A prefeitura também não tem ainda a autorização da ANP para usar B100
nos veículos. “Estamos tentando regularizar isso a partir de agora”.
Uma usina de biodiesel está funcionando em fase de testes no município de Paranaguá, litoral do Paraná. A unidade foi adquirida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) em parceria como a prefeitura da cidade e vai produzir combustível para vinte veículos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Emmanuel do Nascimento Junior, agora que o projeto está estruturado, a prefeitura está regulamentando a operação da usina junto a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O projeto do município é ambicioso. Incentivos fiscais e uma campanha de coleta de óleo de fritura usado nas escolas da cidade querem garantir um suprimento de quatro mil litros de óleo por semana. Com o material coletado, a Secretaria de Meio Ambiente quer produzir até mil litros de biodiesel por mês que irão abastecer vinte veículos da frota do município, na sua maioria caminhões usados na coleta de lixo da cidade. A prefeitura também não tem ainda a autorização da ANP para usar B100 nos veículos. “Estamos tentando regularizar isso a partir de agora”, explica Nascimento Júnior.
A glicerina que sobra do processo de transformação do óleo em biodiesel será doada para o Programa de Voluntariado Paranaense. O material será usado por artesãos na produção de sabão.
O programa de bônus verde da prefeitura prevê a concessão de até 15% de desconto no Imposto sobre Propriedade Territorial ou Predial Urbana (IPTU) para quem recolhe e doa o óleo de fritura. Como a administração municipal tem outro programa de desconto no imposto que garante outros 15% de desconto para pagamento em dia, o benefício pode chegar a 30% do valor devido.
Segundo Nascimento, a idéia inicial era produzir biodiesel a partir de algas, já que o município é litorâneo e teria acesso fácil à matéria-prima. O problema, no entanto, seria a falta de domínio sobre a tecnologia. Hoje a produção de biodiesel a partir de algas ainda não possui tecnologia adequada para produção em escala comercial. “Vimos então que grande parte das galerias de esgoto da cidade estava acumulando gordura de óleo de cozinha descartado de forma inadequada”, conta. Nascimento não descarta o uso de outras matérias-primas na fabricação do combustível.
O município, relata o secretário, não tem condições de fiscalizar o descarte correto do óleo em residências e estabelecimentos comerciais como costelarias e pastelarias. “Decidimos então criar esse incentivo”, diz. No futuro, adianta, a prefeitura deve implantar a coleta na ilha do Mel, que também é parte do município. O local, área de preservação ambiental, não tem rede de coleta de esgoto e o descarte do óleo usado em pousadas e restaurantes é feito em caixas de gordura. “O lençol freático lá está bastante saturado por causa disso”, explica.
A inauguração da usina estava marcada para o próximo dia 16 de dezembro, mas foi adiada para janeiro. Segundo o secretário, a mudança na data foi solicitada pelos parceiros do projeto. “Por enquanto estamos só fazendo testes. Não tem nenhum carro rodando com biodiesel ainda”, completa.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
Uma usina de biodiesel está funcionando em fase de testes no município de Paranaguá, litoral do Paraná. A unidade foi adquirida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) em parceria como a prefeitura da cidade e vai produzir combustível para vinte veículos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Emmanuel do Nascimento Junior, agora que o projeto está estruturado, a prefeitura está regulamentando a operação da usina junto a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O projeto do município é ambicioso. Incentivos fiscais e uma campanha de coleta de óleo de fritura usado nas escolas da cidade querem garantir um suprimento de quatro mil litros de óleo por semana. Com o material coletado, a Secretaria de Meio Ambiente quer produzir até mil litros de biodiesel por mês que irão abastecer vinte veículos da frota do município, na sua maioria caminhões usados na coleta de lixo da cidade. A prefeitura também não tem ainda a autorização da ANP para usar B100 nos veículos. “Estamos tentando regularizar isso a partir de agora”, explica Nascimento Júnior.
A glicerina que sobra do processo de transformação do óleo em biodiesel será doada para o Programa de Voluntariado Paranaense. O material será usado por artesãos na produção de sabão.
O programa de bônus verde da prefeitura prevê a concessão de até 15% de desconto no Imposto sobre Propriedade Territorial ou Predial Urbana (IPTU) para quem recolhe e doa o óleo de fritura. Como a administração municipal tem outro programa de desconto no imposto que garante outros 15% de desconto para pagamento em dia, o benefício pode chegar a 30% do valor devido.
Segundo Nascimento, a idéia inicial era produzir biodiesel a partir de algas, já que o município é litorâneo e teria acesso fácil à matéria-prima. O problema, no entanto, seria a falta de domínio sobre a tecnologia. Hoje a produção de biodiesel a partir de algas ainda não possui tecnologia adequada para produção em escala comercial. “Vimos então que grande parte das galerias de esgoto da cidade estava acumulando gordura de óleo de cozinha descartado de forma inadequada”, conta. Nascimento não descarta o uso de outras matérias-primas na fabricação do combustível.
O município, relata o secretário, não tem condições de fiscalizar o descarte correto do óleo em residências e estabelecimentos comerciais como costelarias e pastelarias. “Decidimos então criar esse incentivo”, diz. No futuro, adianta, a prefeitura deve implantar a coleta na ilha do Mel, que também é parte do município. O local, área de preservação ambiental, não tem rede de coleta de esgoto e o descarte do óleo usado em pousadas e restaurantes é feito em caixas de gordura. “O lençol freático lá está bastante saturado por causa disso”, explica.
A inauguração da usina estava marcada para o próximo dia 16 de dezembro, mas foi adiada para janeiro. Segundo o secretário, a mudança na data foi solicitada pelos parceiros do projeto. “Por enquanto estamos só fazendo testes. Não tem nenhum carro rodando com biodiesel ainda”, completa.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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