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Fábrica de biodiesel entra em operação

A fábrica de biodiesel de vai entrar em fase de testes em abril e deve começar a operar em maio.
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A fábrica de biodiesel de vai entrar em fase de testes em abril e deve começar a operar em maio. A unidade, que recebeu investimento de R$ 2,5 milhões do Ministério de Ciência e Tecnologia, pode contribuir para colocar o estado no mapa brasileiro do biodiesel.
 
A partir do mês que vem unidade de Pesqueira entra em fase de testes e produção começa em maio. Será a primeira fábrica de biodiesel do Estado, num aporte de R$ 2,5 milhões da União.

A fábrica de biodiesel de Pesqueira (Agreste pernambucano) vai entrar em fase de testes em abril e deve começar a operar em maio. A unidade, que recebeu investimento de R$ 2,5 milhões do Ministério de Ciência e Tecnologia, pode contribuir para colocar Pernambuco no mapa brasileiro do biodiesel. O Estado avançou pouco no Nordeste se comparado a Bahia, Ceará e Piauí, que já contam com grandes indústrias em operação. O assunto foi discutido no Recife, na última sexta-feira, durante o 1º Encontro de Implantação do Biodiesel no Norte e Nordeste, coordenado pela Ello-Puma.

“Está faltando articulação política para que a produção de biodiesel deslanche em Pernambuco”, acredita Sérgio Peres – coordenador do Laboratório de Combustíveis e Energia (Policom) da Universidade de Pernambuco (UPE). Hoje, o Estado conta apenas com duas usinas-piloto, uma em Caetés e outra em Pesqueira, com capacidade de produção de apenas 12 mil litros por dia.

O prefeito de Pesqueira, João Eudes Machado, diz que o município tem uma área de mil hectares cultivada com mamona para suprir a demanda da usina. “Num período de três anos nossa projeção é alcançar 10 mil hectares”, observa. Para garantir a façanha, o prefeito espera contar com apoio da iniciativa privada. No final do ano passado, o grupo paranaense Incoa – com atuação nos setores de fertilizantes e equipamentos para a indústria – assinou protocolo de intenções com o governo de Pernambuco para construir uma usina com investimento de R$ 35 milhões em Pesqueira.

O prefeito calcula que a fábrica da Incoa vai demandar uma área cultivada de 50 mil hectares para garantir uma produção diária de 80 mil litros de biodiesel. A proposta é que o empreendimento fomente a expansão da cultura da mamona em 17 municípios da região. Machado adianta que o município está fazendo parceria com a Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) para desenvolver cultivares mais produtivas, com até 50% de índice de óleo.

Atualmente, o produtor de Pesqueira recebe o preço mínimo pela mamona, que é de R$ 0,60 por quilo. “A idéia é que a própria Petrobras possa adquirir a produção do município. Com o pagamento do valor mínimo, a cultura já se torna lucrativa para o produtor. Se levarmos em consideração que a cultura é consorciada com o feijão, a renda cresce ainda mais”, defende.

Até janeiro de 2008, todas as distribuidoras de combustíveis terão de misturar 2% de biodiesel ao diesel. Em Pernambuco, a Refinaria Abreu e Lima, que vai utilizar H-Bio (mistura de biodiesel ao petróleo) vai demandar grandes volume do biocombustível.

ADRIANA GUARDA
Jornal do Commercio - PE
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