Para cada litro de biodiesel produzido, 300 mililitros de glicerina são
descartados. No lugar de jogado num aterro industrial, no entanto, o
resíduo pode virar biogás.
Para cada litro de biodiesel produzido, 300 mililitros de glicerina são
descartados. No lugar de jogado num aterro industrial, no entanto, o
resíduo pode virar biogás.
Para cada litro de biodiesel produzido, 300 mililitros de glicerina são descartados. No lugar de jogado num aterro industrial, no entanto, o resíduo pode virar biogás. Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) identificou microrganismos que se alimentam da glicerina, transformando a substância em gás.
As bactérias são extraídas do esterco bovino. "Não isolamos uma bactéria. Trata-se de um consórcio bacteriano composto por várias espécies de microrganismos", informa a professora Maria de Los Angeles Palha, do Departamento de Engenharia Química da UFPE.
A transformação da glicerina é feita num biodigestor, equipamento onde ocorre a fermentação de biomassa para a obtenção do biogás. A reação química ocorre na ausência do oxigênio. É que as bactérias empregadas no processo são anaeróbias, ou seja, sobrevivem sem a presença do oxigênio.
O gás produzido é o metano, o mesmo liberado pelo gado bovino após a ruminação do capim. O metano pode ser usado como combustível. "É um gás para ser queimado, assim como o gás natural que usamos na cozinha", esclarece Maria Palha.
Para a professora, dominar tecnologias de aproveitamento da glicerina será uma necessidade diante do crescimento do setor de biocombustíveis. "Hoje a glicerina é absorvida pela indústria cosmética como matéria-prima. Mas, quando a produção de biodiesel aumentar, haverá mais glicerina que o mercado possa ser capaz de absorver", adverte. "Daí a importância dessa pesquisa.
O estudo começou em abril de 2007, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). A equipe, integrada por alunos de mestrado, iniciação científica e outros professores do Departamento de Engenharia Química da UFPE, ainda não fechou os dados sobre a relação entre a quantidade de glicerina empregada no processo e a de biogás gerado. "Que o consórcio de bactérias degrada a glicerina, transformando a substância em gás, nós já temos certeza. Só falta analisar o teor de glicerina e de metano envolvidos."
Maria Palha acredita que a glicerina com teor de pureza mais elevado continue sendo destinada a indústria de biocombustíveis à indústria cosmética. Na opinião dela, a substância aproveitada na produção de biogás será a bruta.
Um dos gases do efeito estufa, fenômeno natural de aquecimento da Terra aumentado pela industrialização, o metano tem no gado seu principal emissor. A chamada fermentação entérica das vacas e bois corresponde à emissão anual de gás carbônico (CO²) de 36 milhões de veículos de passeio, segundo a pesquisadora Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB).
Com informações da Agência Estadual de Recursos Hídricos de Pernambuco
Para cada litro de biodiesel produzido, 300 mililitros de glicerina são descartados. No lugar de jogado num aterro industrial, no entanto, o resíduo pode virar biogás. Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) identificou microrganismos que se alimentam da glicerina, transformando a substância em gás.
As bactérias são extraídas do esterco bovino. "Não isolamos uma bactéria. Trata-se de um consórcio bacteriano composto por várias espécies de microrganismos", informa a professora Maria de Los Angeles Palha, do Departamento de Engenharia Química da UFPE.
A transformação da glicerina é feita num biodigestor, equipamento onde ocorre a fermentação de biomassa para a obtenção do biogás. A reação química ocorre na ausência do oxigênio. É que as bactérias empregadas no processo são anaeróbias, ou seja, sobrevivem sem a presença do oxigênio.
O gás produzido é o metano, o mesmo liberado pelo gado bovino após a ruminação do capim. O metano pode ser usado como combustível. "É um gás para ser queimado, assim como o gás natural que usamos na cozinha", esclarece Maria Palha.
Para a professora, dominar tecnologias de aproveitamento da glicerina será uma necessidade diante do crescimento do setor de biocombustíveis. "Hoje a glicerina é absorvida pela indústria cosmética como matéria-prima. Mas, quando a produção de biodiesel aumentar, haverá mais glicerina que o mercado possa ser capaz de absorver", adverte. "Daí a importância dessa pesquisa.
O estudo começou em abril de 2007, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). A equipe, integrada por alunos de mestrado, iniciação científica e outros professores do Departamento de Engenharia Química da UFPE, ainda não fechou os dados sobre a relação entre a quantidade de glicerina empregada no processo e a de biogás gerado. "Que o consórcio de bactérias degrada a glicerina, transformando a substância em gás, nós já temos certeza. Só falta analisar o teor de glicerina e de metano envolvidos."
Maria Palha acredita que a glicerina com teor de pureza mais elevado continue sendo destinada a indústria de biocombustíveis à indústria cosmética. Na opinião dela, a substância aproveitada na produção de biogás será a bruta.
Um dos gases do efeito estufa, fenômeno natural de aquecimento da Terra aumentado pela industrialização, o metano tem no gado seu principal emissor. A chamada fermentação entérica das vacas e bois corresponde à emissão anual de gás carbônico (CO²) de 36 milhões de veículos de passeio, segundo a pesquisadora Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB).
Com informações da Agência Estadual de Recursos Hídricos de Pernambuco
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