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Brasil Ecodiesel, Nelson Silveira, Solução vira oportunidade

O engenheiro eletricista carioca Nelson Côrtes da Silveira, 49 anos, se transformou no maior acionista pessoa física da maior empresa de biodiesel do Brasil tentando resolver um problema.
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É no caminho inverso ao trilhado pelos gaúchos que o carioca Nelson Côrtes da Silveira, 49 anos, conduziu sua Brasil Ecodiesel pelos pampas. Esse engenheiro eletricista se transformou no maior acionista pessoa física da maior empresa de biodiesel do Brasil tentando resolver um problema.
 
É no caminho inverso ao trilhado pelos gaúchos que o carioca Nelson Côrtes da Silveira, 49 anos, conduziu sua Brasil Ecodiesel pelos pampas. No Estado, comprou uma esmagadora em São Luiz Gonzaga e está construindo uma usina de biodiesel em Rosário do Sul, sem usar um grão de soja. Esse engenheiro eletricista se transformou no maior acionista pessoa física da maior empresa de biodiesel do Brasil tentando resolver um problema.

- Eu era sócio de térmicas do Nordeste, que utilizaram diesel de forma emergencial no apagão (em 2001), e buscávamos uma forma de fazê-las funcionar depois disso. Começamos por aí, com plantio no Piauí e no Ceará, e descobrimos muito mais do que a solução - lembra.

Tanto no Rio Grande do Sul quanto em outros Estados, a Brasil Ecodiesel evitou disputar território e preço com a soja. Preferiu matérias-primas que pudessem ser independentes do mercado de commodities alimentares. Desenvolveu mamona e pinhão manso no Nordeste e, no pampa, aposta no girassol, numa área em que a atividade agrícola havia diminuído "dramaticamente" - expressão de Silveira.

- No Sul, parece que a planta está no meio do nada, mas é ali que a atividade agrícola vai existir. Estamos fazendo um trabalho forte com agricultura familiar - relata.

Entre as vantagens do girassol, Silveira destaca o teor de óleo de 50%, depois de descascado (o da soja é 18%) e o fato de ser uma cultura de ciclo curto. Conforme o empresário, na Metade Sul, onde o plantio de soja encolhe, pelos riscos climáticos, o girassol passa a ser viável como cultivo principal.

- Quando o desenvolvimento agrícola em Rosário do Sul justificar, podemos ter duas plantas de extração de óleo - diz Silveira, referindo-se à já existente em São Luiz Gonzaga.

A usina deve produzir no ritmo de 100 milhões de litros ao ano em maio, prevê o empresário, mas entra em testes já no final deste mês.

- Posso dar um testemunho de que esse trabalho é uma descoberta, não só de um negócio, mas de uma sintonia com um objetivo de vida. Hoje, eu me sinto parte de um momento histórico do país. O governo federal conseguiu enxergar que não é só uma questão de energia. É de fato algo transformador num país que precisa de tantas transformações - diz Silveira.

Os pioneiros do biodiesel gaúcho:

Zero Hora
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