A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel reuniu-se pela primeira vez após passar por uma reestruturação em março. O encontro,
ocorrido na semana passada, foi o primeiro a tratar com mais foco os
assuntos ligados ao setor.
A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), reuniu-se pela primeira vez após passar por uma reestruturação em março. O encontro, ocorrido na semana passada, foi o primeiro a tratar com mais foco os assuntos ligados ao setor. Desde o final de 2006, quando a câmara foi criada, houve um total de seis reuniões, a última aconteceu a cerca de 19 meses, mas a soja acabava tomando conta da pauta de discussões. “Reformulamos a câmara e nomeamos novos membros, que representam todos os elos da cadeia de biodiesel. Agora a soja ganhou uma câmara específica”, diz Denilson Ferreira, que é presidente da câmara setorial e coordenador de Agroenergia do Mapa. O ministério possuiu um total de 31 câmaras setoriais.
Segundo Ferreira, um grupo interno foi criado para definir uma agenda estratégica de atividades. O próximo encontro está marcado para meados de agosto.
O foco da reunião foi a necessidade de diversificar as matérias-primas na produção de biodiesel – levando em conta as diferentes realidades locais e regionais – e da necessidade de garantir o foco social e sustentável do programa de biodiesel. “A câmara setorial é uma ferramenta importante para o ministério, porque subsidia o governo de informações do mercado, o que ajuda na criação de políticas públicas, e também é uma forma de ver como elas estão tendo eco no setor produtivo”, diz.
Matérias-primas
Representantes do ministério discutiram a proposta de atualização do código florestal, mas ainda não há definições sobre o projeto de estímulo à produção de dendê em áreas degradadas da Amazônia. “Essa discussão ainda está no início, não temos uma idéia clara de como isso seria feito. O que sabemos é que o Brasil precisa aumentar sua produção de óleo de palma. Hoje importamos mais da metade do óleo que consumimos”, afirma. Ele diz que não haverá plano de desenvolvimento do dendê que desconsidere a questão ambiental: “O ministro é contra qualquer derrubada de árvore na Amazônia”.
O coordenador não vê problemas no fato de 80% do biodiesel no país ser feito a partir da soja. “Não vejo isso como negativo. O programa de biodiesel está dando certo em razão da consolidação da cadeia da soja. Graças à boa produção do grão, temos tempo de avançar nas pesquisas com oleaginosas alternativas”, avalia Ferreira, que não acredita que haverá mudanças significativas neste quadro no curto prazo.
“A Embrapa Agroenergia está investindo pesadamente em pesquisas. Não falta política agrícola para isso”. No caso do pinhão-manso, o governo mantém a decisão de não incentivar o plantio sem antes existir a cultivar da espécie. Segundo ele, em uma planta perene isso pode demorar de oito a 12 anos. “Foram três décadas para consolidar a soja no Brasil. Essa ansiedade nas respostas é natural, mas o governo tem buscado alternativas”, acredita Ferreira.
Após a reestruturação a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel passou a ser composta pelos seguintes membros e entidades:
Presidente
Denilson Ferreira
Secretário
Fabrício Vieira Juntolli
Consultor especial
Erasmo Carlos Battistella
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA:
Sávio Rafael Pereira;
Andrea Christina Guirro Oliveira;
Denilson Ferreira;
José Nilton de Souza Vieira;
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA:
Napoleão Esberard Macedo Beltrão;
Frederico Ozanan Durães;
Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB:
Simone Yuri Ramos;
Zilá Ribeiro de Ávila;
Casa Civil - CC/PR:
Rodrigo Augusto Rodrigues;
Jurema Augusta Ribeiro Valença;
Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT:
Adriano Duarte Filho;
Rafael Silva Menezes;
Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA:
Arnoldo Anacleto de Campos;
Edna de Cássia Carmélio;
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC:
Carlos Manoel Pedroso Cristo;
Roberto Sadao Shiraischi;
Ministério de Minas e Energia - MME:
Ricardo Borges Gomide;
Luciano Costa de Carvalho;
Ministério da Fazenda - MF:
Francisco Erismá Oliveira Albuquerque;
Evandro Fazendeiro de Miranda;
Ministério do Meio Ambiente - MMA:
Shirley Helena Mendes da Silva;
Robson Pinto de Lima;
Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR:
Bill Jorge Costa;
Patrícia Raquel Silva;
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP:
Manoel Policarpo de Castro Neto;
Cristiane Z. de Andrade Monteiro;
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG:
Antoninho Rovaris;
Ivaneck Peres Alves;
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA:
Fábio de Salles Meirelles;
José Mario Schreiner;
Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes - SINDICOM:
Roberto Horn;
Luiz Emílio Freire;
Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB:
José Luis Ribas Pessa;
Gustavo Rodrigues Prado;
Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural - ASBRAER:
Antônio Júlio Gomes das Graças;
Emmanuel Mateus Alves Costa;
Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso - ABPPM:
Luciano Piovesan Leme;
Mike Lu;
Associação Brasileira de Agribusiness - ABAG:
Carlo Lovatelli;
Luiz Antonio Pinazza;
Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso - APROSOJA:
Glauber Silveira;
João Henrique Hummel;
Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais - ABIOVE:
Fabio Trigueirinho;
Daniel Furlan;
Associação Brasileira de Frigoríficos - ABRAFRIGO:
Péricles Pessoa Salazar;
Thomas C. S. Kim;
União Brasileira de Biodiesel - UBRABIO:
Odacir klein; e
Sérgio Tadeu Cabral Beltrão.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), reuniu-se pela primeira vez após passar por uma reestruturação em março. O encontro, ocorrido na semana passada, foi o primeiro a tratar com mais foco os assuntos ligados ao setor. Desde o final de 2006, quando a câmara foi criada, houve um total de seis reuniões, a última aconteceu a cerca de 19 meses, mas a soja acabava tomando conta da pauta de discussões. “Reformulamos a câmara e nomeamos novos membros, que representam todos os elos da cadeia de biodiesel. Agora a soja ganhou uma câmara específica”, diz Denilson Ferreira, que é presidente da câmara setorial e coordenador de Agroenergia do Mapa. O ministério possuiu um total de 31 câmaras setoriais.
Segundo Ferreira, um grupo interno foi criado para definir uma agenda estratégica de atividades. O próximo encontro está marcado para meados de agosto.
O foco da reunião foi a necessidade de diversificar as matérias-primas na produção de biodiesel – levando em conta as diferentes realidades locais e regionais – e da necessidade de garantir o foco social e sustentável do programa de biodiesel. “A câmara setorial é uma ferramenta importante para o ministério, porque subsidia o governo de informações do mercado, o que ajuda na criação de políticas públicas, e também é uma forma de ver como elas estão tendo eco no setor produtivo”, diz.
Matérias-primas
Representantes do ministério discutiram a proposta de atualização do código florestal, mas ainda não há definições sobre o projeto de estímulo à produção de dendê em áreas degradadas da Amazônia. “Essa discussão ainda está no início, não temos uma idéia clara de como isso seria feito. O que sabemos é que o Brasil precisa aumentar sua produção de óleo de palma. Hoje importamos mais da metade do óleo que consumimos”, afirma. Ele diz que não haverá plano de desenvolvimento do dendê que desconsidere a questão ambiental: “O ministro é contra qualquer derrubada de árvore na Amazônia”.
O coordenador não vê problemas no fato de 80% do biodiesel no país ser feito a partir da soja. “Não vejo isso como negativo. O programa de biodiesel está dando certo em razão da consolidação da cadeia da soja. Graças à boa produção do grão, temos tempo de avançar nas pesquisas com oleaginosas alternativas”, avalia Ferreira, que não acredita que haverá mudanças significativas neste quadro no curto prazo.
“A Embrapa Agroenergia está investindo pesadamente em pesquisas. Não falta política agrícola para isso”. No caso do pinhão-manso, o governo mantém a decisão de não incentivar o plantio sem antes existir a cultivar da espécie. Segundo ele, em uma planta perene isso pode demorar de oito a 12 anos. “Foram três décadas para consolidar a soja no Brasil. Essa ansiedade nas respostas é natural, mas o governo tem buscado alternativas”, acredita Ferreira.
Após a reestruturação a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel passou a ser composta pelos seguintes membros e entidades:
Presidente
Denilson Ferreira
Secretário
Fabrício Vieira Juntolli
Consultor especial
Erasmo Carlos Battistella
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA:
Sávio Rafael Pereira;
Andrea Christina Guirro Oliveira;
Denilson Ferreira;
José Nilton de Souza Vieira;
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA:
Napoleão Esberard Macedo Beltrão;
Frederico Ozanan Durães;
Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB:
Simone Yuri Ramos;
Zilá Ribeiro de Ávila;
Casa Civil - CC/PR:
Rodrigo Augusto Rodrigues;
Jurema Augusta Ribeiro Valença;
Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT:
Adriano Duarte Filho;
Rafael Silva Menezes;
Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA:
Arnoldo Anacleto de Campos;
Edna de Cássia Carmélio;
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC:
Carlos Manoel Pedroso Cristo;
Roberto Sadao Shiraischi;
Ministério de Minas e Energia - MME:
Ricardo Borges Gomide;
Luciano Costa de Carvalho;
Ministério da Fazenda - MF:
Francisco Erismá Oliveira Albuquerque;
Evandro Fazendeiro de Miranda;
Ministério do Meio Ambiente - MMA:
Shirley Helena Mendes da Silva;
Robson Pinto de Lima;
Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR:
Bill Jorge Costa;
Patrícia Raquel Silva;
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP:
Manoel Policarpo de Castro Neto;
Cristiane Z. de Andrade Monteiro;
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG:
Antoninho Rovaris;
Ivaneck Peres Alves;
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA:
Fábio de Salles Meirelles;
José Mario Schreiner;
Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes - SINDICOM:
Roberto Horn;
Luiz Emílio Freire;
Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB:
José Luis Ribas Pessa;
Gustavo Rodrigues Prado;
Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural - ASBRAER:
Antônio Júlio Gomes das Graças;
Emmanuel Mateus Alves Costa;
Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso - ABPPM:
Luciano Piovesan Leme;
Mike Lu;
Associação Brasileira de Agribusiness - ABAG:
Carlo Lovatelli;
Luiz Antonio Pinazza;
Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso - APROSOJA:
Glauber Silveira;
João Henrique Hummel;
Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais - ABIOVE:
Fabio Trigueirinho;
Daniel Furlan;
Associação Brasileira de Frigoríficos - ABRAFRIGO:
Péricles Pessoa Salazar;
Thomas C. S. Kim;
União Brasileira de Biodiesel - UBRABIO:
Odacir klein; e
Sérgio Tadeu Cabral Beltrão.
Alice Duarte - BiodieselBR.com