O MME destaca que o estado tem um mercado da ordem de 335 milhões de litros/ano, o que
significa um potencial nicho que está apto para ser explorado.
Até janeiro do próximo ano, os paraibanos já estarão abastecendo seus veículos com um produto produzido aqui mesmo no Estado, com matéria-prima de qualidade, a custos mais baixos e bem mais acessível. Essas vantagens serão asseguradas pela produção em larga escala do biodiesel na Paraíba, que neste ano deverá receber uma atenção especial do governo do Estado, principalmente no que diz respeito ao incentivo ao cultivo da matéria-prima e na instalação de usinas de exploração do produto.
A previsão foi feita pelo secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Roberto Braga, que deve anunciar, em breve, as ações do PB Biodiesel, o programa que o governo do Estado está concluindo e que traz as políticas que serão desenvolvidas para incentivar a produção e comércio do combustível mais famoso e desejado pelos industriais do Brasil e Exterior. “Até 2008, o governo federal quer substituir 2% do consumo do óleo diesel do País por biodiesel. A Paraíba possui mais de 500 mil hectares para o plantio de oleaginosas. Esta é a nossa oportunidade para viabilizar o funcionamento das duas primeiras usinas de biodiesel do Estado”, comentou.
Segundo Roberto Braga, o grande trunfo que o Estado possui hoje no que diz respeito à produção do biodiesel é o incentivo ao cultivo de oleaginosas – sementes de onde podem ser extraídos os óleos vegetais para o combustível e cuja mais famosa é a mamona.
A base do raciocínio para atrair os industriais para o Estado está em garantir matéria-prima de boa qualidade. Roberto Braga explica que não basta cultivar a mamona, por exemplo, sem que exista um controle de qualidade das sementes. “Não é toda e qualquer semente que vai garantir o óleo para o combustível. O cultivo exige cuidados que são essenciais para evitar a perda da produção. Daí, a iniciativa do governo em priorizar o cultivo das oleaginosas”, relata.
O secretário contou que a Paraíba já recebeu a visita de empresários da Ásia e da Europa para checar as condições de cultivo e extração do produto. Aqui, eles encontraram o “cenário natural” apropriado não só para a produção da mamona, mas também para o cultivo do pinhão manso, girassol e algodão, de onde também podem ser extraídos óleos para o biodiesel.
Roberto Braga esclareceu que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Empraba) está realizando um estudo em municípios do Estado para definir a vocação de cada localidade para o plantio e extração das oleaginosas que são a base da produção do biodiesel.
Dentre as áreas mais propícias ao cultivo da mamona, a mais conhecida delas são: o Sertão paraibano, a Borborema e o Agreste. De acordo com Braga, pelo menos 70% dos municípios dessas três regiões estão aptos para o plantio da mamona. “Se incluirmos o algodão como fonte de energia para combustível, a quantidade de cidades que possuem as condições para uma produção em escala das oleaginosas passa para 117”, reforça.
Além disso, ele relata as condições climáticas e de solo que são as mais apropriadas para o cultivo da mamona, pinhão manso, girassol e até mesmo o algodão, tais como os índices pluviométricos de 500 a 1.500 milímetros por ano, solos secos e altitude entre 300 metros, 400 metros. “É este cenário que coloca a Paraíba à frente dos demais Estados nordestinos: a possibilidade de plantar diversos tipos de culturas que servem de base para a produção do biodiesel”, enfatiza
Retorno financeiro pode chegar a R$ 27 milhões
Segundo cálculos elaborados pelo Ministério das Minas e Energias, um empresário que focar em atender 100% da demanda existente na Paraíba, sem venda para outros Estados, comercializando o litro do produto a R$ 1,60, poderá lucrar cerca de R$ 27,2 milhões, após um período de dois ou três anos de investimento. Em volume do produto, este valor significa 17 milhões de litros/ano.
Essa mesma projeção, de acordo com o MME, trabalha com a produção exclusiva na Paraíba, sem que seja necessário comprar o produto de outros Estados. O ministério ainda destaca, na formulação desses cálculos, que a Paraíba tem um mercado da ordem de 335 milhões de litros/ano, o que significa um potencial nicho que está apto para ser explorado, análise que é ratificada pela avaliação do secretário Roberto Braga: “O mercado do biodiesel já está pronto. O industrial que chegar aqui encontra consumidores que valorizam o produto”, ressalta.
O Ministério das Minas e Energias ressalta que o cálculo que chegou ao preço de R$ 1,60 para comercialização do litro do biodiesel no Estado não incluiu os tributos que incidem sobre a venda. Por outro lado, a expectativa é de que o litro do produto na Paraíba fique um pouco abaixo da média do litro do álcool, que hoje está em R$1,80. Esses números podem mudar, é claro, dependendo da estratégia e do tamanho da produção do biodiesel.
Lívia Karol Araújo
Jornal da Paraiba
Até janeiro do próximo ano, os paraibanos já estarão abastecendo seus veículos com um produto produzido aqui mesmo no Estado, com matéria-prima de qualidade, a custos mais baixos e bem mais acessível. Essas vantagens serão asseguradas pela produção em larga escala do biodiesel na Paraíba, que neste ano deverá receber uma atenção especial do governo do Estado, principalmente no que diz respeito ao incentivo ao cultivo da matéria-prima e na instalação de usinas de exploração do produto.
A previsão foi feita pelo secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Roberto Braga, que deve anunciar, em breve, as ações do PB Biodiesel, o programa que o governo do Estado está concluindo e que traz as políticas que serão desenvolvidas para incentivar a produção e comércio do combustível mais famoso e desejado pelos industriais do Brasil e Exterior. “Até 2008, o governo federal quer substituir 2% do consumo do óleo diesel do País por biodiesel. A Paraíba possui mais de 500 mil hectares para o plantio de oleaginosas. Esta é a nossa oportunidade para viabilizar o funcionamento das duas primeiras usinas de biodiesel do Estado”, comentou.
Segundo Roberto Braga, o grande trunfo que o Estado possui hoje no que diz respeito à produção do biodiesel é o incentivo ao cultivo de oleaginosas – sementes de onde podem ser extraídos os óleos vegetais para o combustível e cuja mais famosa é a mamona.
A base do raciocínio para atrair os industriais para o Estado está em garantir matéria-prima de boa qualidade. Roberto Braga explica que não basta cultivar a mamona, por exemplo, sem que exista um controle de qualidade das sementes. “Não é toda e qualquer semente que vai garantir o óleo para o combustível. O cultivo exige cuidados que são essenciais para evitar a perda da produção. Daí, a iniciativa do governo em priorizar o cultivo das oleaginosas”, relata.
O secretário contou que a Paraíba já recebeu a visita de empresários da Ásia e da Europa para checar as condições de cultivo e extração do produto. Aqui, eles encontraram o “cenário natural” apropriado não só para a produção da mamona, mas também para o cultivo do pinhão manso, girassol e algodão, de onde também podem ser extraídos óleos para o biodiesel.
Roberto Braga esclareceu que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Empraba) está realizando um estudo em municípios do Estado para definir a vocação de cada localidade para o plantio e extração das oleaginosas que são a base da produção do biodiesel.
Dentre as áreas mais propícias ao cultivo da mamona, a mais conhecida delas são: o Sertão paraibano, a Borborema e o Agreste. De acordo com Braga, pelo menos 70% dos municípios dessas três regiões estão aptos para o plantio da mamona. “Se incluirmos o algodão como fonte de energia para combustível, a quantidade de cidades que possuem as condições para uma produção em escala das oleaginosas passa para 117”, reforça.
Além disso, ele relata as condições climáticas e de solo que são as mais apropriadas para o cultivo da mamona, pinhão manso, girassol e até mesmo o algodão, tais como os índices pluviométricos de 500 a 1.500 milímetros por ano, solos secos e altitude entre 300 metros, 400 metros. “É este cenário que coloca a Paraíba à frente dos demais Estados nordestinos: a possibilidade de plantar diversos tipos de culturas que servem de base para a produção do biodiesel”, enfatiza
Retorno financeiro pode chegar a R$ 27 milhões
Segundo cálculos elaborados pelo Ministério das Minas e Energias, um empresário que focar em atender 100% da demanda existente na Paraíba, sem venda para outros Estados, comercializando o litro do produto a R$ 1,60, poderá lucrar cerca de R$ 27,2 milhões, após um período de dois ou três anos de investimento. Em volume do produto, este valor significa 17 milhões de litros/ano.
Essa mesma projeção, de acordo com o MME, trabalha com a produção exclusiva na Paraíba, sem que seja necessário comprar o produto de outros Estados. O ministério ainda destaca, na formulação desses cálculos, que a Paraíba tem um mercado da ordem de 335 milhões de litros/ano, o que significa um potencial nicho que está apto para ser explorado, análise que é ratificada pela avaliação do secretário Roberto Braga: “O mercado do biodiesel já está pronto. O industrial que chegar aqui encontra consumidores que valorizam o produto”, ressalta.
O Ministério das Minas e Energias ressalta que o cálculo que chegou ao preço de R$ 1,60 para comercialização do litro do biodiesel no Estado não incluiu os tributos que incidem sobre a venda. Por outro lado, a expectativa é de que o litro do produto na Paraíba fique um pouco abaixo da média do litro do álcool, que hoje está em R$1,80. Esses números podem mudar, é claro, dependendo da estratégia e do tamanho da produção do biodiesel.
Lívia Karol Araújo
Jornal da Paraiba