Projeto de lei queria proibir uso de metanol pelas usinas de biodiesel
Projeto de lei queria proibir uso de metanol pelas usinas de biodiesel
O Projeto de Lei que queria proibir o uso de metanol na fabricação de biodiesel a partir de óleos vegetais foi arquivado ontem (22) pelo Senado Federal. O PLS nº 356 de 2009, apresentado pelo senador João Tenório, tinha a proposta de vetar o uso do insumo, modificando a Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, que introduziu o biodiesel na matriz energética brasileira.
Ontem acabou o prazo de apresentação de recurso para que a matéria fosse apreciada pelo Plenário. Como o texto foi rejeitado terminativamente pela Comissão de Serviços de Infra-estrutura, a decisão final foi pelo seu arquivamento.
A principal justificativa do projeto era que as vantagens químicas do uso do metanol poderiam ser superadas por suas características negativas, como a toxidade, a pequena produção nacional e a dependência do petróleo.
Segundo parecer da CI, apesar de o Brasil ter excelência na produção do etanol, a substituição do insumo pela indústria de biodiesel traria graves complicações para a indústria nacional de metanol. A quantidade de metanol destinada à produção de biodiesel representa 33% do que é comercializado no Brasil – considerando a soma da produção nacional e importação, que é de aproximadamente 600 mil toneladas/ano. A importação, principalmente do Chile, corresponde por quase a metade desse valor. No Brasil, duas fábricas produzem o metanol, localizadas no Rio de Janeiro e no Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). Juntas têm capacidade de produzir 300 mil toneladas/ano, e geram 400 empregos diretos.
O metanol é o álcool mais usado atualmente pela indústria para transformar óleo vegetal ou gordura animal em biodiesel. Embora algumas usinas trabalhem com tecnologia flex (que permite o uso dos dois álcoois), apenas uma utiliza 100% etanol no processo, que é a Fertibom, de Catanduva (SP).
Essa preferência, compartilhada também pelos Estados Unidos e Europa, se dá em função do menor tempo de reação e menores custos operacionais. No entanto, o governo brasileiro tem fomentado pesquisas para viabilizar o uso do etanol pela indústria de biodiesel.
“A opção pela rota etílica poderá ser confirmada no futuro como uma opção gradual e progressiva do mercado. Contudo, a opção pelo etanol não cabe ser feita por imposição legal”, concluiu o parecer da comissão.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
Projeto de lei queria proibir uso de metanol pelas usinas de biodiesel
O Projeto de Lei que queria proibir o uso de metanol na fabricação de biodiesel a partir de óleos vegetais foi arquivado ontem (22) pelo Senado Federal. O PLS nº 356 de 2009, apresentado pelo senador João Tenório, tinha a proposta de vetar o uso do insumo, modificando a Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, que introduziu o biodiesel na matriz energética brasileira.
Ontem acabou o prazo de apresentação de recurso para que a matéria fosse apreciada pelo Plenário. Como o texto foi rejeitado terminativamente pela Comissão de Serviços de Infra-estrutura, a decisão final foi pelo seu arquivamento.
A principal justificativa do projeto era que as vantagens químicas do uso do metanol poderiam ser superadas por suas características negativas, como a toxidade, a pequena produção nacional e a dependência do petróleo.
Segundo parecer da CI, apesar de o Brasil ter excelência na produção do etanol, a substituição do insumo pela indústria de biodiesel traria graves complicações para a indústria nacional de metanol. A quantidade de metanol destinada à produção de biodiesel representa 33% do que é comercializado no Brasil – considerando a soma da produção nacional e importação, que é de aproximadamente 600 mil toneladas/ano. A importação, principalmente do Chile, corresponde por quase a metade desse valor. No Brasil, duas fábricas produzem o metanol, localizadas no Rio de Janeiro e no Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). Juntas têm capacidade de produzir 300 mil toneladas/ano, e geram 400 empregos diretos.
O metanol é o álcool mais usado atualmente pela indústria para transformar óleo vegetal ou gordura animal em biodiesel. Embora algumas usinas trabalhem com tecnologia flex (que permite o uso dos dois álcoois), apenas uma utiliza 100% etanol no processo, que é a Fertibom, de Catanduva (SP).
Essa preferência, compartilhada também pelos Estados Unidos e Europa, se dá em função do menor tempo de reação e menores custos operacionais. No entanto, o governo brasileiro tem fomentado pesquisas para viabilizar o uso do etanol pela indústria de biodiesel.
“A opção pela rota etílica poderá ser confirmada no futuro como uma opção gradual e progressiva do mercado. Contudo, a opção pelo etanol não cabe ser feita por imposição legal”, concluiu o parecer da comissão.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
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