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Espanha: Crescimento de um milhão de hectares para atender a indústria de biocombustíveis

A superfície de cultivos energéticos na Espanha deverá aumentar 78% para abastecer com matéria prima de origem nacional as necessidades da indústria para produzir etanol e biodiesel
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A superfície de cultivos energéticos na Espanha deverá aumentar 78% para abastecer com matéria prima de origem nacional as necessidades da indústria para produzir etanol e biodiesel, segundo cálculos do Ministério de Agricultura, Pesca e Alimentação (MAPA).

Atualmente, na Espanha...
A superfície de cultivos energéticos na Espanha deverá aumentar 78% para abastecer com matéria prima de origem nacional as necessidades da indústria para produzir etanol e biodiesel, segundo cálculos do Ministério de Agricultura, Pesca e Alimentação (MAPA).

Atualmente, na Espanha, um total de 220.000 hectares é dedicado a estes cultivos, superfície que deverá crescer até um milhão de hectares para abastecer a produção de biocombustíveis com matéria prima vegetal de origem espanhola, explicou hoje o secretário geral de Agricultura, Josep Puxeu.

Em seu comparecimento ante a Comissão de Agricultura e Pesca do Congresso dos Deputados, Puxeu destacou a necessidade de continuar com a "significativa evolução" dos cultivos energéticos na Espanha, onde a superfície era somente de 5.000 hectares em 2004.

O responsável por Agricultura ressaltou que, atualmente existem três empresas de produção de bioetanol e dez de biodiesel, com uma capacidade total de 375.000 toneladas ao ano e de 285.000 toneladas anuais, respectivamente.

Segundo seus cálculos, se alguns projetos que agora se encontram em processo inicial se realizarem por completo, poder-se-ia quase duplicar a atual capacidade de produção de biodiesel e elevar em um terço a de bioetanol.

Sobre o encargo da Mesa Nacional do Biocombustíveis, que integra a Administração, empresas e organizações agrárias com o objetivo de reduzir a dependência energética dos combustíveis convencionais, indicou que persegue um regime contratual entre indústria e agricultores.

Junto a este trabalho, Puxeu indicou que o Governo e as comunidades autônomas procuram material vegetal mais produtivo e adaptado para estes novos usos industriais, tanto de cereais (cevada e trigo), como de oleaginosas (colza e girassol), em colaboração com as indústrias privadas, cooperativas e agricultores.

Do mesmo modo, procuram orientar a pesquisa, desenvolvimento, e inovação (I+D+i na sigla em espanhol, “Investigación, el desarrollo y la innovación”) nos processos de obtenção de biocombustíveis de segunda geração, desde material lignocelulósico (palhas, resíduos de cultivos florestais, de indústria agroalimentícia ou gado) para que em 15 anos se possam obter os biocombustíveis necessários para cumprir com os compromissos energéticos e ambientais, a partir deste material.

Europa Press
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