Um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade Federal do Mato
Grosso do Sul (UFMS) pode criar uma solução econômica e sustentável ao
excedente de glicerina gerado pela produção de biodiesel.
Um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) pode criar uma solução econômica e sustentável ao excedente de glicerina gerado pela produção de biodiesel. O doutor em Química pela Universidade de São Paulo (USP), professor-orientador de mestrado e doutorado da UFMS, Adilson Beatriz, está pesquisando uma forma de transformar a glicerina em matéria-prima para produção de medicamentos. “A pesquisa visa produzir compostos químicos para a indústria farmacêutica através do glicerol. Para isso precisamos encontrar uma lipase adequada, que é uma enzima específica obtida de microorganismos (bactérias), que convertem derivados muito simples do glicerol em produtos com alta pureza óptica”, explica. Ele diz que foram feitos testes com cinco tipos de lipases diferentes, mas ainda não foram encontrados resultados satisfatórios. “Precisamos dar continuidade às pesquisas para poder identificar qual lípase é a melhor”.
Outra parte da pesquisa trata da mistura da glicerina com um componente da castanha de caju para formar surfactantes (tenso ativos), que poderão ser utilizados na fabricação de detergentes, cosméticos e herbicidas. “Se a glicerina fizer parte de uma plataforma química, o preço do biodiesel no futuro poderá ficar mais acessível. Além de trazer um benefício ambiental, isso vai beneficiar toda a cadeia de biodiesel e a indústria química, que vão gerar mais empregos”, diz.
Segundo o pesquisador, 90 mil litros de biodiesel geram 10 mil litros de glicerina. Com o B3 (mistura de 3% de biodiesel no diesel mineral), o País deve produzir em um ano 1,4 bilhões de litros de biodiesel, o que vai gerar um excedente de 155,6 milhões de litros de glicerina no mercado brasileiro. “Estes cenários indicam que a viabilização comercial do biodiesel passa pelo consumo deste volume extra de glicerol, buscando aplicações de larga escala e agregando valor à cadeia produtiva”, avalia.
O projeto já recebeu R$ 40 mil da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Para continuar as pesquisas, Beatriz espera ganhar o Prêmio Santander Ciência e Inovação no valor de R$ 50 mil. O projeto está entre os 19 semifinalistas de todo o País. O anúncio dos vencedores será feito no dia 18 de novembro. "Caso não sejamos contemplados, pretendemos solicitar mais recursos para a Fundect e também para órgãos federais de fomento à pesquisa, como CNPq", diz.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
Um projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) pode criar uma solução econômica e sustentável ao excedente de glicerina gerado pela produção de biodiesel. O doutor em Química pela Universidade de São Paulo (USP), professor-orientador de mestrado e doutorado da UFMS, Adilson Beatriz, está pesquisando uma forma de transformar a glicerina em matéria-prima para produção de medicamentos. “A pesquisa visa produzir compostos químicos para a indústria farmacêutica através do glicerol. Para isso precisamos encontrar uma lipase adequada, que é uma enzima específica obtida de microorganismos (bactérias), que convertem derivados muito simples do glicerol em produtos com alta pureza óptica”, explica. Ele diz que foram feitos testes com cinco tipos de lipases diferentes, mas ainda não foram encontrados resultados satisfatórios. “Precisamos dar continuidade às pesquisas para poder identificar qual lípase é a melhor”.
Outra parte da pesquisa trata da mistura da glicerina com um componente da castanha de caju para formar surfactantes (tenso ativos), que poderão ser utilizados na fabricação de detergentes, cosméticos e herbicidas. “Se a glicerina fizer parte de uma plataforma química, o preço do biodiesel no futuro poderá ficar mais acessível. Além de trazer um benefício ambiental, isso vai beneficiar toda a cadeia de biodiesel e a indústria química, que vão gerar mais empregos”, diz.
Segundo o pesquisador, 90 mil litros de biodiesel geram 10 mil litros de glicerina. Com o B3 (mistura de 3% de biodiesel no diesel mineral), o País deve produzir em um ano 1,4 bilhões de litros de biodiesel, o que vai gerar um excedente de 155,6 milhões de litros de glicerina no mercado brasileiro. “Estes cenários indicam que a viabilização comercial do biodiesel passa pelo consumo deste volume extra de glicerol, buscando aplicações de larga escala e agregando valor à cadeia produtiva”, avalia.
O projeto já recebeu R$ 40 mil da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Para continuar as pesquisas, Beatriz espera ganhar o Prêmio Santander Ciência e Inovação no valor de R$ 50 mil. O projeto está entre os 19 semifinalistas de todo o País. O anúncio dos vencedores será feito no dia 18 de novembro. "Caso não sejamos contemplados, pretendemos solicitar mais recursos para a Fundect e também para órgãos federais de fomento à pesquisa, como CNPq", diz.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
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