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Petrobras diz que Portugal pode demorar 2 anos para produzir biodiesel

Questionado sobre a previsão de quando Portugal estará a produzir biodiesel, Paulo Roberto Costa afirmou que ainda é preciso completar algumas fases
Oje/Lusa 3 min de leitura
Questionado sobre a previsão de quando Portugal estará a produzir biodiesel, Paulo Roberto Costa afirmou que ainda é preciso completar algumas fases

 A produção de biodiesel em Portugal poderá demorar ainda dois anos a concretizar-se, afirmou o presidente interino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a partir do acordo de cooperação firmado em Maio deste ano entre os dois países.

Questionado sobre a previsão de quando Portugal estará a produzir biodiesel, Paulo Roberto Costa afirmou que ainda é preciso completar a fase de plantação da palma e da produção do óleo no Brasil. "Ainda deve demorar dois anos, possivelmente", admitiu.

No primeiro semestre a Petrobras e a Galp Energia assinaram um acordo de cooperação para o projecto de produção de biocombustíveis, por ocasião da visita do presidente brasileiro, Lula da Silva, a Portugal.

"Na área dos biocombustíveis temos uma parceria de modo a produzirmos o óleo que vai ser a matéria-prima para o biodiesel aqui no Brasil. Com o convénio que temos com a Galp, vamos levar esse óleo para Portugal", explicou o director de abastecimento, Paulo Roberto Costa, que preside interinamente à petrolífera brasileira.

O executivo falou à imprensa à margem do Rio Oil&Gas 2010, o maior evento de petróleo e gás da América Latina, que decorre esta semana no Rio de Janeiro.

"Vai ser usada a refinaria de Sines para processar o óleo vegetal", referiu.

O projecto prevê a instalação de uma unidade de produção na refinaria de Sines, com capacidade de produção de cerca de 260.000 toneladas de biodiesel (green-diesel) por ano.

A estratégia de suprimento da unidade em Portugal prevê a implantação de um pólo agro-industrial no Brasil para cultivo da palma (o dendê), com produção de cerca de 300.000 toneladas por ano de óleo de palma no estado do Pará.

Os investimentos serão da ordem dos 290 milhões de dólares (226 milhões de euros) no Brasil, com desembolsos entre 2010 a 2018.

A parceria faz parte da estratégia da Petrobras de entrada no mercado europeu de combustível, com início de produção previsto para 2015 e investimentos estimados em 240 milhões de dólares (187 milhões de euros) em Portugal.

O presidente interino da Petrobras destacou ainda o "aumento substancial" do relacionamento da empresa brasileira com a portuguesa Galp.

"A Galp é nossa sócia em vários blocos do pré-sal, inclusive Tupi, que é hoje o maior bloco que a Petrobras tem". A empresa brasileira também faz "pesquisa exploratória na parte offshore em Portugal, na bacia de Peniche, com levantamentos sísmicos para avaliar o potencial exploratório daquela região", salientou Paulo Roberto Costa.

A Petrobras já opera quatro blocos na costa marítima portuguesa, em parceria com a Galp e a Partex. A estes projectos soma-se o acordo assinado entre o Brasil e o Estado português para a exploração de hidrocarbonetos em águas profundas na Bacia do Alentejo, em Portugal. "No Alentejo ainda estamos a fazer levantamentos exploratórios. Esperamos ter resultados positivos". Pelo acordo a Petrobras terá uma participação de 50% nos Blocos de Gamba, Lavagante e Santola.

A companhia será a operadora dos três blocos. A região destes blocos compreende uma área de aproximadamente 9.000 quilómetros quadrados, em profundidade de água de 200 até 3.000 metros.
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