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Programa de Cuiabá incentiva fábrica de Biodiesel

O programa regional de biodiesel de Cuiabá está apoiando os investimentos em tecnologias e o desenvolvimento de empresas de biodiesel. Está sendo analisado o primeiro passo para atrai uma usina para a região.
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  O programa regional de biodiesel de Cuiabá está apoiando os investimentos em tecnologias e o desenvolvimento de empresas de biodiesel.

Assim, está sendo analisado o primeiro processo para atrair uma usina para a região. A fábrica será instalada no distrito industrial e deve iniciar a producão até o final deste ano, com capacidade de...     
Conforme orientação do prefeito Wilson Santos, a Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo vem buscando incentivar as empresas de biodiesel e auto-tecnologia a investir no município. Já está em análise na Secretaria, conforme informação do secretário João Vieira, o primeiro processo que vai atrair para Cuiabá a Biobrasil Indústria e Comércio Ltda.

A empresa vai produzir e comercializar biodiesel extraído de óleos vegetais da mamona, girassol, babaçu, soja, entre outros. A fábrica, que será instalada no Distrito Industrial, pretende iniciar a produção ainda este ano, com capacidade, numa primeira etapa, de três milhões de litros de biodiesel ao ano. Numa segunda fase, conforme João Vieira, a Biobrasil vai produzir nove milhões de litros/ano.

Na fase de implantação da fábrica, no Distrito Industrial, serão gerados 15 empregos diretos. Para o início de produção serão 200 empregos diretos e 100 indiretos. Além disso, a Biobrasil vai incentivar o cultivo de mamona, girassol e soja por parte de 100 famílias de pequenos produtores da Capital. “É uma forma de gerarmos emprego, renda e incentivarmos a agricultura familiar”, disse o secretário. Conforme João Vieira, as 100 famílias terão toda a produção adquirida pela Biobrasil.

Fonte: O Documento

Novos parceiros apoiam a usina biodiesel

     Novos parceiros irão apoiar o projeto Biodiesel Guariba, de iniciativa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) com Eletronorte. Em reunião, nesta terça-feira (22), na pró-reitoria de Pesquisa, uma força-tarefa integrada por ministérios e órgãos de pesquisas estaduais e federais foi criada para viabilizar a segunda etapa do trabalho.
    
      O projeto, implantado na comunidade Guariba com 440 famílias rurais, em Colniza (1,57 mil km de distância de Cuiabá), vai produzir cerca de 1,5 mil litros por dia de biodiesel para gerar energia e ser uma fonte de renda às famílias assentadas no local.
    
      Representantes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) asseguraram apóio à sustentação da produção da bioenergia.
    
      Na comunidade já foram instaladas as usinas de produção do biocombustível e da extração do óleo vegetal e uma cooperativa criada para administrar a planta industrial e a produção.
    
      “A partir de agora precisamos garantir a sustentabilidade do projeto. Para tanto, é necessário capitalizar a cooperativa, dotar as famílias de máquinas e insumos para a produção da matéria-prima, capacitar os pequenos produtores para operar as usinas e trabalhar em cooperativa”, afirmou o pró-reitor de pesquisa da UFMT, Paulo Teixeira de Sousa Jr.
    
      Teixeira ressalta que um dos complicadores é convencer os pequenos produtores da importância de produzir cultura que abasteça a usina. “Eles são carentes de tudo e produz para própria subsistência. Portanto, precisam de garantia de que terão como sobreviver” frisou o pró-reitor, que também é vice-coordenador do projeto Guariba.
    
      O coordenador geral de Difusão de Iniciativa Inovadora, ligado ao MDS, Alexandre Pinto, acenou com a possibilidade de inserir os agricultores no Programa Bolsa Família, para que resolva emergencialmente esse problema.
    
      “É uma linha que pode garantir estabilidade dos pequenos produtores para pensar no futuro com mais tranqüilidade”, disse o coordenador.
    
      Outra articulação será de incluir também o Ministério de Desenvolvimento Agrário, para que as famílias sejam inseridas no Programa da Agricultura Familiar (Pronaf), onde terão acesso a créditos do Pronaf.
    
      Alexandre Pinto afirma ainda verificara a inclusão dos pequenos produtores no Programa de Aquisição de Alimento (PAA), por meio do qual o governo compra a produção em sistema de consórcio. Outra linha seria viabilizar de incubar a cooperativa no programa desse setor, uma vez que está configurada a aplicação de tecnologia para inclusão social.
    
      “Projeto Guariba é um laboratório para tirar lições que poderão ser reproduzidas em outro contexto e em escala maior”, observou Pinto.
    
      O chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados (MS), Mário Urchei, sentiu-se impressionado com a inovação do trabalho já implantado, pela capacidade em usar pesquisa para melhorar a qualidade de uma comunidade.
    
      “Vamos conhecer o projeto e discutir mecanismos de ação em Brasília. É uma área nova (biodiesel), mas podemos contribuir”, observou Urchei.
    
      O assessor do Mapa, Elias Freitas, que todos juntos é possível avançar nas etapas e pensar em agregar, futuramente, valor aos subprodutos gerados a partir da produção do biodiesel, como a glicerina para fabricação de sabonetes. Idéia que já está sendo discutida pelos pesquisadores da UFMT.
    
      O diretor de operações da Empaer, Jaime Bom Despacho destacou que o órgão pode auxiliar na orientação técnica e capacitação dos produtores na produção das culturas.
    
      “Temos três técnicos agrícolas e um extensionista na unidade da Empaer de Colniza, que poderão acompanhar mais de perto a comunidade”, disse o diretor.
    
      Paulo Teixeira disse que após essa adesão de vários órgãos ao projeto sente que é possível fazer de Guariba uma vitrine nacional. "Se a experiência de fabricar biodiesel com inclusão social der certo nessa comunidade, que carece de tudo, dará certo em qualquer outro lugar”, frisou.

     O que é o projeto Guariba

O projeto Biodiesel Guariba foi criado há 2,5 anos, após a inclusão no programa Luz Para Todos do Governo Federal. A equipe multidisciplinar de professores pesquisadores dos setores de Química, Educação Ambiental , Agronomia, Engenharia Florestal e Economia da UFMT reuniram conhecimentos científicos para melhorar a qualidade de vida de 440 famílias assentadas na comunidade Guariba, localizada no município de Colniza, ao Norte do Estado.
    
      Segundo o vice-coordenador do projeto, pró-reitor de Pesquisa da UFMT, Paulo Teixeira de Sousa Jr., a idéia de produzir biodiesel surgiu para solucionar problema de energia da localidade e oferecer uma alternativa de renda às famílias agricultoras.
    
      Na primeira faze, explica Teixeira, foram feito entrevistas com todas as famílias, e três mil análises, diagnóstico da produção agrícola existente e implantada a usina de biodiesel e de extração do óleo.
    
      A partir de agora, o projeto entra em sua segunda fase, na qual serão definidas as culturas a serem utilizadas como matéria-prima da planta industrial. O projeto indicou o uso do amendoim cavalo, espécie com alto teor de óleo e poder nutricional, cuja massa é excelente para alimentação animal.
    
      Porém, está sendo analisado também o uso da castanha, que apesar do seu valor de mercado, na região apodrece no chão, por isso, pode ser usado para fabricar o biocombustível. Também se estuda o desenvolvimento de mamona ou pinhão manso.
    
      Outra frente será transformar a glicerina, gerada durante processo de transformação do óleo em biodiesel, em sabonete, também visando agregar valor à produção familiar.  

Fonte: 24HorasNews 
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