Irineu Boff já ouvia falar em biocombustível desde a última grande crise do petróleo, em 1973. Ele diz que só o Proálcool emplacou, mas também houve um programa semelhante para óleo, que nunca decolou. Aos 58 anos, o engenheiro mecânico nascido em Caxias do Sul realiza um sonho antigo com a inauguração, na próxima semana, da primeira usina de biodiesel do Estado:
- Penso em investir em biodiesel há 10 anos.
Se bem que a inauguração só sai se o presidente Lula confirmar presença, o que só deve ocorrer na próxima segunda-feira.
- Não tem problema, a gente espera - afirma Boff.
Desde 1980, Boff tem uma indústria de óleo de soja em Veranópolis, a Oleoplan. Não vende direto ao mercado consumidor, mas a outras empresas que refinam o produto. Há uma década, o complexo soja passou por um período de preço muito baixo, provocado pelo excesso na produção de óleo.
- Foi quando começamos a fazer um movimento junto a autoridades e a cientistas para dar consumo a esse óleo como diesel. Depois, muito mais gente entrou nessa sensibilização, vozes independentes das nossas - relata Boff.
Tanta era a convicção que o empresário tinha o protótipo da usina pronto desde 2002. Mas só com a lei que regula a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira, definida em 2005, encorajou-se a fazer o investimento. Que, aliás, ficou bem abaixo do feito por outros empreendedores, porque Boff decidiu fazer sua usina ao lado da indústria que já possui em Veranópolis, aproveitando a infra-estrutura do local. Foram R$ 21,5 milhões para fabricar 100 milhões de litros ao ano. Como vai produzir biodiesel a partir de soja, fica tudo em família, brinca:
- A usina, para nós, é uma verticalização da planta industrial de óleo de soja.
A Oleoplan já fez sua primeira venda: 10 milhões de litros para a Petrobras, garantidos em um dos leilões já promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
- Vamos entregar e participar de outros leilões, mas também prospectar outros mercados. Há muitos empresários italianos, alemães e japoneses prospectando fornecedores no Brasil - observa.
- Penso em investir em biodiesel há 10 anos.
Se bem que a inauguração só sai se o presidente Lula confirmar presença, o que só deve ocorrer na próxima segunda-feira.
- Não tem problema, a gente espera - afirma Boff.
Desde 1980, Boff tem uma indústria de óleo de soja em Veranópolis, a Oleoplan. Não vende direto ao mercado consumidor, mas a outras empresas que refinam o produto. Há uma década, o complexo soja passou por um período de preço muito baixo, provocado pelo excesso na produção de óleo.
- Foi quando começamos a fazer um movimento junto a autoridades e a cientistas para dar consumo a esse óleo como diesel. Depois, muito mais gente entrou nessa sensibilização, vozes independentes das nossas - relata Boff.
Tanta era a convicção que o empresário tinha o protótipo da usina pronto desde 2002. Mas só com a lei que regula a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira, definida em 2005, encorajou-se a fazer o investimento. Que, aliás, ficou bem abaixo do feito por outros empreendedores, porque Boff decidiu fazer sua usina ao lado da indústria que já possui em Veranópolis, aproveitando a infra-estrutura do local. Foram R$ 21,5 milhões para fabricar 100 milhões de litros ao ano. Como vai produzir biodiesel a partir de soja, fica tudo em família, brinca:
- A usina, para nós, é uma verticalização da planta industrial de óleo de soja.
A Oleoplan já fez sua primeira venda: 10 milhões de litros para a Petrobras, garantidos em um dos leilões já promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
- Vamos entregar e participar de outros leilões, mas também prospectar outros mercados. Há muitos empresários italianos, alemães e japoneses prospectando fornecedores no Brasil - observa.
Os pioneiros do biodiesel gaúcho:
- Brasil Ecodiesel, Nelson Silveira, Solução vira oportunidade
- BS Bios, Antonio Rosso: A marca da diversidade
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Rio Grande do Sul