Ela possui três metros de altura e é produtiva mesmo em solo pobre, aguenta secas e furacões, e rende duas vezes mais que a maioria das variedades de cana-de-açúcar. Não é de se espantar que seu apelido seja "cana mostro".
Essa nova variedade, que recebeu o nome tanto por seu tamanho como por seu vigor, está sendo cultivada em uma área de testes na pequena ilha de Ie, em Okinawa.
Quando um forte furacão arrasou a região no mês passado, derrubando árvores e casas, a cana não sofreu danos.
Pesquisadores da Asahi Breweries Ltd., maior fabricante japonesa de cerveja, esperam que, no futuro, produtores em Okinawa possam cultivar a cana monstro não apenas para açúcar, mas também para produção de combustível, ração para gado e fertilização das lavouras.
A cana monstro é a primeira variedade existente no Japão que foi desenvolvida para produzir álcool sem sacrificar a produção de açúcar. Foi desenvolvida pela Asahi em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa para Agricultura da região de Kyushu Okinawa.
Em alguns meses, a cana cultivada em Ie será colhida para alimentar uma usina piloto administrada pela Asahi Breweries, que tem como objetivo testar sua tecnologia para a produção de álcool a uma custo de apenas 30 yen (25 centavos de dólar) por litro, tornando-o competitivo com a gasolina.
A Asahi quer tornar sua tecnologia operacional após testes conclusivos na usina piloto em 2010.
Pesquisadores também esperam que a nova variedade dê fôlego ao cultivo de cana-de-açúcar no Japão, ao agregar valor à produção de açúcar.
"Acreditamos que a energia de biomassa será amplamente usada no Japão no futuro e, como fabricante de álcool, nós queremos contribuir para a sociedade utilizando a nossa tecnologia", disse Satoshi Ohara, pesquisador do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologia e Engenharia da Asahi.
POSSÍVEL ESTÍMULO
O etanol, largamente usado no Brasil como combustível, está ganhando popularidade nos Estados Unidos à medida que os preços do petróleo empurram os consumidores a usar mais combustíveis "verdes" produzidos a partir de fontes renováveis como cana, milho e soja.
O Japão não produz atualmente álcool combustível já que o país não conta com excedente de produção agrícola e os custos normalmente são elevados demais.
Mas Tóquio, que assinou um acordo internacional para reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases que provocam o efeito estufa, está de olho em opções para adotar o álcool.
A Assahi afirma que a variedade pode produzir três vezes mais álcool que outros tipos de cana disponíveis, e um pouco mais de açúcar. A cana também contém mais bagaço, que pode ser queimado para produzir energia elétrica.
A companhia estima que a produtividade da cana monstro esteja em 37,4 toneladas por hectare, excluindo a umidade, podendo gerar 7,1 toneladas de açúcar, 4,3 mil litros de etanol e 24 toneladas de bagaço.
Já a cana convencional rende 17,4 toneladas por hectare, 6,9 toneladas de açúcar, 1,4 mil litros de álcool e 7,8 toneladas de bagaço, sendo pequena demais para produzir energia para atender uma destilaria.
Um crescente número de agricultores japoneses vem abandonando a produção de cana devido à concorrência com o açúcar importado e à redução no consumo doméstico.
A produção de cana em Ie caiu para 1.500 toneladas no ano passado, ante 52 mil toneladas na safra recorde de 1979. A única usina da ilha foi fechada em 2004.
"Se a planta de etanol operar comercialmente em Okinawa, a produção de açúcar pode se recuperar", disse Hirokazu Nagayama, diretor de uma cooperativa de produtores da ilha.
Por Aya Takada - Reuters
Essa nova variedade, que recebeu o nome tanto por seu tamanho como por seu vigor, está sendo cultivada em uma área de testes na pequena ilha de Ie, em Okinawa.
Quando um forte furacão arrasou a região no mês passado, derrubando árvores e casas, a cana não sofreu danos.
Pesquisadores da Asahi Breweries Ltd., maior fabricante japonesa de cerveja, esperam que, no futuro, produtores em Okinawa possam cultivar a cana monstro não apenas para açúcar, mas também para produção de combustível, ração para gado e fertilização das lavouras.
A cana monstro é a primeira variedade existente no Japão que foi desenvolvida para produzir álcool sem sacrificar a produção de açúcar. Foi desenvolvida pela Asahi em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa para Agricultura da região de Kyushu Okinawa.
Em alguns meses, a cana cultivada em Ie será colhida para alimentar uma usina piloto administrada pela Asahi Breweries, que tem como objetivo testar sua tecnologia para a produção de álcool a uma custo de apenas 30 yen (25 centavos de dólar) por litro, tornando-o competitivo com a gasolina.
A Asahi quer tornar sua tecnologia operacional após testes conclusivos na usina piloto em 2010.
Pesquisadores também esperam que a nova variedade dê fôlego ao cultivo de cana-de-açúcar no Japão, ao agregar valor à produção de açúcar.
"Acreditamos que a energia de biomassa será amplamente usada no Japão no futuro e, como fabricante de álcool, nós queremos contribuir para a sociedade utilizando a nossa tecnologia", disse Satoshi Ohara, pesquisador do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologia e Engenharia da Asahi.
POSSÍVEL ESTÍMULO
O etanol, largamente usado no Brasil como combustível, está ganhando popularidade nos Estados Unidos à medida que os preços do petróleo empurram os consumidores a usar mais combustíveis "verdes" produzidos a partir de fontes renováveis como cana, milho e soja.
O Japão não produz atualmente álcool combustível já que o país não conta com excedente de produção agrícola e os custos normalmente são elevados demais.
Mas Tóquio, que assinou um acordo internacional para reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases que provocam o efeito estufa, está de olho em opções para adotar o álcool.
A Assahi afirma que a variedade pode produzir três vezes mais álcool que outros tipos de cana disponíveis, e um pouco mais de açúcar. A cana também contém mais bagaço, que pode ser queimado para produzir energia elétrica.
A companhia estima que a produtividade da cana monstro esteja em 37,4 toneladas por hectare, excluindo a umidade, podendo gerar 7,1 toneladas de açúcar, 4,3 mil litros de etanol e 24 toneladas de bagaço.
Já a cana convencional rende 17,4 toneladas por hectare, 6,9 toneladas de açúcar, 1,4 mil litros de álcool e 7,8 toneladas de bagaço, sendo pequena demais para produzir energia para atender uma destilaria.
Um crescente número de agricultores japoneses vem abandonando a produção de cana devido à concorrência com o açúcar importado e à redução no consumo doméstico.
A produção de cana em Ie caiu para 1.500 toneladas no ano passado, ante 52 mil toneladas na safra recorde de 1979. A única usina da ilha foi fechada em 2004.
"Se a planta de etanol operar comercialmente em Okinawa, a produção de açúcar pode se recuperar", disse Hirokazu Nagayama, diretor de uma cooperativa de produtores da ilha.
Por Aya Takada - Reuters