Equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
estão trabalhando no desenvolvimento e na validação de um novo método de
análise química do biodiesel e de suas misturas no diesel.
Equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estão trabalhando no desenvolvimento e na validação de um novo método de análise química do biodiesel e de suas misturas no diesel. A técnica utilizada é a espectrometria de massas, ou Easi-MS (sigla em inglês para Easy Ambient Sonicspray Ionization Mass Spectometry). Segundo Rosana Maria Alberici Oliveira, pesquisadora do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas da Unicamp, o método consegue desvendar a fórmula molecular, mostrando não só se o combustível foi adulterado, mas como ele foi adulterado.
“Com a espectrometria de massa temos mais informações sobre o produto analisado e de forma mais detalhada. Conseguimos ver as moléculas e descobrir, por exemplo, de que tipo de óleo foi feito o biodiesel”, diz. Além de afirmar com precisão a quantidade de biodiesel que foi misturada ao diesel, o Easi-MS pode dizer se o biodiesel está oxidado, se tem resíduos de intermediários da transesterificação, óleo vegetal ou teores de glicerina. “Com um teste você consegue uma quantidade de informação muito maior”.
O método Easi-MS pode substituir ou complementar a técnica de espectrometria no infravermelho, que é o método oficial para quantificar o percentual de mistura do biodiesel no diesel, de acordo com a norma da ANP. Segundo a pesquisadora, a agência reguladora elegeu esta técnica por ser relativamente barata, acessível e de fácil utilização. “Mas ela tem limitações. Não dá para saber que tipo de alteração foi feita no combustível”, diz.
O uso do Easi-MS para o biodiesel só está sendo utilizado, por enquanto, dentro dos laboratórios de pesquisa, pois o custo do equipamento é alto. Os mais sofisticados podem custar até US$ 1 milhão. Na Unicamp, os testes com o biodiesel estão sendo feitos com um equipamento de bancada que custa em torno de R$ 200 mil. Segundo Rosana, a Unicamp tem um projeto de pesquisa para desenvolver equipamentos portáteis e de baixo custo para viabilizar análises de campo, nos postos de combustíveis.
Segundo ela, na Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, pesquisadores vêm tentando miniaturizar tais equipamentos, mas tudo ainda está em fase de pesquisa. Ainda este mês a pesquisadora vai para os EUA conhecer de perto esse trabalho. “Os equipamentos de espectrometria de massa eram muito caros no início. Mas nos últimos dez anos houve uma grande evolução e tudo está caminhando para a diminuição desses equipamentos”.
O espectrômetro de massa foi inventado em 1919. O aparelho bombardeia o produto com elétrons para produzir íons, ou átomos eletricamente carregados. A ionização em EASI acontece sem a necessidade de aplicação de voltagem, luz UV, laser ou aquecimento. Os íons atravessam um campo magnético que curva suas trajetórias de modos diferentes, dependendo de suas massas. A massa e a carga dos íons podem ser medidas e assim os cientistas identificam os elementos presentes na amostra.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
Equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estão trabalhando no desenvolvimento e na validação de um novo método de análise química do biodiesel e de suas misturas no diesel. A técnica utilizada é a espectrometria de massas, ou Easi-MS (sigla em inglês para Easy Ambient Sonicspray Ionization Mass Spectometry). Segundo Rosana Maria Alberici Oliveira, pesquisadora do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas da Unicamp, o método consegue desvendar a fórmula molecular, mostrando não só se o combustível foi adulterado, mas como ele foi adulterado.
“Com a espectrometria de massa temos mais informações sobre o produto analisado e de forma mais detalhada. Conseguimos ver as moléculas e descobrir, por exemplo, de que tipo de óleo foi feito o biodiesel”, diz. Além de afirmar com precisão a quantidade de biodiesel que foi misturada ao diesel, o Easi-MS pode dizer se o biodiesel está oxidado, se tem resíduos de intermediários da transesterificação, óleo vegetal ou teores de glicerina. “Com um teste você consegue uma quantidade de informação muito maior”.
O método Easi-MS pode substituir ou complementar a técnica de espectrometria no infravermelho, que é o método oficial para quantificar o percentual de mistura do biodiesel no diesel, de acordo com a norma da ANP. Segundo a pesquisadora, a agência reguladora elegeu esta técnica por ser relativamente barata, acessível e de fácil utilização. “Mas ela tem limitações. Não dá para saber que tipo de alteração foi feita no combustível”, diz.
O uso do Easi-MS para o biodiesel só está sendo utilizado, por enquanto, dentro dos laboratórios de pesquisa, pois o custo do equipamento é alto. Os mais sofisticados podem custar até US$ 1 milhão. Na Unicamp, os testes com o biodiesel estão sendo feitos com um equipamento de bancada que custa em torno de R$ 200 mil. Segundo Rosana, a Unicamp tem um projeto de pesquisa para desenvolver equipamentos portáteis e de baixo custo para viabilizar análises de campo, nos postos de combustíveis.
Segundo ela, na Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, pesquisadores vêm tentando miniaturizar tais equipamentos, mas tudo ainda está em fase de pesquisa. Ainda este mês a pesquisadora vai para os EUA conhecer de perto esse trabalho. “Os equipamentos de espectrometria de massa eram muito caros no início. Mas nos últimos dez anos houve uma grande evolução e tudo está caminhando para a diminuição desses equipamentos”.
O espectrômetro de massa foi inventado em 1919. O aparelho bombardeia o produto com elétrons para produzir íons, ou átomos eletricamente carregados. A ionização em EASI acontece sem a necessidade de aplicação de voltagem, luz UV, laser ou aquecimento. Os íons atravessam um campo magnético que curva suas trajetórias de modos diferentes, dependendo de suas massas. A massa e a carga dos íons podem ser medidas e assim os cientistas identificam os elementos presentes na amostra.
Alice Duarte – BiodieselBR.com