Em 2007 o começo foi lento, mas no ano passado a Argentina tornou-se a principal exportadora de biodiesel.
Em 2007 o começo foi lento, mas no ano passado a Argentina tornou-se a principal exportadora de biodiesel. E de acordo com a Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio (AABH), até o final deste ano a indústria portenha vai quase dobrar a sua produção em relação ao ano passado, passando de 1,13 para 2,27 bilhões de litros.
As exportações de biodiesel chegarão a 1,70 bilhão de litros. Isto significa 36% mais que no ano passado e faturamento de aproximadamente de US$ 1,3 bilhão.
Por outro lado, o país continua fortalecendo sua demanda doméstica, já que foi introduzida recentemente a mistura obrigatória de 7% de biodiesel no diesel, a mesma porcentagem aplicada por países avançados no negócio, como a Alemanha.
Este aumento vai permitir que o negócio no mercado local floresça, passando a 568 milhões de litros estimados para serem consumidos este ano para 1,25 bilhão de litros no próximo ano.
"A Argentina é produtora e exportadora de biodiesel por excelência. Por ter muita disponibilidade de matéria-prima, tem a melhor posição para ser um produtor muito eficiente de oleaginosas e ter uma enorme capacidade de processamento de óleos vegetais", disse Gabriel Obrador , presidente da Patagônia Bioenergia e vice-presidente da Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio), durante a conferência Negócios Bioenergéticos na Argentina e nos Países Nórdicos, realizada na sede da Universidade Católica Argentina (UCA).
Culturas Alternativas
Obrador também destacou o papel que o país pode ter na produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de culturas não alimentares, tais como pinhão-manso, cártamo e camelina. "A Argentina tem terras disponíveis para produzir milhões de hectares de pinhão-manso e camelina no norte e no sul do país, sem concorrer com a terra usada para produção de soja", disse.
Já Claudio Molina, diretor da AABH, salientou a importância de desenvolver uma política para estimular a produção de biocombustíveis no país. "Enquanto se consolida a tendência dos principais mercados em exigir uma relação mais amigável dos combustíveis com o ambiente, o desenvolvimento de fontes alternativas de energia se torna uma questão estratégica. Neste contexto, o país tem um enorme potencial", disse ele.
O consultor de biocombustíveis, Hector Huerta, concordou com este ponto de vista. "Depois do enorme derramamento de petróleo no mar do Golfo do México e no porto de Dalian, na China, há um antes e um depois para a indústria petrolífera. Os governos vão endurecer tanto a regulação para a exploração de petróleo em bacias marítimas que os preços do petróleo vão subir cada dia mais. Isso confirma as boas possibilidades para os biocombustíveis", destacou.
Quanto ao futuro próximo, Molina disse que espera que em 2011 a Argentina aumente a mistura obrigatória de biodiesel para10%, o que irá gerar uma demanda maior no mercado doméstico. Por outro lado, no que diz respeito ao bioetanol, o executivo da AABH diz que no próximo ano a demanda será de mais de 261milhões de litros em nível local.
Em termos de capacidade instalada, de acordo com Molina, no próximo ano serão adicionados 1,13 bilhão de litros de capacidade de processamento. A capacidade atual é de 2,84 bilhões de litros.
Exportações
As exportações de biodiesel da Argentina poderá chegar a 1,7 bilhão de litros neste ano.
Consumo doméstico
Segundo dados AABH, este ano a produção para o mercado doméstico será de 568 milhões de litros. Em 2011, chegará a 1,25 bilhão de litros.
Capacidade instalada
Há 23 fábricas de biodiesel no país, com uma capacidade instalada de 2,84 bilhões de litros anuais. Destas, dez plantas são de última geração.
Mistura obrigatória
A mistura atual vigente é de 7% e em 2011 pode chegar a 10%.
Dependência
A Argentina ainda é um país fortemente dependente dos combustíveis fósseis. 49% da energia vem do gás natural e 41% do petróleo.
Liderança
O líder mundial na produção de biodiesel é a Europa, que produz 50% do total. No etanol, os líderes são os Estados Unidos e Brasil.
Fonte: La Nación
Tradução Alice Duarte – BiodieselBR.com
Em 2007 o começo foi lento, mas no ano passado a Argentina tornou-se a principal exportadora de biodiesel. E de acordo com a Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio (AABH), até o final deste ano a indústria portenha vai quase dobrar a sua produção em relação ao ano passado, passando de 1,13 para 2,27 bilhões de litros.
As exportações de biodiesel chegarão a 1,70 bilhão de litros. Isto significa 36% mais que no ano passado e faturamento de aproximadamente de US$ 1,3 bilhão.
Por outro lado, o país continua fortalecendo sua demanda doméstica, já que foi introduzida recentemente a mistura obrigatória de 7% de biodiesel no diesel, a mesma porcentagem aplicada por países avançados no negócio, como a Alemanha.
Este aumento vai permitir que o negócio no mercado local floresça, passando a 568 milhões de litros estimados para serem consumidos este ano para 1,25 bilhão de litros no próximo ano.
"A Argentina é produtora e exportadora de biodiesel por excelência. Por ter muita disponibilidade de matéria-prima, tem a melhor posição para ser um produtor muito eficiente de oleaginosas e ter uma enorme capacidade de processamento de óleos vegetais", disse Gabriel Obrador , presidente da Patagônia Bioenergia e vice-presidente da Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio), durante a conferência Negócios Bioenergéticos na Argentina e nos Países Nórdicos, realizada na sede da Universidade Católica Argentina (UCA).
Culturas Alternativas
Obrador também destacou o papel que o país pode ter na produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de culturas não alimentares, tais como pinhão-manso, cártamo e camelina. "A Argentina tem terras disponíveis para produzir milhões de hectares de pinhão-manso e camelina no norte e no sul do país, sem concorrer com a terra usada para produção de soja", disse.
Já Claudio Molina, diretor da AABH, salientou a importância de desenvolver uma política para estimular a produção de biocombustíveis no país. "Enquanto se consolida a tendência dos principais mercados em exigir uma relação mais amigável dos combustíveis com o ambiente, o desenvolvimento de fontes alternativas de energia se torna uma questão estratégica. Neste contexto, o país tem um enorme potencial", disse ele.
O consultor de biocombustíveis, Hector Huerta, concordou com este ponto de vista. "Depois do enorme derramamento de petróleo no mar do Golfo do México e no porto de Dalian, na China, há um antes e um depois para a indústria petrolífera. Os governos vão endurecer tanto a regulação para a exploração de petróleo em bacias marítimas que os preços do petróleo vão subir cada dia mais. Isso confirma as boas possibilidades para os biocombustíveis", destacou.
Quanto ao futuro próximo, Molina disse que espera que em 2011 a Argentina aumente a mistura obrigatória de biodiesel para10%, o que irá gerar uma demanda maior no mercado doméstico. Por outro lado, no que diz respeito ao bioetanol, o executivo da AABH diz que no próximo ano a demanda será de mais de 261milhões de litros em nível local.
Em termos de capacidade instalada, de acordo com Molina, no próximo ano serão adicionados 1,13 bilhão de litros de capacidade de processamento. A capacidade atual é de 2,84 bilhões de litros.
Exportações
As exportações de biodiesel da Argentina poderá chegar a 1,7 bilhão de litros neste ano.
Consumo doméstico
Segundo dados AABH, este ano a produção para o mercado doméstico será de 568 milhões de litros. Em 2011, chegará a 1,25 bilhão de litros.
Capacidade instalada
Há 23 fábricas de biodiesel no país, com uma capacidade instalada de 2,84 bilhões de litros anuais. Destas, dez plantas são de última geração.
Mistura obrigatória
A mistura atual vigente é de 7% e em 2011 pode chegar a 10%.
Dependência
A Argentina ainda é um país fortemente dependente dos combustíveis fósseis. 49% da energia vem do gás natural e 41% do petróleo.
Liderança
O líder mundial na produção de biodiesel é a Europa, que produz 50% do total. No etanol, os líderes são os Estados Unidos e Brasil.
Fonte: La Nación
Tradução Alice Duarte – BiodieselBR.com
Tags
Argentina