível sequestrar 250 bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera todos os anos fixando-os na forma de bioprodutos de elevado valor agregado.

No entanto, tais potencialidades vêm se mostrando difíceis de concretizar por falta de condições adequadas para que a bioeconomia ganhe a escala necessária. Por isso, os governos nacionais de diversos países decidiram se juntar sob liderança brasileira para tentar liderar o processo. A Plataforma do Biofuturo surgiu no ano passado, durante a COP 22 no Marrocos, como o resultado desse esforço.

Uma cópia (em inglês) da declaração “Aumentando a escala da bioeconomia de baixo carbono: um desafio urgente e vital” pode ser consultada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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