A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) encerrou em audiência pública realizada na quarta-feira, 23, as discussões sobre a nova especificação do biodiesel brasileiro.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) encerrou em audiência pública realizada na quarta-feira, 23, as discussões sobre a nova especificação do biodiesel brasileiro.
Os novos critérios de qualidade devem ser publicados em fevereiro ou março, mas de acordo com a minuta discutida na audiência, os produtores terão até 30 de junho para obedecer à nova especificação. Até lá, eles poderão atender ao regulamento técnico atual (resolução ANP n° 42).
A tendência de aproximação entre a especificação brasileira e a européia foi confirmada na consulta pública. Em um movimento de tornar a norma brasileira mais rígida – e ainda facilitar o acesso do biodiesel nacional aos mercados externos –, pelo menos oito das 14 características especificadas pela ANP podem igualar-se aos valores europeus.
Dois pontos, no entanto, não obtiveram consenso na discussão: o número de oxidação – que mede a estabilidade do combustível até o momento do consumo – e o índice de iodo.
Em ambos os itens deve prevalecer a posição da ANP. A agência propõe o valor de seis horas para a oxidação – a exemplo da norma européia – e a permanência do quesito índice de iodo como “anotar”.
“Se a norma impuser um número [de iodo] acabaria restringindo alguma fonte oleaginosa”, explica Sérgio Molgori, membro da Comissão de Biodiesel da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), que esteve presente à audiência pública.
Em reuniões feitas anteriormente para discutir a especificação, o setor automotivo já tinha se mostrado a favor da fixação de um valor. “Manter um número específico impediria que fontes não conhecidas passassem a fazer parte da matriz do biodiesel”, explica Molgori.
Mas em discussões anteriores, já havia ficado evidente a preocupação, por parte da ANP, de não restringir matérias-primas. Em encontros com pesquisadores, usinas, distribuidoras e indústria automobilística, representantes da agência deixaram claro que a especificação não poderia barrar o biodiesel da mamona – que deverá ser misturado ao biodiesel de outras oleaginosas para enquadrar-se na especificação.
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) encerrou em audiência pública realizada na quarta-feira, 23, as discussões sobre a nova especificação do biodiesel brasileiro.
Os novos critérios de qualidade devem ser publicados em fevereiro ou março, mas de acordo com a minuta discutida na audiência, os produtores terão até 30 de junho para obedecer à nova especificação. Até lá, eles poderão atender ao regulamento técnico atual (resolução ANP n° 42).
A tendência de aproximação entre a especificação brasileira e a européia foi confirmada na consulta pública. Em um movimento de tornar a norma brasileira mais rígida – e ainda facilitar o acesso do biodiesel nacional aos mercados externos –, pelo menos oito das 14 características especificadas pela ANP podem igualar-se aos valores europeus.
Dois pontos, no entanto, não obtiveram consenso na discussão: o número de oxidação – que mede a estabilidade do combustível até o momento do consumo – e o índice de iodo.
Em ambos os itens deve prevalecer a posição da ANP. A agência propõe o valor de seis horas para a oxidação – a exemplo da norma européia – e a permanência do quesito índice de iodo como “anotar”.
Dois pontos não obtiveram consenso na discussão: o número de oxidação – que mede a estabilidade do combustível até o momento do consumo – e o índice de iodo.
“Se a norma impuser um número [de iodo] acabaria restringindo alguma fonte oleaginosa”, explica Sérgio Molgori, membro da Comissão de Biodiesel da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), que esteve presente à audiência pública.
Em reuniões feitas anteriormente para discutir a especificação, o setor automotivo já tinha se mostrado a favor da fixação de um valor. “Manter um número específico impediria que fontes não conhecidas passassem a fazer parte da matriz do biodiesel”, explica Molgori.
Mas em discussões anteriores, já havia ficado evidente a preocupação, por parte da ANP, de não restringir matérias-primas. Em encontros com pesquisadores, usinas, distribuidoras e indústria automobilística, representantes da agência deixaram claro que a especificação não poderia barrar o biodiesel da mamona – que deverá ser misturado ao biodiesel de outras oleaginosas para enquadrar-se na especificação.
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
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