A necessidade de fontes alternativas de energia torna-se impositiva, mas exige investimentos maciços. A China prevê que cobrirá 10% de suas necessidades com as fontes "favoráveis" ao meio-ambiente até 2010.
Os recursos são gigantescos, pois com US$ 200 bilhões pode-se adquirir a gigantesca petrolífera norte-americana Chevron, ou financiar todos os programas de fontes energéticas renováveis de todas as grandes petrolíferas européias por 25 anos.
A China "queima" carvão desde a era pré-histórica. Em antigos documentos chineses, o carvão é identificado como a "rocha que queima". Mas a produção industrial mudou, e hoje o carvão é tido como vilão, acusado pela emissão de catastróficos gases que criam e agravam o "efeito estufa".
O governo de Beijing (Pequim) dá grande atenção ao seu programa energético. Por um lado, quer reduzir sua dependência ao carvão e usar tecnologias avançadas, que ofereçam seu uso de forma mais limpa e econômica, dentro dos próximos 15 anos. Por outro, vai investir US$ 200 bilhões no desenvolvimento de fontes renováveis de energia.
Na China, o carvão cobre 68% do consumo energético para a produção de eletricidade, funcionamento de fábricas e uso doméstico. Segundo estudo da Academia de Ciências Sociais da China, "economias com uso de energia equilibrado se apoiam no petróleo (30% a 40%) e no carvão (10% a 20%)".
As previsões afirmam que em 2010 o carvão cobrirá 61% do consumo energético no país, o petróleo 25% e o gás natural 5%. As fontes renováveis de energia terão participação de 10%.
Em 2020, petróleo, energia elétrica e gás natural cobrirão 46% do consumo, enquanto o carvão servirá 54% das necessidades. Está previsto, também, que 20% das necessidades energéticas do país serão geradas pelas fontes renováveis de energia.
Hu Yiohong, executiva da União das Indústrias que utilizam carvão, destaca que "o consumo de gás natural continuará aumentando nos próximos anos, com a execução dos programas que transportarão o combustível do oeste ao leste da China, além da entrada de gás natural russo".
"Porém - acrescentou -, apesar da desejada diversificação das fontes, no final o carvão conservará seu papel básico, apoiando a economia chinesa nas próximas décadas". Entretanto, a adoção de tecnologia mais limpa que o uso do carvão (carvão liqüefeito), prevista pelo Plano Energético do governo de Beijing, contribuirá para reduzir as emissões de dióxido de carbono, dióxido de enxofre e óxido de azoto, gases produzidos na queima do carvão.
A China é, simultaneamente, o maior produtor e o maior consumidor de carvão no mundo. Estima-se que o consumo anual do país supere, em muito, 1,53 bilhão de toneladas, 28% do consumo mundial.
Mesmo que este número esteja a quilômetros da realidade, na China funcionam inúmeras minas de carvão, sejam elas ilegais, registradas, seguras ou não. Algumas não constam dos dados estatísticos oficiais.
Não é por acaso que, nessas "invisíveis" minas de carvão, são diariamente registrados 15 acidentes em todo o país.
A consecução desta meta será apoiada em investimentos que somam US$ 200 bilhões ao longo dos próximos 15 anos, criando vantagens de envolvimento neste mercado a todos os empresários, chineses ou estrangeiros. Uma vantagem serão as tarifas privilegiadas para bio-combustíveis, como a biomassa.
Os recursos são gigantescos, pois com US$ 200 bilhões pode-se adquirir a gigantesca petrolífera norte-americana Chevron, ou financiar todos os programas de fontes energéticas renováveis de todas as grandes petrolíferas européias por 25 anos.
O grandioso plano necessita de aero-turbinas, hélices, sistemas eólicos e outros equipamentos para a geração de energia, e eles poderão ser fornecidos à China pelas multinacionais General Electric, Vestas Wind System e Gamesa, além das empresas chinesas China Solar Energy e Suntech.
"As fontes renováveis de energia serão o próximo setor de crescimento na China, especificamente após o preço do petróleo atingir níveis recordes", profetiza Norman Ho, gestor de capitais da Value Partners.
A companhia de Ho tem investido na empresa chinesa Nanjing Gearbox, que fornece equipamentos para a geração de energia eólica. Ele conclui, com clareza e simplicidade: "a China precisa de energia para sustentar o crescimento de seu PIB".
O Merrill Lynch, em recente relatório, também avalia que "a energia eólica tem amplas possibilidades de crescimento na China, posi revela-se como elemento viável de uma estratégia de investimentos baseada em fontes renováveis".
A China indiscutivelmente realiza os maiores investimentos em fontes renováveis de energia de todo o planeta, e poderá garantir a maior capacidade de geração de energia eólica no mundo. Até 2020, deverá gerar 30 g/w. No ano passado, foi apenas 1 g/w. A fonte eólica vai gerar energia elétrica para 13 milhões de residências.
Contudo, muitos "analistas" - a soldo de quem? - recomendam "contenção". Falando a "...dura língua da verdade", destacam que "o entusiasmo inicial poderá ser facilmente evaporado, pois ainda não foi completamente apresentado o programa de subvenções estatais e vantagens para a energia renovável".
Para estes analistas, "a "administração central" carece de experiência anterior e de tecnologia no campo específico".
Lee Wong
Fonte: Monitor Mercantil
Os recursos são gigantescos, pois com US$ 200 bilhões pode-se adquirir a gigantesca petrolífera norte-americana Chevron, ou financiar todos os programas de fontes energéticas renováveis de todas as grandes petrolíferas européias por 25 anos.
A China "queima" carvão desde a era pré-histórica. Em antigos documentos chineses, o carvão é identificado como a "rocha que queima". Mas a produção industrial mudou, e hoje o carvão é tido como vilão, acusado pela emissão de catastróficos gases que criam e agravam o "efeito estufa".
O governo de Beijing (Pequim) dá grande atenção ao seu programa energético. Por um lado, quer reduzir sua dependência ao carvão e usar tecnologias avançadas, que ofereçam seu uso de forma mais limpa e econômica, dentro dos próximos 15 anos. Por outro, vai investir US$ 200 bilhões no desenvolvimento de fontes renováveis de energia.
Na China, o carvão cobre 68% do consumo energético para a produção de eletricidade, funcionamento de fábricas e uso doméstico. Segundo estudo da Academia de Ciências Sociais da China, "economias com uso de energia equilibrado se apoiam no petróleo (30% a 40%) e no carvão (10% a 20%)".
As previsões afirmam que em 2010 o carvão cobrirá 61% do consumo energético no país, o petróleo 25% e o gás natural 5%. As fontes renováveis de energia terão participação de 10%.
Em 2020, petróleo, energia elétrica e gás natural cobrirão 46% do consumo, enquanto o carvão servirá 54% das necessidades. Está previsto, também, que 20% das necessidades energéticas do país serão geradas pelas fontes renováveis de energia.
Hu Yiohong, executiva da União das Indústrias que utilizam carvão, destaca que "o consumo de gás natural continuará aumentando nos próximos anos, com a execução dos programas que transportarão o combustível do oeste ao leste da China, além da entrada de gás natural russo".
"Porém - acrescentou -, apesar da desejada diversificação das fontes, no final o carvão conservará seu papel básico, apoiando a economia chinesa nas próximas décadas". Entretanto, a adoção de tecnologia mais limpa que o uso do carvão (carvão liqüefeito), prevista pelo Plano Energético do governo de Beijing, contribuirá para reduzir as emissões de dióxido de carbono, dióxido de enxofre e óxido de azoto, gases produzidos na queima do carvão.
A China é, simultaneamente, o maior produtor e o maior consumidor de carvão no mundo. Estima-se que o consumo anual do país supere, em muito, 1,53 bilhão de toneladas, 28% do consumo mundial.
Mesmo que este número esteja a quilômetros da realidade, na China funcionam inúmeras minas de carvão, sejam elas ilegais, registradas, seguras ou não. Algumas não constam dos dados estatísticos oficiais.
Não é por acaso que, nessas "invisíveis" minas de carvão, são diariamente registrados 15 acidentes em todo o país.
Fontes alternativas
A necessidade de fontes alternativas de energia torna-se impositiva, mas exige investimentos maciços. A China prevê que cobrirá 10% de suas necessidades com as fontes "favoráveis" ao meio-ambiente até 2010.A consecução desta meta será apoiada em investimentos que somam US$ 200 bilhões ao longo dos próximos 15 anos, criando vantagens de envolvimento neste mercado a todos os empresários, chineses ou estrangeiros. Uma vantagem serão as tarifas privilegiadas para bio-combustíveis, como a biomassa.
Os recursos são gigantescos, pois com US$ 200 bilhões pode-se adquirir a gigantesca petrolífera norte-americana Chevron, ou financiar todos os programas de fontes energéticas renováveis de todas as grandes petrolíferas européias por 25 anos.
O grandioso plano necessita de aero-turbinas, hélices, sistemas eólicos e outros equipamentos para a geração de energia, e eles poderão ser fornecidos à China pelas multinacionais General Electric, Vestas Wind System e Gamesa, além das empresas chinesas China Solar Energy e Suntech.
"As fontes renováveis de energia serão o próximo setor de crescimento na China, especificamente após o preço do petróleo atingir níveis recordes", profetiza Norman Ho, gestor de capitais da Value Partners.
A companhia de Ho tem investido na empresa chinesa Nanjing Gearbox, que fornece equipamentos para a geração de energia eólica. Ele conclui, com clareza e simplicidade: "a China precisa de energia para sustentar o crescimento de seu PIB".
O Merrill Lynch, em recente relatório, também avalia que "a energia eólica tem amplas possibilidades de crescimento na China, posi revela-se como elemento viável de uma estratégia de investimentos baseada em fontes renováveis".
A China indiscutivelmente realiza os maiores investimentos em fontes renováveis de energia de todo o planeta, e poderá garantir a maior capacidade de geração de energia eólica no mundo. Até 2020, deverá gerar 30 g/w. No ano passado, foi apenas 1 g/w. A fonte eólica vai gerar energia elétrica para 13 milhões de residências.
Contudo, muitos "analistas" - a soldo de quem? - recomendam "contenção". Falando a "...dura língua da verdade", destacam que "o entusiasmo inicial poderá ser facilmente evaporado, pois ainda não foi completamente apresentado o programa de subvenções estatais e vantagens para a energia renovável".
Para estes analistas, "a "administração central" carece de experiência anterior e de tecnologia no campo específico".
Lee Wong
Fonte: Monitor Mercantil