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Senai apresenta fábrica piloto para produção de biodiesel

Uma planta piloto de fábrica de biodiesel, desenvolvida pelo SENAI-SP, está exposta hoje (30/08) na sede da CNI, em Brasília.
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Uma planta piloto de fábrica de biodiesel, desenvolvida pelo SENAI-SP, está exposta hoje (30/08) na sede da CNI, em Brasília.


A exposição, com painéis mostrando ações da instituição, do governo e de empresas na área de biocombustível...
Uma planta piloto de fábrica de biodiesel, desenvolvida pela unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (SENAI-SP), de Jacareí, está exposta hoje (30/08) na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

A exposição, com painéis mostrando ações da instituição, do governo e de empresas na área de biocombustível, ocorre durante o Encontro Nacional do Biocombustível, promovido pela CNI. O encontro acontece das 9 às 17 horas e contará com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e seis ministros de Estado, além de empresários e pesquisadores.

A fábrica, com capacidade para produzir 50 litros de biodiesel por dia, é economicamente viável para produtores de soja, que poderiam fabricar o combustível para uso em máquinas agrícolas. "A nova tecnologia separa o biodiesel da glicerina em apenas 15 minutos, enquanto a tecnologia usada atualmente pelas usinas leva de uma hora e meia a seis horas", compara o diretor da escola do SENAI de Jacareí, Domingos Gonçalves da Costa.

Há um ano, a escola desenvolve projetos de fábricas para produção de biodiesel. Atualmente a escola é parceira do Departamento Nacional do SENAI em um projeto de implantação de unidade piloto de produção de biodiesel, a partir da soja, em Balsas, no sul do Maranhão. O projeto, de R$ 1,5 milhão, está concorrendo em edital para financiamento de projetos no setor de biodiesel da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

"O combustível será usado para abastecer a frota agrícola local", explica o gerente-executivo de Tecnologia Industrial do SENAI, Orlando Clapp. Além desse, concorrem em chamada pública da Finep outros dois projetos que devem ser realizados na mesma região. Um deles é para o aperfeiçoamento do processo produtivo do biodiesel e o outro para desenvolvimento de cosméticos a partir da glicerina, subproduto do processo de fabricação do biodiesel.

Entre outros projetos divulgados na exposição organizada pelo SENAI, está a Plataforma de Pesquisa, Desenvolvimento e Tecnologia em Agroenergia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que realizará pesquisas de produção de combustíveis como o álcool e biodiesel a partir de diversos vegetais oleaginosos. A Embrapa faz avaliação dos impactos econômicos, sociais e ambientais de cada matéria-prima pesquisada.

O impacto do programa de uso do álcool combustível em veículos no Brasil está em outro painel, exposto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com dados do Ministério, a indústria canavieira abrange 50 mil plantadores, 313 usinas, 159 distribuidores e 31.397 postos revendedores, que correspondem a 92% dos postos de revenda do país.

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apresentará outro sobre a Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel. A rede envolve 200 pesquisadores de 50 instituições de pesquisa para permitir a convergência de ações e otimização de investimentos públicos no Programa Nacional do Biodiesel.

Fonte: O Documento
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