Goiás pode ter nova usina em uma parceria entre a prefeitura, um grupo espanhol e a cooperativa da região.
Goiás pode ter nova usina em uma parceria entre a prefeitura, um grupo espanhol e a cooperativa da região.
Em março de 2008, a cidade de Catalão (255 km de Goiânia) passará a contar com duas novas usinas: uma voltada para a produção de biodiesel e outra de álcool. Juntas, elas irão gerar cerca de 700 empregos diretos e 2.500 indiretos. A usina Catalão de biodiesel, será uma parceria da Prefeitura Municipal com a Cooperativa de Catalão (Coacal) e um grupo espanhol ligado ao Banco Santander. A de álcool, do Sindicato Rural com o grupo australiano EthaanolPark.
Biodiesel – O presidente da Cooperativa de Catalão (Coacal), Carlos Henrique Arruda Duarte, não quis passar detalhes sobre a implantação da usina de biodiesel. Isso porque, segundo ele, o momento é de fechamento e definições com um grupo espanhol. O prefeito de Catalão, Adib Elias (PMDB), adiantou que a nova indústria de biodiesel tem como parceira o Banco Santander. Ele não soube informar o investimento a ser feito, mas contou que para a instalação da usina foi comprada 60% de uma área – correspondente a 180 mil metros quadrados – que pertencia à empresa Caramuru.
A produção começará em março de 2008. O biodiesel terá como matérias-primas a mamona, a soja e o pinhão manso. A iniciativa conta com a parceria de 11 produtores. Adib Elias comenta que, só para a soja, são destinados 70 mil hectares no município de Catalão. Segundo ele, serão plantados 383 hectares de mamona destinados à produção do biodiesel. Novidade fica por conta da cultura do pinhão manso, que é cultivado, por enquanto, de forma experimental por agricultores de Catalão.
Etanol - O presidente do Sindicato Rural de Catalão, Walter Rezende, diz que para atender à nova demanda já foram plantadas mudas de cana-de-açúcar em 300 hectares, que serão usadas para a produção da Usina Catalão. Ele informa que o investimento no empreendimento é na ordem de R$ 150 milhões e que a usina irá gerar 300 empregos diretos e cerca de 500 indiretos – no plantio e colheita. A intenção é atingir uma plantação de 30 mil hectares, no Distrito de Santo Antônio do Rio Verde, quando a usina estiver com capacidade máxima de funcionamento. A indústria deverá esmagar dois milhões de toneladas de cana.
Rezende diz que, apesar de ter capital estrangeiro, a Usina Catalão terá como produtores agricultores da região; 60 deles já se cadastraram no projeto da nova indústria de álcool. O produto será exportado para China, Japão e Estados Unidos. O vice-presidente do Sindicato, Rubens Rodrigues, completa que a usina será 100% mecanizada. O bagaço não será jogado fora, e, sim, utilizado na produção de energia. “Esperamos gerar 60 megawatts. Consumiremos 40% desta energia e venderemos o resto”, diz Rezende.
“Mais uma vez Catalão irá mostrar que tem como base de seu desenvolvimento não apenas um segmento, mas a pecuária, a agricultura e o comércio”, frisa o prefeito da cidade.
Elisângela Santos
Diário da Manha - GO
Em março de 2008, a cidade de Catalão (255 km de Goiânia) passará a contar com duas novas usinas: uma voltada para a produção de biodiesel e outra de álcool. Juntas, elas irão gerar cerca de 700 empregos diretos e 2.500 indiretos. A usina Catalão de biodiesel, será uma parceria da Prefeitura Municipal com a Cooperativa de Catalão (Coacal) e um grupo espanhol ligado ao Banco Santander. A de álcool, do Sindicato Rural com o grupo australiano EthaanolPark.
Biodiesel – O presidente da Cooperativa de Catalão (Coacal), Carlos Henrique Arruda Duarte, não quis passar detalhes sobre a implantação da usina de biodiesel. Isso porque, segundo ele, o momento é de fechamento e definições com um grupo espanhol. O prefeito de Catalão, Adib Elias (PMDB), adiantou que a nova indústria de biodiesel tem como parceira o Banco Santander. Ele não soube informar o investimento a ser feito, mas contou que para a instalação da usina foi comprada 60% de uma área – correspondente a 180 mil metros quadrados – que pertencia à empresa Caramuru.
A produção começará em março de 2008. O biodiesel terá como matérias-primas a mamona, a soja e o pinhão manso. A iniciativa conta com a parceria de 11 produtores. Adib Elias comenta que, só para a soja, são destinados 70 mil hectares no município de Catalão. Segundo ele, serão plantados 383 hectares de mamona destinados à produção do biodiesel. Novidade fica por conta da cultura do pinhão manso, que é cultivado, por enquanto, de forma experimental por agricultores de Catalão.
Etanol - O presidente do Sindicato Rural de Catalão, Walter Rezende, diz que para atender à nova demanda já foram plantadas mudas de cana-de-açúcar em 300 hectares, que serão usadas para a produção da Usina Catalão. Ele informa que o investimento no empreendimento é na ordem de R$ 150 milhões e que a usina irá gerar 300 empregos diretos e cerca de 500 indiretos – no plantio e colheita. A intenção é atingir uma plantação de 30 mil hectares, no Distrito de Santo Antônio do Rio Verde, quando a usina estiver com capacidade máxima de funcionamento. A indústria deverá esmagar dois milhões de toneladas de cana.
Rezende diz que, apesar de ter capital estrangeiro, a Usina Catalão terá como produtores agricultores da região; 60 deles já se cadastraram no projeto da nova indústria de álcool. O produto será exportado para China, Japão e Estados Unidos. O vice-presidente do Sindicato, Rubens Rodrigues, completa que a usina será 100% mecanizada. O bagaço não será jogado fora, e, sim, utilizado na produção de energia. “Esperamos gerar 60 megawatts. Consumiremos 40% desta energia e venderemos o resto”, diz Rezende.
“Mais uma vez Catalão irá mostrar que tem como base de seu desenvolvimento não apenas um segmento, mas a pecuária, a agricultura e o comércio”, frisa o prefeito da cidade.
Elisângela Santos
Diário da Manha - GO