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Combustível para o crescimento

Instalação de usina de biodiesel em Rosário do Sul muda a realidade da região e deve impulsionar e economia do município com mais empregos e investimentos
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Instalação de usina de biodiesel em Rosário do Sul muda a realidade da região e deve impulsionar e economia do município com mais empregos e investimentos

O vaivém de caminhões, o barulho das máquinas e o corre-corre de trabalhadores virou rotina em um terreno de cinco hectares às margens da estrada que liga Rosário do Sul a Santana do Livramento (BR-158).

A construção da unidade de produção de biocombustível da Brasil Ecodiesel, a 22 quilômetros do centro de Rosário do Sul, dá fôlego à economia do município.

- A usina deverá ser inaugurada até o início de abril. Quando estiver em operação, vai incrementar em 30% a arrecadação municipal - planeja Fernando Folli, diretor da empresa no Estado.

O investimento de R$ 40 milhões será em duas etapas. Na primeira, serão gastos R$ 20 milhões. O restante será aplicado ao longo do projeto. Quando estiver em pleno funcionamento, a indústria deverá empregar 250 pessoas. Atualmente, 300 operários participam da construção da obra. A fábrica será dividida em duas unidades. A primeira, chamada de esmagadora, fará o desmanche dos grãos. Já a unidade de solventes produzirá o biodiesel propriamente dito. Serão 300 mil litros de combustível por dia, a maior produção do Estado.

- Mesmo antes do início da operação já é possível notar um incremento no setor da construção civil e o interesse de outras empresas de se instalarem na cidade - conta o prefeito Ney Padilha (PDT).

Padilha esteve recentemente em Porto Alegre buscando verbas para a construção de um trevo de acesso à empresa. A previsão é de que 50 caminhões circulem pela região diariamente.

Girassol e mamona serão usados na produção do combustível

Aos poucos os produtores rurais começam a se familiarizar com as culturas que vão servir de matéria-prima para produção do combustível. Com exceção da soja - que já é plantada na região - o girassol e a mamona são novidades nas coxilhas da região. A Cooperativa Agroindustrial de Rosário do Sul (Coarroz), que reúne 300 associados, está produzindo este ano, em fase experimental, 10 hectares dos produtos.

- São lavouras-piloto. Estamos vendo qual das variedades se adapta melhor ao clima e ao solo - disse o diretor da cooperativa Ari Amaral.

Ele acredita que pelo menos 10% dos associados vão investir nestas novas culturas para atender a demanda da empresa.

LEANDRO BELLES
Zero Hora - RS
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