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Embrapa aposta em unidades de observação para o desenvolvimento do pinhão-manso

O projeto vai realizar experimentos com a cultura, utilizando uma metodologia padronizada, e comparar os resultados obtidos em diferentes Estados brasileiros.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O projeto vai realizar experimentos com a cultura, utilizando uma metodologia padronizada, e comparar os resultados obtidos em diferentes Estados brasileiros.

Foi dada a largada para a segunda fase de implantação das Unidades de Observação (UOs) de pinhão-manso no país. O projeto vai realizar experimentos com a cultura, utilizando uma metodologia padronizada, e comparar os resultados obtidos em diferentes Estados brasileiros. Com as informações coletadas, a expectativa é definir um sistema sustentável de cultivo e viabilizar o futuro zoneamento da cultura, além de identificar variedades de alta produtividade adaptadas a diferentes regiões do Brasil.

A iniciativa é da Embrapa Agroenergia em parceria com a Associação Brasileira de Produtores de Pinhão-Manso (ABPPM). Este ano estão sendo instaladas seis novas unidades, localizadas em Santa Teresa (ES), Piracuruca (PI), Wanderlândia (TO), Ribas do Rio Pardo (MS), Jales (SP) e Patos (PB). Na primeira etapa do projeto, iniciada no ano passado, foram criadas três unidades: no Maranhão, Mato Grosso e  Pará.

Foram escolhidas regiões com características edafoclimáticas bem distintas, que tinham potencial produtivo e onde havia produtores com interesse em investir na cultura. “Estamos avaliando alguns materiais genéticos promissores em diferentes sistemas de produção”, diz Bruno Laviola, coordenador do programa de pesquisa sobre pinhão-manso da Embrapa Agroenergia. Serão analisados diferentes tipos de manejo (com e sem poda) e de espaçamentos de cultivo (solteiro e consorciado).

Laviola informa que essas unidades vão auxiliar a Embrapa no futuro a recomendar ou não o cultivo para a produção de biodiesel. “Não basta apenas ter uma cultivar registrada. É preciso ter um sistema produtivo que expresse todo o potencial genético da planta”. A expectativa é que as UOs se tornem centros de demonstração e de difusão de tecnologia, contribuindo para a expansão de área plantada.

A Embrapa é responsável pelo suporte técnico-científico e pelo planejamento experimental das UOs. A cargo da ABPPM ficou a mobilização dos produtores associados, que se comprometeram em arcar com os custos de instalação e manejo das unidades. “É bom para a Embrapa, que vai evoluir seus conhecimentos sobre a planta, e é bom para o produtor, que se qualifica para a cultura”, diz Laviola. Os produtores vão enviar os dados das unidades a cada 15 dias para permitir o acompanhamento dos resultados do cultivo.

“Ainda não fizemos uma avaliação dos resultados porque o trabalho ainda está no início. Será necessário de dois a seis anos para tirar algumas conclusões”, diz o pesquisador, acrescentando que a pesquisa de uma espécie perene como o pinhão-manso demora para se desenvolver e gerar resultados. “Partimos do zero. As pesquisas com pinhão-manso no Brasil têm apenas cinco anos, mas já obtivemos muito conhecimento sobre a planta”, diz. Ele destaca os mais de 200 trabalhos científicos publicados no ano passado no I Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão-Manso.

Paralelamente, a Embrapa vai calcular o balanço energético da produção do biodiesel e estudar o ciclo de vida da espécie, monitorando a emissão de gases de efeito estufa em todas as etapas da cultura, desde o plantio até a queima do biodiesel.

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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