Clima vem ajudando desempenho das lavouras. Área cresce para atender a mercado de biocombustíveis
Cultivo ajuda na rotação de culturas durante o inverno
Diferente do ano passado, quando a produtividade de canola no Rio Grande do Sul ficou aquém do esperado, em aproximadamente 600 quilos por hectare, nesta safra a expectativa dos produtores é de alcançar o índice médio do grão, calculado em 2 mil kg/ha. 'Se continuarmos com poucas chuvas e umidade, certamente atingiremos este montante', diz o técnico da Emater, Claudio Doro. Segundo ele, atualmente em desenvolvimento vegetativo, as lavouras implantadas em maio estão dentro dos padrões considerados normais e devem confirmar a colheita prevista de pelo menos 30 mil toneladas do grão.
A produção de canola no Estado vem crescendo e já representa 80% do que é cultivado no país, principalmente em razão das baixas temperaturas nesta época. Por isso, explica Doro, desponta como mais uma alternativa entre as culturas de inverno, além do trigo, da cevada e da aveia. O grão também lidera entre as matérias-primas mais demandadas pelas indústrias de biocombustíveis e ainda para a produção de óleos comestíveis. 'A canola contém 35% de óleo no grão, enquanto a soja, possui apenas 18%', diz .
O plantio da canola ocorre especialmente na região Norte do Estado, sendo mais forte nas cidades de Passo Fundo, Ronda Alta, Pontão e Carazinho. Há três anos, o cultivo era feito em 4 mil hectares, e hoje, é de 12 mil hectares em pelo menos 70 municípios desta região. Em todo o Estado, a área plantada não ultrapassa os 15 mil ha. No RS, 50% da atual produção já é destinada às indústrias de biocombustíveis. 'A vantagem maior tem sido do produtor, que pode escolher para quem vender. O mercado é garantido', informa. O preço médio da saca de 60kg é de R$ 30,00.
Um dos primeiros a cultivar canola na região de Ibirubá, há 10 anos, foi o produtor Carlos Gilberto Derlam. Hoje, ele semeia 171 hectares (80 ha em Ibirubá e 91 em Cruz Alta) e deve colher entre 18 sacas e 20 sacas/ha nesta safra. Embora tenha a compra garantida por uma cooperativa local, que paga R$ 28,00 a saca, ele avalia que a opção é mais vantajosa por trazer melhorias à rotação das culturas. 'Planto trigo, e a canola ajuda a limpar a área e a evitar invasoras', conta.
Segundo a Emater, o plantio de canola melhora o solo e recicla o nitrogênio da terra. 'Como rotação de cultura é excelente e pode ativar a produtividade da cultura seguinte entre 5% e 10%', detalha Doro.
Sílvia Bica
Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil
Cultivo ajuda na rotação de culturas durante o inverno
Diferente do ano passado, quando a produtividade de canola no Rio Grande do Sul ficou aquém do esperado, em aproximadamente 600 quilos por hectare, nesta safra a expectativa dos produtores é de alcançar o índice médio do grão, calculado em 2 mil kg/ha. 'Se continuarmos com poucas chuvas e umidade, certamente atingiremos este montante', diz o técnico da Emater, Claudio Doro. Segundo ele, atualmente em desenvolvimento vegetativo, as lavouras implantadas em maio estão dentro dos padrões considerados normais e devem confirmar a colheita prevista de pelo menos 30 mil toneladas do grão.
A produção de canola no Estado vem crescendo e já representa 80% do que é cultivado no país, principalmente em razão das baixas temperaturas nesta época. Por isso, explica Doro, desponta como mais uma alternativa entre as culturas de inverno, além do trigo, da cevada e da aveia. O grão também lidera entre as matérias-primas mais demandadas pelas indústrias de biocombustíveis e ainda para a produção de óleos comestíveis. 'A canola contém 35% de óleo no grão, enquanto a soja, possui apenas 18%', diz .
O plantio da canola ocorre especialmente na região Norte do Estado, sendo mais forte nas cidades de Passo Fundo, Ronda Alta, Pontão e Carazinho. Há três anos, o cultivo era feito em 4 mil hectares, e hoje, é de 12 mil hectares em pelo menos 70 municípios desta região. Em todo o Estado, a área plantada não ultrapassa os 15 mil ha. No RS, 50% da atual produção já é destinada às indústrias de biocombustíveis. 'A vantagem maior tem sido do produtor, que pode escolher para quem vender. O mercado é garantido', informa. O preço médio da saca de 60kg é de R$ 30,00.
Um dos primeiros a cultivar canola na região de Ibirubá, há 10 anos, foi o produtor Carlos Gilberto Derlam. Hoje, ele semeia 171 hectares (80 ha em Ibirubá e 91 em Cruz Alta) e deve colher entre 18 sacas e 20 sacas/ha nesta safra. Embora tenha a compra garantida por uma cooperativa local, que paga R$ 28,00 a saca, ele avalia que a opção é mais vantajosa por trazer melhorias à rotação das culturas. 'Planto trigo, e a canola ajuda a limpar a área e a evitar invasoras', conta.
Segundo a Emater, o plantio de canola melhora o solo e recicla o nitrogênio da terra. 'Como rotação de cultura é excelente e pode ativar a produtividade da cultura seguinte entre 5% e 10%', detalha Doro.
Sílvia Bica
Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil