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Mario Molina, Nobel de química fala sobre biodiesel em entrevista

O químico mexicano Mario Molina recebeu o prêmio Nobel de química em 1995 pela descoberta do efeito dos CFCs na camada de ozônio.
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O químico mexicano Mario Molina recebeu o prêmio Nobel de química em 1995 pela descoberta do efeito dos CFCs na camada de ozônio. Graças a essa descoberta foi criado o Protocolo de Montreal, acordo internacional para eliminar a produção desses gases.

Ele esteve recentemente em São Paulo... para falar em uma conferência do Ar Limpo para a América Latina. O Eco entrevistou Molina na véspera da conferência, veja a seguir o trecho da entrevista:

Os biocombustíveis são o caminho para um transporte limpo?
Molina - Não conheço a fundo a situação aqui no Brasil, mas o biodiesel tem um impacto positivo na questão da mudança climática. Mas no que diz repeito à qualidade do ar, às emissões, só na medida em que a mistura com o diesel comum reduz o teor de enxofre. Se precisa de diesel de ultra-baixo teor de enxofre, não adianta misturar 50/50, tem que ir muito além disso. Você tem que investir na tecnologia para reduzir o teor de enxofre. O biodiesel ou a mistura de biodiesel com diesel convencional em um caminhão com motor mais antigo ainda é bastante poluente. Não importa se o diesel é bio ou não, tem a ver com as características do motor.

São Paulo está no caminho certo?
Molina - Acredito que sim, no sentido que estão tomando as atitudes necessárias. Mas deixando claro que não conheço suficientemente a situação daqui, meu sentimento é que é preciso ser ainda mais agressivo. As medidas tomam muito tempo para ter efeito. E para desenhar programas mais agressivos é preciso ter uma visão do que queremos que a cidade seja, digamos, daqui a dez anos. É uma das maneiras que olharíamos no México: é possível ter ar limpo dentro de uma década se fizermos isso e aquilo. E isso é necessário para empurrar o governo.

Fonte: O Eco 
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