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Consulta pública discute coleta de óleo de fritura

A intenção da entidade é identificar empresas que possam realizar parcerias para coleta de óleo de fritura na região
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A intenção da entidade é identificar empresas que possam realizar parcerias para coleta de óleo de fritura na região

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) abriu uma consulta pública sobre o recolhimento de óleo de fritura para produção de biodiesel. Segundo o superintendente de Recursos Hídricos, Fernando Starling, a intenção da entidade é identificar empresas que possam realizar parcerias com a Caesb para coleta de óleo de fritura na região do Distrito Federal. O material coletado deverá ser destinado para a produção de sabão e biodiesel.

As informações coletadas durante a consulta devem subsidiar a elaboração de um edital de seleção de parceiros para a coleta do óleo descartada na capital federal. O envio de contribuições pode ser realizado até as 17 horas do dia 15 de outubro de 2010 diretamente na CAESB. Mais informações podem ser obtidas no site www.caesb.df.gov.br.

Starling explica que a celebração de contratos com empresas para o recolhimento do óleo faz parte de um projeto ainda maior da Ceasb em parceria com a Embrapa Agroenergia, a Emater e o IFB (Instituto Federal de Brasília) chamado Biofrito. A iniciativa tem financiamento da Finep de R$ 2,5 milhões e inclui a construção de uma usina de biodiesel com capacidade para produzir 1,8 milhão de litros de combustível por ano.

Tanto a construção quanto a contratação das empresas de coleta de óleo devem ser concluídas até o fim do ano. A meta da Ceasb é conseguir reduzir o custo de tratamento do esgoto e os problemas com entupimento da tubulação causados pelo descarte irregular do óleo de fritura. A entidade também quer utilizar o combustível produzido em veículos da administração pública do DF, além de ceder parte da produção aos parceiros do projeto.

Segundo o pesquisador da Embrapa Agroenergia, José Dilcio Rocha, o projeto deverá servir para a determinação de um modelo que possa replicado para outras cidades brasileiras. “O potencial (de matéria-prima) não é desprezível”, avalia. Rocha também destaca que há a possibilidade do projeto incluir o uso da gordura acumulada no sistema de esgoto na produção de combustível. “Hoje o descarte desse material é muito mais complexo. Qualquer tratamento que reduza o volume e dê uma destinação será positivo”, explica.

Mas antes mesmo de começar a produzir biodiesel, o pesquisador da Embrapa já sabe qual será a dificuldade que a iniciativa irá enfrentar. “A legislação tem que evoluir de forma a garantir um tratamento tributário diferenciado para essas matérias-primas para que existam mais iniciativas que evitem o descarte do óleo no esgoto”, alerta.

Rosiane Correia de Freitas - BIodieselBR.com
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