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Nordeste: Fora do Biodiesel

Sem querer bota água na fervura, mas do jeito que as coisas estão caminhando, o Nordeste velho de mamona está praticamente excluído do programa do biodiesel.
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Sem querer bota água na fervura, mas do jeito que as coisas estão caminhando, o Nordeste velho de mamona está praticamente excluído do programa do biodiesel.  

Sem querer bota água na fervura, mas do jeito que as coisas estão caminhando, o Nordeste velho de mamona está praticamente excluído do programa do biodiesel. Lembra do programa da mamona? Pois bem: apesar de a Petrobras estar pesquisando não só a mamona, como o girassol, a palma e o pinhão manso, não há indicação de que o produtor rural esteja muito interessado. Especialmente no caso da mamona, que foi apresentado como a âncora do programa do biodiesel no Nordeste.

Na verdade, não existe, hoje, preço de referência da mamona no Nordeste, com exceção do estado da Bahia. Sem uma base de preço, o produtor não planta. Além disso, no caso da mamona, existe o complicador da cultura não gerar sub-produtos. O óleo de mamona remunera bem (até R$ 900 a tonelada), mas para uma usina de 50 mil toneladas/ano são necessários ao seu redor uma área plantada de 140 mil hectares. Além disso, o rejeito da mamona é tóxico. No Rio Grande do Norte, o governo decidiu incentivar o girassol que pode dar óleo, mel (quando da florada) e torta para o alimentação do gado.

Enquanto isso, os produtores de soja estão aumentando a pressão para que o governo aumente o uso do óleo no diesel. O governo já admite antecipar o percentual de 5% para 2010, o que ajudaria a deslocar milhões de toneladas de soja para a produção de óleo e, por conseqüência, para o Biodiesel. E, nesse caso, o Nordeste estaria fora do programa.

Colunista: Fernando Castilho
Fonte: Jornal do Commercio - PE

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